Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
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Amor ou medo?
Há palavras que estão mesmo debaixo da língua e que lá ficam durante algum tempo sem conseguirem sair como se uma mão invisível as empurrasse para as não deixar sair. De igual modo, temos comportamentos que estão prontinhos para sair e, depois… ficam presos sem conseguirem sair. Tal como acontece com as palavras, umas vezes alguém dá uma ajudinha, outras vezes arranjamos um sinónimo, outras ainda arranjamos um substituto sem ser sinónimo. Toda a gente sabe que isto acontece porque o canal que permite a saída das palavra: o palavrato, às vezes fica engarrafado e não há espaço para a saída da palavra que vinha lançada.
Com os comportamentos é um pedacinho diferente. Os motivos são diferentes. Às vezes sai um em vez de outro porque a intenção não estava completamente definida, ou porque a cabeça e o coração não estavam de acordo ou ainda porque há uma parte de nós que fica muito forte, ganha a todas as outras, e transforma-se numa ditadora em que a voz da democracia das partes fica apagada. Há outros motivos, claro, estes são os que a mim me parecem mais fortes.
Quando sai um comportamento diferente do que sairia se a congruência fosse a presidente da assembleia o corpo sente. Umas vezes um nó, uma dor. Outras uma sensação de desconforto que não se consegue precisar.
Há truques simples que podemos usar quando nos acontece ficarmos desconfortáveis com o que fazemos. Perguntas simples que podemos fazer a nós mesmos:
-Qual a minha intenção?
-Quem quero ser?
-Que parte de mim está no comando quando tenho este comportamento? Que parte quero ter no comando?
-O meu comportamento vem de um lugar de medo ou de amor?
Depois de responder a todas as anteriores, falta ainda responder a uma última pergunta:
E agora, o que quero fazer?
Se não comes a sopa…
Sim, a prática do amor incondicional é uma escolha.
Ainda não conheci ninguém que ame incondicionalmente de forma consciente sem que isso seja uma escolha.
Aprendemos que as pessoas são os seus comportamentos e aprendemos a julga-las e amá-las pelos seus comportamentos. Ora os comportamentos são uma parte muito pequena da pessoa, são a parte visível e que tem impacto no outro.
“-Se não comes a sopa, não gosto de ti!”
“-Se não dás um beijinho não gosto de ti!”
“-Se não te portas bem…, se não estás com atenção…, se não tens boas notas…, …
“-Se… , não gosto de ti!”
Nem damos por estarmos a criar condições para que exista amor: se… então…. Em particular quando as crianças estão a aprender o que é isto de amar, o que é o amor e como nos relacionarmos uns com os outros é pouco interessante criar uma fórmula instantânea para que exista amor.
Fazemos depender o amor de uma condição em vez de este ser entregue pelo simples facto de o outro existir.
É claro que é desafiante escolher amar incondicionalmente. É claro que manter esta consciência quando alguém tem um comportamento que nos irrita, que nos provoca raiva e que faz com que o outro se transforme, aos nossos olhos, no seu comportamento nos pode por momentos toldar o discernimento. No entanto, podemos sempre escolher amar incondicionalmente e mesmo que a prática, no início, seja apenas uma intenção e que lentamente passe a um estado, vale a pena ganhar a possibilidade de amar mais e melhor. O mundo agradece!
Escolher e não escolher… tudo escolhas. Qual preferes?
“A vida tem-me dado e tirado oportunidades… “ dizia-me outro dia uma pessoa que continuou dizendo: “a vida deu-me oportunidades em momentos em que a única escolha que eu podia fazer era perdê-las… nunca pude fazer nada para seguir os meus sonhos ou para fazer o que queria e, mesmo agora, é igual, continuo a não poder fazer o que quero”.
É curioso observar que muitas pessoas acreditam mesmo que não têm qualquer poder de gestão sobre a sua vida perdendo de vista que para cada “sim” há pelo menos um “não” e que para cada “não” há pelo menos um “sim”, que poderiam ser respostas alternativas. Esquecem-se também que não decidir pode também ser uma escolha.
Há, de facto, zonas de acontecimentos que não dependem de nós, acontecem, são o que são. O resto depende de nós, das nossas escolhas, da forma como acedemos aos nossos recursos.
Quando sentes que não tens escolhas, provavelmente, queres dizer é que não queres lidar com as consequências de uma escolha diferente. Não queres lidar com a reação dos outros, não queres ser julgada, queres agradar aos outros…(são tantas as hipóteses) e isso é superior a fazeres o que preferes, ao prazer que consegues antecipar, ao valor e merecimento que atribuis a ti própria.
Muitas vezes, é esquecido que ao quereres fazer “o certo” em vez de fazeres o que verdadeiramente queres, te podes tornar numa pessoa amarga, frustrada, desiludida e esse não é o melhor resultado nem para ti, nem para os que te rodeiam e tu queres o bem de todos, certo?
Que boa escolha te podes oferecer hoje que permitirá espalhar e partilhar bem estar com os outros?
Limites? De quem?
