Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
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Preto e Branco ou a Cores?
Como são os teus Sonhos, a cores ou a preto e branco? Aqui está uma pergunta que pode ficar sem resposta para algumas pessoas.
Sei hoje que um dos motivos que me levou ao Coaching, à PNL e à procura de vias que me permitissem dar mais significado à minha vida foi sentir-me vazia de sonhos, e sei também pela minha experiência que esta é uma questão com que muitas pessoas se defrontam, independentemente de serem homens ou mulheres, adolescentes ou adultos.
Os sonhos são uma espécie de gás rico que existe dentro dos humanos e que pode ter as formas mais variadas:
-Escalar a montanha mais alta do mundo,
-Ser mãe ou pai,
-Aprender uma arte,
-Ser conhecido e reconhecido,
-Contribuir para uma causa humanitária,
-Ter uma conta bancária com muitos dígitos, o saldo, claro
e podíamos continuar indefinidamente.
No nosso mundo generalizou-se a ideia de que para ser válido, o sonho tem de ser grande e visível e quando a nossa autoestima precisa de reforço e a nossa autoconfiança, nas áreas de nossa preferência, precisa de confiança, é fácil começar a acreditar que não conseguimos, que não somos capazes e, nesta dinâmica, somos bem capazes de deixar de sonhar. Se não acreditamos ser possível, o sonho deixa de ter propósito.
Neste processo esquecemo-nos de algo muito importante, que é o que nos leva a ter este ou aquele sonho, e que é a emoção que associamos à chegada ao topo da montanha ou ao processo de subida, a sensação que imaginamos ter por sermos pai ou mãe, a sensação de realização ou de elevação do espírito por saber tocar um instrumento musical, pintar ou dançar e o mesmo em relação a todo e qualquer sonho que possamos ter.
Quando estamos perdidos dos sonhos e achamos que já não sabemos sonhar, o primeiro passo que podemos dar é pintá-los da cor da emoção que gostaríamos de sentir, da sensação emocional que gostávamos de ter, e quando esse sonho já for bastante colorido, quando já sonharmos com uma sensação e não com uma realização, podemos então dar-lhe forma e materializá-lo de várias formas possíveis e aí, nem o céu será o limite.
Dor e/ou Sofrimento?
Dor e sofrimento fazem parte da vida dos humanos.
Todos nós já passámos por alguma experiência de dor física ou emocional e essa experiência não é evitável. É o que é. A dor funciona como um alerta, uma chamada de atenção, é a indicação de que é necessário cuidar. Cuidar do corpo ou cuidar de uma zona menos tangível de nós próprios, cuidar de uma parte de nós que nos mostra através da sensação de dor que é necessário fazer algo e, esse algo pode ir desde colocar um penso rápido, lavar com água, a não fazer nada e recolhermo-nos para que a dor se apazigúe.
O sofrimento é uma espécie de produto da dor. Pode ser visto como a forma como nos relacionamos com a realidade (o que nos inclui a nós, aos outros, ao mundo) por sentirmos dor. É em relação ao sofrimento que o desenvolvimento pessoal é particularmente importante. Claro que um caminho de aceitação do que é, de apaziguamento em relação às circunstâncias, altera de facto a percepção da dor mas, principalmente, altera o que vem a seguir: o sofrimento, podendo ao reduzi-lo ou evitá-lo eliminar a sua toxicidade para quem sente dor e para quem o rodeia.
A dor pode ser vista como um amigo sincero que fala sobre as nossas necessidades em cada momento. Se tenho dor, preciso de cura e de apaziguamento.
O sofrimento é uma espécie de amigo interesseiro que quer a nossa companhia e presença disponíveis só para si e que, às vezes, mesmo depois de a dor estar apaziguada ou de com ela nos termos apaziguado, nos leva a revisitar a memória de dor e nos enreda em teias de onde pode ser difícil escapar.
O desenvolvimento pessoal é fundamental na dor. Não porque nos livre dela e sim porque melhora a qualidade da nossa relação com ela e, por isso acontecer, elimina o sofrimento, e mantém-nos disponíveis para a vida.
A meditação pode MESMO salvar o mundo!
A meditação pode mesmo ajudar o mundo a ser um sítio melhor. Acredito mesmo que a meditação pode mudar o mundo.
Há imensos relatos de como a meditação ajudou numa situação específica, ou num contexto adverso, como está a acontecer agora com as crianças presas na gruta na Tailândia. Existem também imensos relatos do que tem acontecido em prisões de alta segurança nos EUA em que prisioneiros Hard Core entregues a experiências de meditação têm encontrado um espaço de apaziguamento e uma mudança radical nas suas emoções e comportamentos mesmo mantendo-se em prisão perpétua, dando-lhes a possibilidade de viverem uma vida nunca experimentada dentro de si e na relação com os outros.
A meditação salvou-me a mim há 12 anos. Não tinha, literalmente, tempo para dormir mais do que três ou quatro horas de cada vez, às vezes apenas uma ou duas horas e, procurando, encontrei a meditação como uma forma de compensar parte do sono que não dormia, num período relativamente curto se o comparar ao ideal de horas de sono por cumprir. Claro que continuo a precisar de dormir e que quatro horas para mim não chegam. Foi este o processo que me permitiu conseguir viver naquelas circunstâncias e que ainda hoje me entregam a paz e clareza que gosto de ter.
