Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
Quase Sempre, Diariamente…
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Amor é tudo o que existe!
Sempre adorei cantar!
Convenceram-me e eu acreditei que não sabia cantar!
Quando os meus filhos ganharam vida e eu disso tive consciência, desde o momento zero, com eles ainda dentro da minha barriga, transformei-me numa mãe contadora de histórias e cantora. Tinha público para as cantorias. Depois saíram da barriga e continuou a actividade artística. Muita cantoria, muita alegria e tive mesmo momentos de glória. Momentos em que crianças se embeveciam com a demonstração sonora de amor e assim foram crescendo. Tivemos momentos quase como o do filmezinho delicioso – https://www.facebook.com/thedadbreak/videos/366040033921235/
Depois, algures no tempo em que todos já tinham capacidade para avaliar a qualidade da cantoria, um dia, um dos três disse-me algo parecido com: “mamã, adoramos que cantes e adoramos cantar contigo e tu cantas bem, mas não cantas muito bem!”. Não terão sido estas as exactas palavras (até porque estas têm direitos de autor), terá sido este o espírito: independentemente da qualidade artística da expressão do amor, amor é amor e no caso apenas o amor conta e, mesmo sendo incondicional não precisa de ser cego.
Qual é a intenção?
Quem aprendeu a conduzir automóveis deve recordar-se como é no início. Estamos sempre a pensar nas mudanças que vamos utilizar para a subida, para a descida, na curva, na recta, no arranque e depois, há um momento no tempo, sem que dele tenhamos consciência, em que deixamos de pensar no que estamos a fazer, apenas fazemos, tal qual como aprendemos.
Às vezes, na vida, temos comportamentos que queremos alterar e que, ao alterá-los nos parecem pouco naturais, forçados porque não são os habituais, nessas alturas devemos lembrar-nos que quando aprendemos a conduzir pensávamos muito no processo e que depois passou a ser fluído e passou a ser possível apreciar a paisagem. A grande questão quando queremos começar a fazer diferente, a pensar diferente, não é quão estranho ou diferente do habitual nos parece e sim: qual a minha intenção?
Já lavaste, hoje,… os pensamentos?
Há pensamentos recorrentes, que temos dia após dia, que tomando consciência da sua existência e da sua incongruência em relação a quem queremos ser nos dão boas pistas para trilhar novos caminhos.
Pensamentos como: “Estou tão cansada”, Não tenho energia”, Estou esgotada”, “Não sou capaz”, “Não aguento” e outros que tais, são pensamentos que muitos de nós têm, recorrentemente. Às vezes é o primeiro pensamento que acontece ao acordar.
Independentemente do que está a acontecer nas nossas vidas, pensamentos são apenas pensamentos e, muitas vezes, depois de 8 horas de sono, depois de se ter estado no sofá a ver televisão ou a não fazer nada que por si o fizesse acontecer lá está ele. De cada vez que acontece o corpo adapta-se àquilo em que estamos a pensar e sim, sentimos o que estamos a pensar.
Reconhecer que temos um pensamento, ou mais, deste tipo é um bom começo. Podemos começar por investigar o que sentimos na realidade no corpo, de onde, concretamente, vem a sensação sugerida pelo pensamento, e encontrar uma boa oportunidade para mudar muitas coisas na nossa vida ou apenas o pensamento, que em algum momento se instalou e que agora precisa que aconteça o processo inverso podendo mesmo ser substituído por outro que nos dê mais jeito.
Vai uma aventura?
Decidi aprender a andar de skate.
Arranjei um professor.
Comecei a aprender.
A 1ª aula foi o que foi. A 2ª aula foi o que foi. As aulas seguintes serão o que forem porque ninguém aprende nada por decreto. Cada um de nós tem a sua velocidade de aprendizagem que depende da motivação, da capacidade de orientar os seus recursos internos para a aprendizagem específica e também da empatia criada com o professor.
Estou muito motivada, comprometida com o processo e a utilizar um processo de aprendizagem diferente e a partilhá-lo com o professor que “por acaso” é um dos meus filhos. Não espero nenhum resultado para além do resultado de aprender a andar de skate e partilhar com o meu filho um método diferente de aprender.
