Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
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Os outros é que não percebem nada!
Quando falamos é como se estivéssemos internamente a ver um filme e o legendássemos em voz alta.
O filme que se está a passar dentro de nós só está a passar no nosso cinema interno. Do nosso filme os outros apenas vêm o que dizemos, como dizemos e a forma como o nosso corpo ajuda nessa comunicação. Mesmo com estas três componentes, o que comunicamos ao outro é uma parte ínfima do filme.
O outro, por seu lado, utiliza o que lhe dizemos e como dizemos para fazer o seu próprio filme, a que só temos acesso, de novo, a uma parte diminuta, através da sua resposta e da forma como a dá.
Como seria se comparássemos os filmes numa discussão, ou mesmo apenas numa conversa?
Consigo imaginar filmes em que não existe nada em comum para além dos interlocutores e mesmo assim num poderiam aparecer mascarados de palhaços e no outro mascarados de leões, o que não tem nada a ver, pois não?
“-És um estúpido!
-Eu? Toda a vida fui um trabalhador! Matei-me a trabalhar!
-Ah! Queres dizer que eu sou um preguiçoso? Tu é que tens sempre esse ar mal disposto!
-Estás a dizer que eu é que começo as discussões?”
E podíamos continuar o diálogo em que, se repararmos bem, não estão a falar do mesmo, pois não? Na verdade, não sabemos de que estão a falar… É o chamado “perguntar alhos e responder bugalhos”.
Com maior ou menor sofisticação linguística, se observarmos bem, isto acontece com frequência. Umas vezes de forma subtil, outras de forma descarada.
Refiro-me aos outros, claro! Porque nós dizemos sempre o que queremos de forma inequívoca, não é? 😉
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Insubstituível?
Quando os empresários e líderes afirmam que ninguém é insubstituível, provavelmente, referem-se ao facto de as organizações continuarem a existir, de produtos e serviços continuarem a ser fornecidos e de o lucro continuar a existir mesmo que a pessoa X deixe a organização. Na verdade, este pressuposto de que ninguém é insubstituível apenas acontece porque não se identifica no outro as características que fazem dele único e que por acontecerem geram determinado tipo de equilíbrio e resultado no sistema. Claro que é possível substituir cada pessoa, o que não é possível substituir é aquilo que faz dela única.
O que significará um líder afirmar que ninguém é substituível ou insubstituível? E se for uma convicção assumida e partilhada pela liderança, a quem serve diretamente, a quem a profere ou às pessoas a quem se refere ou ao sistema?
Considerando a importância que sabemos que a relação tem nos resultados de um sistema, seja uma família, uma empresa, ou um país, que impacto teria se cada um dos seus elementos acreditasse na sua unicidade, na sua insubstituibilidade e por acreditar nisso e por querer servir o próprio sistema desenvolvesse ainda mais os seus talentos?
Bem, nesse caso seria claramente insubstituível, mesmo que outros, à sua maneira única, o pudessem vir a substituir 😉
Parece um paradoxo? É um paradoxo, afinal somos humanos.
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Síndrome Wrap
A Síndrome de Wrap
Mais do que divididos entre casa e trabalho, paixão e “ter de ser”, descanso e trabalho, missão e remuneração, que são questões “desempatáveis”, geríveis, conciliáveis existe uma outra dimensão de desafio, a dimensão Wrap.
A síndrome Wrap acontece quando nos sentimos enrolados, embrulhados dentro de um sistema com vários polos que queremos satisfazer, atender e a que acresce a necessidade de reconhecimento e de pertença.
As Direções de Recursos Humanos são um excelente exemplo desta síndrome. Quem assume este cargo presta contas e segue orientações estratégicas e operacionais provenientes do nível hierárquico acima, por outro lado, quer satisfazer e servir os seus colaboradores e as suas equipas e está envolto num contexto em rápida evolução. É aqui, neste embrulho que, muitas vezes, surge esta síndrome que se traduz numa sensação de insatisfação em relação à forma como o próprio se relaciona consigo, com os outros e com o contexto.
Esta síndrome é ainda mais sentida quando quem está no meio não sente que esteja a ter os resultados que gostaria, sejam operacionais ou relacionais e não sente que está alinhado com os seus próprios valores, intenções e objetivos por estar constantemente focado ora num lado, ora noutro lado, ora na envolvente.
Quando sentimos a presença desta síndrome é notório que o alinhamento entre os componentes do wrap é precário e por isso é tão importante a partilha e vivência da cultura, da visão e dos valores da organização.
Se não queremos wraps em que não há alinhamento entre a envolvente e o conteúdo, é fundamental apostar no desenvolvimento de pessoas, das equipas e num paradigma comunicacional construtivo e que promova o alinhamento das intenções para que possamos ter wraps dinâmicos e sustentáveis.