Já tive a experiência de meditar com uma turma de adolescentes durante um ano inteiro, dois dias por semana, às oito da manhã. Uma turma agitada, “muito adolescente”, que se entregou à experiência e que, durante uns minutos, na paz dos seus rostos luminosos e apaziguados e na ausência de sons e de agitação, permitiam que se ouvissem os sons dos passarinhos pousados nas árvores no exterior do edifício.
Quem pratica meditação sabe do que falo, sabe da sensação de bem estar que podemos encontrar e que é possível mesmo para as pessoas que dizem que “isso” não é para elas, que não conseguem, que seria uma “seca” ficar quieto e calado. Querendo ter a experiência, todos podemos MESMO ajudar a mudar o Mundo.
Descansar, uma forma de ganhar tempo
O tempo não estica nem dilata e por isso é tão importante usá-lo da melhor maneira. É importante escolher também descansar, pausar para que em cada momento nos foquemos, sem gastarmos energia a pensar que precisamos de descansar.
Quando estamos sem tempo, por vezes, a melhor estratégia pode ser descansar, recuperar energia para mais facilmente colocarmos totalmente o foco onde o queremos colocar.
Quando penso no que tem acontecido na gruta, na Tailândia, penso na impaciência que eu, mãe, sentiria por interromperem a missão de resgate durante algumas horas, durante a noite. A primeira reacção foi pensar “Então na gruta não está sempre escuro? Não é sempre noite?” E, sendo óbvia a urgência do resgate em momento nenhum se pode arriscar que quem o está a operacionalizar não tenha toda a sua energia disponível para se focar no salvamento.
De igual modo, nas nossas emergências da vida, nos momentos em que não há tempo para descansar, é necessário encontrar tempo de pausa para reorganizar os recursos e melhor actuar.
Aqui podes comentar os textos diários, fazer partilhas, pedir informações ou dizer, simplesmente, olá
Perguntas que te podem dar boas pistas sobre por onde começar a tua mudança
1- Gostas dos cenários e dos palcos onde acontecem os vários actos da tua vida ou gostavas de mudar algum deles? todos?
2- O que sentes em relação à forma como representas os vários papéis nos vários palcos e cenários, da tua vida? Fazes o que queres fazer, como queres fazer?
3- Estás satisfeito com o conhecimento que tens, com o que sabes fazer? Sentes que estás a conseguir activar os recursos necessários para lidar com os desafios?
4- Sentes que os teus valores estão presentes na tua vida?
5- És quem queres ser? estás a representar um papel que parece não ser talhado para ti? Não sabes qual o teu papel?
6- Sentes que tens uma missão, uma intenção que engloba toda a tua vida? Estás a vivê-la?
Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
Para começares, começa.
A escuridão não consegue expulsar a escuridão; apenas a luz pode. O ódio não consegue eliminar o ódio; apenas o amor o consegue.
A maneira mais eficaz de fazer algo é fazê-lo.
Faz algo maravilhoso, as pessoas podem imitá-lo.
Se o consegues sonhar, consegues fazê-lo.
Na nossa vida, tal como na paleta de um artista, existe apenas uma cor que dá sentido à vida e à arte. É a cor do amor.

Diáriamente – Textos publicados no passado
Durante muito tempo, com 30, 35 ou mesmo 40 anos não me sentia uma mulher madura. Não sentia o que achava que sentiria uma mulher madura, uma mulher construída, acabada, pronta. Achava eu que existiria um estado de graça conferido pela maturidade que em algum momento do tempo surgiria e que me faria sentir e dizer: Cheguei!
Desde muito cedo, desde a adolescência tenho ideias bastante claras sobre alguns temas, algumas das minhas convicções vêm dessa altura tendo passado no crivo da utilidade e ecologia nos anos mais recentes. E mesmo assim, sendo tão pensante, sentia que tinha o “5º andar em construção” (como dizia uma querida professora minha). Sentia que ainda não tinha chegado e queria tanto chegar!
Não percebia que energia ou gás rico era aquele que me movia e me fazia procurar o local onde encontraria a minha maturidade, onde por fim descansaria e a partir dali seria: uma mulher madura.
Sabia que a maturidade havia de ser encontrada cá dentro, só não sabia o que devia fazer acontecer para que essa sensação, esse apaziguamento surgisse.
Por um lado queria permanecer alerta para o mundo, entusiasmada com todas as coisas, apaixonada e comovida por coisas simples e por outro queria ser madura, estável, tranquila, segura. Conciliar ambas as partes parecia-me uma tarefa impossível.
Imaginei nos primeiros anos da adolescência que aos 20 anos seria uma mulher sofisticada e madura. Jovem e sofisticada. Chegaram, os 20, os 30 e os 40 e sofisticação nem vê-la, pelo menos a mulher sofisticada que eu imaginava que seria nunca saiu (por enquanto) de dentro de mim. Imaginava que a estrofe da canção: “Ela não anda, ela desliza” seria uma espécie de epiteto à minha maturidade e que isso seria visível em algum momento no tempo.