Às vezes, só às vezes ;), as grandes aventuras estão mesmo debaixo dos nossos olhos e escapam-nos porque perto é difícil focar.
Aqui podes comentar os textos diários, fazer partilhas, pedir informações ou dizer, simplesmente, olá
Perguntas que te podem dar boas pistas sobre por onde começar a tua mudança
1- Gostas dos cenários e dos palcos onde acontecem os vários actos da tua vida ou gostavas de mudar algum deles? todos?
2- O que sentes em relação à forma como representas os vários papéis nos vários palcos e cenários, da tua vida? Fazes o que queres fazer, como queres fazer?
3- Estás satisfeito com o conhecimento que tens, com o que sabes fazer? Sentes que estás a conseguir activar os recursos necessários para lidar com os desafios?
4- Sentes que os teus valores estão presentes na tua vida?
5- És quem queres ser? estás a representar um papel que parece não ser talhado para ti? Não sabes qual o teu papel?
6- Sentes que tens uma missão, uma intenção que engloba toda a tua vida? Estás a vivê-la?
Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
Para começares, começa.
A escuridão não consegue expulsar a escuridão; apenas a luz pode. O ódio não consegue eliminar o ódio; apenas o amor o consegue.
A maneira mais eficaz de fazer algo é fazê-lo.
Faz algo maravilhoso, as pessoas podem imitá-lo.
Se o consegues sonhar, consegues fazê-lo.
Na nossa vida, tal como na paleta de um artista, existe apenas uma cor que dá sentido à vida e à arte. É a cor do amor.

Diáriamente – Textos publicados no passado
Durante muito tempo, com 30, 35 ou mesmo 40 anos não me sentia uma mulher madura. Não sentia o que achava que sentiria uma mulher madura, uma mulher construída, acabada, pronta. Achava eu que existiria um estado de graça conferido pela maturidade que em algum momento do tempo surgiria e que me faria sentir e dizer: Cheguei!
Desde muito cedo, desde a adolescência tenho ideias bastante claras sobre alguns temas, algumas das minhas convicções vêm dessa altura tendo passado no crivo da utilidade e ecologia nos anos mais recentes. E mesmo assim, sendo tão pensante, sentia que tinha o “5º andar em construção” (como dizia uma querida professora minha). Sentia que ainda não tinha chegado e queria tanto chegar!
Não percebia que energia ou gás rico era aquele que me movia e me fazia procurar o local onde encontraria a minha maturidade, onde por fim descansaria e a partir dali seria: uma mulher madura.
Sabia que a maturidade havia de ser encontrada cá dentro, só não sabia o que devia fazer acontecer para que essa sensação, esse apaziguamento surgisse.
Por um lado queria permanecer alerta para o mundo, entusiasmada com todas as coisas, apaixonada e comovida por coisas simples e por outro queria ser madura, estável, tranquila, segura. Conciliar ambas as partes parecia-me uma tarefa impossível.
Imaginei nos primeiros anos da adolescência que aos 20 anos seria uma mulher sofisticada e madura. Jovem e sofisticada. Chegaram, os 20, os 30 e os 40 e sofisticação nem vê-la, pelo menos a mulher sofisticada que eu imaginava que seria nunca saiu (por enquanto) de dentro de mim. Imaginava que a estrofe da canção: “Ela não anda, ela desliza” seria uma espécie de epiteto à minha maturidade e que isso seria visível em algum momento no tempo.
No meu trabalho como coach encontro com alguma regularidade outras mulheres que questionam esta mesma sensação, que procuram encontrar a mulher madura que existe dentro de si sem quererem abrir mão da rebeldia, da ousadia, da comoção, do enamoramento que vive nas suas almas. Sentem-se ambivalentes entre o: se sou apaixonada por tudo e por nada não posso ser madura e o: Se sou uma mulher madura tenho que abdicar deste estado de enamoramento. Há mulheres, como eu já fui que querem ser Ricardo Reis ou Alberto Caeiro pensando que, por serem um, têm que abdicar do outro, esquecendo que onde estes existiam, viviam muitos outros seres conhecidos e outros que certamente terão ficado por conhecer.
Cheguei!