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Vamos Brincar a Sério?
Numa organização, a boa disposição, a alegria, a criatividade relacionam-se mais com a causa ou com o efeito da experiência que estão a ter? E numa família? E numa pessoa?
Os estudos são inequívocos, de acordo com Stuart Brown, no que respeita à ligação entre brincar na infância e sucesso na idade adulta. De acordo com Stuart Brown, brincar é mais do que diversão, é vital e deve ser fomentado na idade adulta.
“The opposite of play is not work, it’s depression.”
– Stuart Brown
Há muitos anos, quando comecei a sentir falta de flexibilidade e de adaptação às circunstancias enquanto dava formações na área financeira, percebi que introduzir brincadeira e diversão permitia que os formandos acedessem a novas zonas de solução e criassem indicadores que medissem o que precisavam de medir, em vez de usarem os que tinham aprendido na faculdade ou que eram recomendados pela literatura.
Com o passar dos anos, comprovo, cada vez mais, que são os ambientes mais criativos, mais flexíveis, mais bem dispostos aqueles em que a resiliência é mais forte e em que a adaptação, a criatividade e a superação de novas formas acontece.
O preconceito de que a brincadeira e a boa disposição não são sérios, nem permitem ter foco e concentração existe ainda e eu pergunto: que qualidade tem o foco se existir em tensão, que novas soluções permite encontrar?
Já saíram da caixa hoje? Não? Divirtam-se a sério!
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Aqui podes comentar os textos diários, fazer partilhas, pedir informações ou dizer, simplesmente, olá
Perguntas que te podem dar boas pistas sobre por onde começar a tua mudança
1- Gostas dos cenários e dos palcos onde acontecem os vários actos da tua vida ou gostavas de mudar algum deles? todos?
2- O que sentes em relação à forma como representas os vários papéis nos vários palcos e cenários, da tua vida? Fazes o que queres fazer, como queres fazer?
3- Estás satisfeito com o conhecimento que tens, com o que sabes fazer? Sentes que estás a conseguir activar os recursos necessários para lidar com os desafios?
4- Sentes que os teus valores estão presentes na tua vida?
5- És quem queres ser? estás a representar um papel que parece não ser talhado para ti? Não sabes qual o teu papel?
6- Sentes que tens uma missão, uma intenção que engloba toda a tua vida? Estás a vivê-la?
Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
Para começares, começa.
A escuridão não consegue expulsar a escuridão; apenas a luz pode. O ódio não consegue eliminar o ódio; apenas o amor o consegue.
A maneira mais eficaz de fazer algo é fazê-lo.
Faz algo maravilhoso, as pessoas podem imitá-lo.
Se o consegues sonhar, consegues fazê-lo.
Na nossa vida, tal como na paleta de um artista, existe apenas uma cor que dá sentido à vida e à arte. É a cor do amor.

Diáriamente – Textos publicados no passado
Durante muito tempo, com 30, 35 ou mesmo 40 anos não me sentia uma mulher madura. Não sentia o que achava que sentiria uma mulher madura, uma mulher construída, acabada, pronta. Achava eu que existiria um estado de graça conferido pela maturidade que em algum momento do tempo surgiria e que me faria sentir e dizer: Cheguei!
Desde muito cedo, desde a adolescência tenho ideias bastante claras sobre alguns temas, algumas das minhas convicções vêm dessa altura tendo passado no crivo da utilidade e ecologia nos anos mais recentes. E mesmo assim, sendo tão pensante, sentia que tinha o “5º andar em construção” (como dizia uma querida professora minha). Sentia que ainda não tinha chegado e queria tanto chegar!
Não percebia que energia ou gás rico era aquele que me movia e me fazia procurar o local onde encontraria a minha maturidade, onde por fim descansaria e a partir dali seria: uma mulher madura.
Sabia que a maturidade havia de ser encontrada cá dentro, só não sabia o que devia fazer acontecer para que essa sensação, esse apaziguamento surgisse.
Por um lado queria permanecer alerta para o mundo, entusiasmada com todas as coisas, apaixonada e comovida por coisas simples e por outro queria ser madura, estável, tranquila, segura. Conciliar ambas as partes parecia-me uma tarefa impossível.
Imaginei nos primeiros anos da adolescência que aos 20 anos seria uma mulher sofisticada e madura. Jovem e sofisticada. Chegaram, os 20, os 30 e os 40 e sofisticação nem vê-la, pelo menos a mulher sofisticada que eu imaginava que seria nunca saiu (por enquanto) de dentro de mim. Imaginava que a estrofe da canção: “Ela não anda, ela desliza” seria uma espécie de epiteto à minha maturidade e que isso seria visível em algum momento no tempo.