Há dias na praia vi um casal chegar de armas e bagagens: dois chapéus de sol, duas ou três mochilas e acho que mais um saco. Assim que pousaram os seus pertences e estenderam as suas toalhas começaram a desenhar à sua volta, na areia, um quadrado.
Fez-me lembrar um videozinho que vi há tempos onde uma formiga em cima de uma folha de papel se mantinha dentro da fronteira que ia sendo desenhada a caneta.
O que iria acontecer ao espaço que o casal se atribuiu? Será que alguém o ia invadir? Será que as pessoas iam interpretar o quadrado como uma delimitação territorial? Acima de tudo fiquei a pensar sobre limites, sobre a forma como os estabelecemos, sobre como os comunicamos aos outros e ainda, sobre a legitimidade de alguns, como neste caso, em que o espaço é partilhado por muitas pessoas, é um recurso escasso e de livre acesso.
A verdade é que quando saímos da praia eles mantinham-se dentro do seu quadrado qual reino de população igual a dois. Apenas um dos vértices do quadrado tinha uma toalha com um cantinho minúsculo em cima.
Claramente, aquele casal sabia comunicar os seus limites, não tinha pejo nenhum em o fazer e deveria estar alinhado com os seus valores e/ou com a sua consciência deles ao autoproclamarem-se senhores do reino, durante a sua estadia na praia, pois pareciam bastante descontraídos e tranquilos.
Durante o tempo em que ali estive ninguém colocou em causa o espaço ocupado, ninguém o tentou invadir, claro que havia espaço suficiente para todos.
Fiquei a pensar como seria se todos tivéssemos limites e necessidades semelhantes às do casal… muitas praias não chegariam para os visitantes e aquele casal não conseguiria manter inocupado o seu território ou talvez nem fosse à praia se soubesse que não conseguiria ter um espaço suficiente para se sentirem confortáveis.
Isto dos limites tem muito que se lhe diga… há a consciência deles, as necessidades a ter em conta, a forma como os comunicamos e os valores que acionamos para os estabelecer.
Conheces os teus limites? Como os comunicas? Que valores estão presentes quando os activas?
Aqui podes comentar os textos diários, fazer partilhas, pedir informações ou dizer, simplesmente, olá
Perguntas que te podem dar boas pistas sobre por onde começar a tua mudança
1- Gostas dos cenários e dos palcos onde acontecem os vários actos da tua vida ou gostavas de mudar algum deles? todos?
2- O que sentes em relação à forma como representas os vários papéis nos vários palcos e cenários, da tua vida? Fazes o que queres fazer, como queres fazer?
3- Estás satisfeito com o conhecimento que tens, com o que sabes fazer? Sentes que estás a conseguir activar os recursos necessários para lidar com os desafios?
4- Sentes que os teus valores estão presentes na tua vida?
5- És quem queres ser? estás a representar um papel que parece não ser talhado para ti? Não sabes qual o teu papel?
6- Sentes que tens uma missão, uma intenção que engloba toda a tua vida? Estás a vivê-la?
Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
Para começares, começa.
A escuridão não consegue expulsar a escuridão; apenas a luz pode. O ódio não consegue eliminar o ódio; apenas o amor o consegue.
A maneira mais eficaz de fazer algo é fazê-lo.
Faz algo maravilhoso, as pessoas podem imitá-lo.
Se o consegues sonhar, consegues fazê-lo.
Na nossa vida, tal como na paleta de um artista, existe apenas uma cor que dá sentido à vida e à arte. É a cor do amor.

Diáriamente – Textos publicados no passado
Durante muito tempo, com 30, 35 ou mesmo 40 anos não me sentia uma mulher madura. Não sentia o que achava que sentiria uma mulher madura, uma mulher construída, acabada, pronta. Achava eu que existiria um estado de graça conferido pela maturidade que em algum momento do tempo surgiria e que me faria sentir e dizer: Cheguei!
Desde muito cedo, desde a adolescência tenho ideias bastante claras sobre alguns temas, algumas das minhas convicções vêm dessa altura tendo passado no crivo da utilidade e ecologia nos anos mais recentes. E mesmo assim, sendo tão pensante, sentia que tinha o “5º andar em construção” (como dizia uma querida professora minha). Sentia que ainda não tinha chegado e queria tanto chegar!
Não percebia que energia ou gás rico era aquele que me movia e me fazia procurar o local onde encontraria a minha maturidade, onde por fim descansaria e a partir dali seria: uma mulher madura.
Sabia que a maturidade havia de ser encontrada cá dentro, só não sabia o que devia fazer acontecer para que essa sensação, esse apaziguamento surgisse.
Por um lado queria permanecer alerta para o mundo, entusiasmada com todas as coisas, apaixonada e comovida por coisas simples e por outro queria ser madura, estável, tranquila, segura. Conciliar ambas as partes parecia-me uma tarefa impossível.
Imaginei nos primeiros anos da adolescência que aos 20 anos seria uma mulher sofisticada e madura. Jovem e sofisticada. Chegaram, os 20, os 30 e os 40 e sofisticação nem vê-la, pelo menos a mulher sofisticada que eu imaginava que seria nunca saiu (por enquanto) de dentro de mim. Imaginava que a estrofe da canção: “Ela não anda, ela desliza” seria uma espécie de epiteto à minha maturidade e que isso seria visível em algum momento no tempo.