Sei hoje que cheguei não há muito tempo. Havia uma espécie de time lag entre a consciência e o que já existia dentro de mim. Cheguei provavelmente pouco tempo depois dos 40 anos. Claro que esta minha percepção actual é apenas isso: a minha percepção actual e, de facto, pouco importa…
Dentro de mim cohabitam uma hippie, uma yoggini, uma atleta, uma apaixonada pela natureza e pelas coisas simples, uma amante do conforto e da sofisticação, uma palestrante uma amante do silêncio, uma eterna aluna e uma facilitadora, e mais umas quantas personagens que ainda não conheço e que me proporcionam sensações ora intensas, ora subtis e que me permitem em cada momento ser quem eu quiser ser de forma livre pelo simples facto de que: Eu cheguei!
Como soube que já tinha chegado? Soube quando a consciência cresceu e meu deu a possibilidade de sentir que conduzo a minha vida.
Questiono-me sobre o que será a maturidade? – o que existe dentro de nós, o tipo de decisões que tomamos, a forma como conduzimos as nossas vidas, aquilo que conhecemos, a tranquilidade, a consciência?
A verdade é que não sei! Sei porém que para mim esta sensação chegou com a noção real de que apenas eu conduzo a minha vida e que disso tenho consciência, que as coisas são o que são, que há coisas que não posso mudar, que eu posso, se quiser, mudar, que a minha vida é a minha vida e por último… que, na realidade, está tudo bem!
21Abril2018
Ter aprendido a conversar comigo foi talvez a maior das aprendizagens.
Aprendemos a comunicar com os outros, até aprendemos qual a melhor forma para transmitir as nossas mensagens consoante a pessoa a quem nos dirigimos ou como comunicar com grupos, raramente falamos sobre como “conversar” com a pessoa com quem mais falamos de todas e com quem passamos 24 horas por dia, todos os dias da nossa vida, nós próprios.
Sabemos que o efeito nos outros ou em nós quando se nos dirigem de forma agressiva, antipática, diminuidora das nossas qualidades, competências ou de quem somos, nos pode deixar tristes, revoltados, com raiva, então, porque havemos nós de nos maltratar quando conversamos connosco se o resultado é conhecido?
Depois de termos consciência de que a forma como falamos connosco determina de forma muito forte a qualidade da nossa vida, podemos escolher ser mais amorosos, simpáticos e gentis connosco.
Se queremos que os outros tenham energia e força para avançar, como o fazemos? Incentivamos e somos afirmativos em relação ao seu potencial, certo? Connosco é igual!
Podes começar por treinar mesmo que, por não estares habituado a fazê-lo, isso te provoque alguma sensação estranha. Quando começamos a ir ao ginásio temos dores nos músculos e sabemos que isso trará bons resultados, aqui é igual.
Conversem convosco de forma incentivadora, positiva, confiante. Treinem durante algum tempo e depois partilhem os resultados com outras pessoas para que sejamos mais a avançar.
SIGA!
24Abril2018
A quantidade de “ses” e de “mas” que existem na tua vida determinam a forma e as cores da tua liberdade.
Os “ses” remetem-nos para algo que seria a condição que se se verificasse nos permitiria fazer diferente, ser diferente e, em última análise andar em frente. Se eu fosse…, se eu tivesse…, se eu soubesse… e por ai fora.
Os “mas” são as barreiras em que acreditamos e que, por acreditarmos nelas, nos impedem de avançar. Eu gostava de… mas…; eu quero… mas…; eu tenho vontade de… mas…
A conjugação de ambos, “ses” e “mas” é ultra poderosa. É como uma bola de ferro agrilhoada ao tornozelo, que garante que nos mantemos na nossa zona habitual, sem avançar.
Como sabes que os teus “ses” e “mas” são reais, são verdade?
Podemos sempre encontrar no mundo alguém que, com “ses” e “mas” como os teus, avançou como se não existissem ou como se não fossem uma prisão. Então como fazer?
Podes pensar “e se eu acreditasse que este “se” e/ou este “mas” não existissem ou não fossem verdade o que faria? Como faria?
Podemos, nas respostas às questões acima, encontrar pistas para entrar num novo patamar de liberdade.
SIGA!
25Abril2018