No meu trabalho como coach encontro com alguma regularidade outras mulheres que questionam esta mesma sensação, que procuram encontrar a mulher madura que existe dentro de si sem quererem abrir mão da rebeldia, da ousadia, da comoção, do enamoramento que vive nas suas almas. Sentem-se ambivalentes entre o: se sou apaixonada por tudo e por nada não posso ser madura e o: Se sou uma mulher madura tenho que abdicar deste estado de enamoramento. Há mulheres, como eu já fui que querem ser Ricardo Reis ou Alberto Caeiro pensando que, por serem um, têm que abdicar do outro, esquecendo que onde estes existiam, viviam muitos outros seres conhecidos e outros que certamente terão ficado por conhecer.
Cheguei!
Sei hoje que cheguei não há muito tempo. Havia uma espécie de time lag entre a consciência e o que já existia dentro de mim. Cheguei provavelmente pouco tempo depois dos 40 anos. Claro que esta minha percepção actual é apenas isso: a minha percepção actual e, de facto, pouco importa…
Dentro de mim cohabitam uma hippie, uma yoggini, uma atleta, uma apaixonada pela natureza e pelas coisas simples, uma amante do conforto e da sofisticação, uma palestrante uma amante do silêncio, uma eterna aluna e uma facilitadora, e mais umas quantas personagens que ainda não conheço e que me proporcionam sensações ora intensas, ora subtis e que me permitem em cada momento ser quem eu quiser ser de forma livre pelo simples facto de que: Eu cheguei!
Como soube que já tinha chegado? Soube quando a consciência cresceu e meu deu a possibilidade de sentir que conduzo a minha vida.
Questiono-me sobre o que será a maturidade? – o que existe dentro de nós, o tipo de decisões que tomamos, a forma como conduzimos as nossas vidas, aquilo que conhecemos, a tranquilidade, a consciência?
A verdade é que não sei! Sei porém que para mim esta sensação chegou com a noção real de que apenas eu conduzo a minha vida e que disso tenho consciência, que as coisas são o que são, que há coisas que não posso mudar, que eu posso, se quiser, mudar, que a minha vida é a minha vida e por último… que, na realidade, está tudo bem!
21Abril2018
Ter aprendido a conversar comigo foi talvez a maior das aprendizagens.
Aprendemos a comunicar com os outros, até aprendemos qual a melhor forma para transmitir as nossas mensagens consoante a pessoa a quem nos dirigimos ou como comunicar com grupos, raramente falamos sobre como “conversar” com a pessoa com quem mais falamos de todas e com quem passamos 24 horas por dia, todos os dias da nossa vida, nós próprios.
Sabemos que o efeito nos outros ou em nós quando se nos dirigem de forma agressiva, antipática, diminuidora das nossas qualidades, competências ou de quem somos, nos pode deixar tristes, revoltados, com raiva, então, porque havemos nós de nos maltratar quando conversamos connosco se o resultado é conhecido?
Depois de termos consciência de que a forma como falamos connosco determina de forma muito forte a qualidade da nossa vida, podemos escolher ser mais amorosos, simpáticos e gentis connosco.
Se queremos que os outros tenham energia e força para avançar, como o fazemos? Incentivamos e somos afirmativos em relação ao seu potencial, certo? Connosco é igual!
Podes começar por treinar mesmo que, por não estares habituado a fazê-lo, isso te provoque alguma sensação estranha. Quando começamos a ir ao ginásio temos dores nos músculos e sabemos que isso trará bons resultados, aqui é igual.
Conversem convosco de forma incentivadora, positiva, confiante. Treinem durante algum tempo e depois partilhem os resultados com outras pessoas para que sejamos mais a avançar.
SIGA!
24Abril2018
A quantidade de “ses” e de “mas” que existem na tua vida determinam a forma e as cores da tua liberdade.
Os “ses” remetem-nos para algo que seria a condição que se se verificasse nos permitiria fazer diferente, ser diferente e, em última análise andar em frente. Se eu fosse…, se eu tivesse…, se eu soubesse… e por ai fora.
Os “mas” são as barreiras em que acreditamos e que, por acreditarmos nelas, nos impedem de avançar. Eu gostava de… mas…; eu quero… mas…; eu tenho vontade de… mas…
A conjugação de ambos, “ses” e “mas” é ultra poderosa. É como uma bola de ferro agrilhoada ao tornozelo, que garante que nos mantemos na nossa zona habitual, sem avançar.
Como sabes que os teus “ses” e “mas” são reais, são verdade?
Podemos sempre encontrar no mundo alguém que, com “ses” e “mas” como os teus, avançou como se não existissem ou como se não fossem uma prisão. Então como fazer?
Podes pensar “e se eu acreditasse que este “se” e/ou este “mas” não existissem ou não fossem verdade o que faria? Como faria?
Podemos, nas respostas às questões acima, encontrar pistas para entrar num novo patamar de liberdade.
SIGA!
25Abril2018