No meu trabalho como coach encontro com alguma regularidade outras mulheres que questionam esta mesma sensação, que procuram encontrar a mulher madura que existe dentro de si sem quererem abrir mão da rebeldia, da ousadia, da comoção, do enamoramento que vive nas suas almas. Sentem-se ambivalentes entre o: se sou apaixonada por tudo e por nada não posso ser madura e o: Se sou uma mulher madura tenho que abdicar deste estado de enamoramento. Há mulheres, como eu já fui que querem ser Ricardo Reis ou Alberto Caeiro pensando que, por serem um, têm que abdicar do outro, esquecendo que onde estes existiam, viviam muitos outros seres conhecidos e outros que certamente terão ficado por conhecer.
Cheguei!
Sei hoje que cheguei não há muito tempo. Havia uma espécie de time lag entre a consciência e o que já existia dentro de mim. Cheguei provavelmente pouco tempo depois dos 40 anos. Claro que esta minha percepção actual é apenas isso: a minha percepção actual e, de facto, pouco importa…
Dentro de mim cohabitam uma hippie, uma yoggini, uma atleta, uma apaixonada pela natureza e pelas coisas simples, uma amante do conforto e da sofisticação, uma palestrante uma amante do silêncio, uma eterna aluna e uma facilitadora, e mais umas quantas personagens que ainda não conheço e que me proporcionam sensações ora intensas, ora subtis e que me permitem em cada momento ser quem eu quiser ser de forma livre pelo simples facto de que: Eu cheguei!
Como soube que já tinha chegado? Soube quando a consciência cresceu e meu deu a possibilidade de sentir que conduzo a minha vida.
Questiono-me sobre o que será a maturidade? – o que existe dentro de nós, o tipo de decisões que tomamos, a forma como conduzimos as nossas vidas, aquilo que conhecemos, a tranquilidade, a consciência?
A verdade é que não sei! Sei porém que para mim esta sensação chegou com a noção real de que apenas eu conduzo a minha vida e que disso tenho consciência, que as coisas são o que são, que há coisas que não posso mudar, que eu posso, se quiser, mudar, que a minha vida é a minha vida e por último… que, na realidade, está tudo bem!
21Abril2018
Ter aprendido a conversar comigo foi talvez a maior das aprendizagens.
Aprendemos a comunicar com os outros, até aprendemos qual a melhor forma para transmitir as nossas mensagens consoante a pessoa a quem nos dirigimos ou como comunicar com grupos, raramente falamos sobre como “conversar” com a pessoa com quem mais falamos de todas e com quem passamos 24 horas por dia, todos os dias da nossa vida, nós próprios.
Sabemos que o efeito nos outros ou em nós quando se nos dirigem de forma agressiva, antipática, diminuidora das nossas qualidades, competências ou de quem somos, nos pode deixar tristes, revoltados, com raiva, então, porque havemos nós de nos maltratar quando conversamos connosco se o resultado é conhecido?
Depois de termos consciência de que a forma como falamos connosco determina de forma muito forte a qualidade da nossa vida, podemos escolher ser mais amorosos, simpáticos e gentis connosco.
Se queremos que os outros tenham energia e força para avançar, como o fazemos? Incentivamos e somos afirmativos em relação ao seu potencial, certo? Connosco é igual!
Podes começar por treinar mesmo que, por não estares habituado a fazê-lo, isso te provoque alguma sensação estranha. Quando começamos a ir ao ginásio temos dores nos músculos e sabemos que isso trará bons resultados, aqui é igual.
Conversem convosco de forma incentivadora, positiva, confiante. Treinem durante algum tempo e depois partilhem os resultados com outras pessoas para que sejamos mais a avançar.
SIGA!
24Abril2018
A quantidade de “ses” e de “mas” que existem na tua vida determinam a forma e as cores da tua liberdade.
Os “ses” remetem-nos para algo que seria a condição que se se verificasse nos permitiria fazer diferente, ser diferente e, em última análise andar em frente. Se eu fosse…, se eu tivesse…, se eu soubesse… e por ai fora.
Os “mas” são as barreiras em que acreditamos e que, por acreditarmos nelas, nos impedem de avançar. Eu gostava de… mas…; eu quero… mas…; eu tenho vontade de… mas…
A conjugação de ambos, “ses” e “mas” é ultra poderosa. É como uma bola de ferro agrilhoada ao tornozelo, que garante que nos mantemos na nossa zona habitual, sem avançar.
Como sabes que os teus “ses” e “mas” são reais, são verdade?
Podemos sempre encontrar no mundo alguém que, com “ses” e “mas” como os teus, avançou como se não existissem ou como se não fossem uma prisão. Então como fazer?
Podes pensar “e se eu acreditasse que este “se” e/ou este “mas” não existissem ou não fossem verdade o que faria? Como faria?
Podemos, nas respostas às questões acima, encontrar pistas para entrar num novo patamar de liberdade.
SIGA!
25Abril2018
