Amor ou medo? 2018-09-03T08:04:40+00:00

Project Description

Há palavras que estão mesmo debaixo da língua e que lá ficam durante algum tempo sem conseguirem sair como se uma mão invisível as empurrasse para as não deixar sair. De igual modo, temos comportamentos que estão prontinhos para sair e, depois… ficam presos sem conseguirem sair. Tal como acontece com as palavras, umas vezes alguém dá uma ajudinha, outras vezes arranjamos um sinónimo, outras ainda arranjamos um substituto sem ser sinónimo. Toda a gente sabe que isto acontece porque o canal que permite a saída das palavra: o palavrato, às vezes fica engarrafado e não há espaço para a saída da palavra que vinha lançada.

Com os comportamentos é um pedacinho diferente. Os motivos são diferentes. Às vezes sai um em vez de outro porque a intenção não estava completamente definida, ou porque a cabeça e o coração não estavam de acordo ou ainda porque há uma parte de nós que fica muito forte, ganha a todas as outras, e transforma-se numa ditadora em que a voz da democracia das partes fica apagada. Há outros motivos, claro, estes são os que a mim me parecem mais fortes.

Quando sai um comportamento diferente do que sairia se a congruência fosse a presidente da assembleia o corpo sente. Umas vezes um nó, uma dor. Outras uma sensação de desconforto que não se consegue precisar.

Há truques simples que podemos usar quando nos acontece ficarmos desconfortáveis com o que fazemos. Perguntas simples que podemos fazer a nós mesmos:

-Qual a minha intenção?
-Quem quero ser?
-Que parte de mim está no comando quando tenho este comportamento? Que parte quero ter no comando?
-O meu comportamento vem de um lugar de medo ou de amor?

Depois de responder a todas as anteriores, falta ainda responder a uma última pergunta:

E agora, o que quero fazer?