Project Description
A Síndrome de Wrap
Mais do que divididos entre casa e trabalho, paixão e “ter de ser”, descanso e trabalho, missão e remuneração, que são questões “desempatáveis”, geríveis, conciliáveis existe uma outra dimensão de desafio, a dimensão Wrap.
A síndrome Wrap acontece quando nos sentimos enrolados, embrulhados dentro de um sistema com vários polos que queremos satisfazer, atender e a que acresce a necessidade de reconhecimento e de pertença.
As Direções de Recursos Humanos são um excelente exemplo desta síndrome. Quem assume este cargo presta contas e segue orientações estratégicas e operacionais provenientes do nível hierárquico acima, por outro lado, quer satisfazer e servir os seus colaboradores e as suas equipas e está envolto num contexto em rápida evolução. É aqui, neste embrulho que, muitas vezes, surge esta síndrome que se traduz numa sensação de insatisfação em relação à forma como o próprio se relaciona consigo, com os outros e com o contexto.
Esta síndrome é ainda mais sentida quando quem está no meio não sente que esteja a ter os resultados que gostaria, sejam operacionais ou relacionais e não sente que está alinhado com os seus próprios valores, intenções e objetivos por estar constantemente focado ora num lado, ora noutro lado, ora na envolvente.
Quando sentimos a presença desta síndrome é notório que o alinhamento entre os componentes do wrap é precário e por isso é tão importante a partilha e vivência da cultura, da visão e dos valores da organização.
Se não queremos wraps em que não há alinhamento entre a envolvente e o conteúdo, é fundamental apostar no desenvolvimento de pessoas, das equipas e num paradigma comunicacional construtivo e que promova o alinhamento das intenções para que possamos ter wraps dinâmicos e sustentáveis.
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