No meu trabalho como coach encontro com alguma regularidade outras mulheres que questionam esta mesma sensação, que procuram encontrar a mulher madura que existe dentro de si sem quererem abrir mão da rebeldia, da ousadia, da comoção, do enamoramento que vive nas suas almas. Sentem-se ambivalentes entre o: se sou apaixonada por tudo e por nada não posso ser madura e o: Se sou uma mulher madura tenho que abdicar deste estado de enamoramento. Há mulheres, como eu já fui que querem ser Ricardo Reis ou Alberto Caeiro pensando que, por serem um, têm que abdicar do outro, esquecendo que onde estes existiam, viviam muitos outros seres conhecidos e outros que certamente terão ficado por conhecer.
Cheguei!
Sei hoje que cheguei não há muito tempo. Havia uma espécie de time lag entre a consciência e o que já existia dentro de mim. Cheguei provavelmente pouco tempo depois dos 40 anos. Claro que esta minha percepção actual é apenas isso: a minha percepção actual e, de facto, pouco importa…
Dentro de mim cohabitam uma hippie, uma yoggini, uma atleta, uma apaixonada pela natureza e pelas coisas simples, uma amante do conforto e da sofisticação, uma palestrante uma amante do silêncio, uma eterna aluna e uma facilitadora, e mais umas quantas personagens que ainda não conheço e que me proporcionam sensações ora intensas, ora subtis e que me permitem em cada momento ser quem eu quiser ser de forma livre pelo simples facto de que: Eu cheguei!
Como soube que já tinha chegado? Soube quando a consciência cresceu e meu deu a possibilidade de sentir que conduzo a minha vida.
Questiono-me sobre o que será a maturidade? – o que existe dentro de nós, o tipo de decisões que tomamos, a forma como conduzimos as nossas vidas, aquilo que conhecemos, a tranquilidade, a consciência?
A verdade é que não sei! Sei porém que para mim esta sensação chegou com a noção real de que apenas eu conduzo a minha vida e que disso tenho consciência, que as coisas são o que são, que há coisas que não posso mudar, que eu posso, se quiser, mudar, que a minha vida é a minha vida e por último… que, na realidade, está tudo bem!
21Abril2018
Ter aprendido a conversar comigo foi talvez a maior das aprendizagens.
Aprendemos a comunicar com os outros, até aprendemos qual a melhor forma para transmitir as nossas mensagens consoante a pessoa a quem nos dirigimos ou como comunicar com grupos, raramente falamos sobre como “conversar” com a pessoa com quem mais falamos de todas e com quem passamos 24 horas por dia, todos os dias da nossa vida, nós próprios.
Sabemos que o efeito nos outros ou em nós quando se nos dirigem de forma agressiva, antipática, diminuidora das nossas qualidades, competências ou de quem somos, nos pode deixar tristes, revoltados, com raiva, então, porque havemos nós de nos maltratar quando conversamos connosco se o resultado é conhecido?
Depois de termos consciência de que a forma como falamos connosco determina de forma muito forte a qualidade da nossa vida, podemos escolher ser mais amorosos, simpáticos e gentis connosco.
Se queremos que os outros tenham energia e força para avançar, como o fazemos? Incentivamos e somos afirmativos em relação ao seu potencial, certo? Connosco é igual!
Podes começar por treinar mesmo que, por não estares habituado a fazê-lo, isso te provoque alguma sensação estranha. Quando começamos a ir ao ginásio temos dores nos músculos e sabemos que isso trará bons resultados, aqui é igual.
Conversem convosco de forma incentivadora, positiva, confiante. Treinem durante algum tempo e depois partilhem os resultados com outras pessoas para que sejamos mais a avançar.
SIGA!
24Abril2018
A quantidade de “ses” e de “mas” que existem na tua vida determinam a forma e as cores da tua liberdade.
Os “ses” remetem-nos para algo que seria a condição que se se verificasse nos permitiria fazer diferente, ser diferente e, em última análise andar em frente. Se eu fosse…, se eu tivesse…, se eu soubesse… e por ai fora.
Os “mas” são as barreiras em que acreditamos e que, por acreditarmos nelas, nos impedem de avançar. Eu gostava de… mas…; eu quero… mas…; eu tenho vontade de… mas…
A conjugação de ambos, “ses” e “mas” é ultra poderosa. É como uma bola de ferro agrilhoada ao tornozelo, que garante que nos mantemos na nossa zona habitual, sem avançar.
Como sabes que os teus “ses” e “mas” são reais, são verdade?
Podemos sempre encontrar no mundo alguém que, com “ses” e “mas” como os teus, avançou como se não existissem ou como se não fossem uma prisão. Então como fazer?
Podes pensar “e se eu acreditasse que este “se” e/ou este “mas” não existissem ou não fossem verdade o que faria? Como faria?
Podemos, nas respostas às questões acima, encontrar pistas para entrar num novo patamar de liberdade.
SIGA!
25Abril2018
