Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
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Em linguagem de humanos: Crescer
Quando queremos semear analisamos a terra e validamos a adequação da composição ao óptimo crescimento das plantas que queremos fazer crescer. Investigamos sobre a necessidade de rega, sobre a exposição ao sol, sobre a melhor altura do ano para colocar a semente na terra e tomamos depois a decisão de avançar ou não.
Se a terra que temos não for adequada ao tipo de plantas que queremos cultivar podemos adicionar componentes. Podemos azotar, adicionar matéria orgânica, areia, cascalho e a adição de cada componente contribuirá para plantas mais saudáveis e fortes, flores e frutos melhores.
Cada um de nós é um terreno fértil que pode florir e frutificar. Às vezes é preciso deixar a terra em pousio, outras vezes é necessário adicionar algum componente e, é o equilíbrio entre necessidades, seu reconhecimento e satisfação que encontraremos a forma de nos transformarmos em produtores de clorofila que é como quem diz em linguagem de humanos crescer.
E se o Verão não chegar?
E se o Verão não chegar?
No ano passado tivemos o terceiro mais quente mês de Junho desde que há registos. Houve incêndios enormes durante todo o verão. O próprio Verão estendeu-se até quase ao inverno, houve falta de água e em várias zonas de Portugal foi declarada seca extrema. Todos os dias ouvíamos alguém queixar-se do calor, do disparate que era estar um calor tão abrasador em Junho, como se alguém tivesse um manual que tivesse uma regra, onde existisse a noção de certo ou errado, relativamente ao registo de temperaturas em determinado mês.
A única coisa que temos são dados estatísticos e curvas que nos mostram como foi desde que a humanidade começou a registar temperaturas. Houve anos muito frios, houve anos muito quentes. Existe uma temperatura que é a mais usual em Junho. Todos estes dados só são válidos no seu conjunto. Não existe o “ano” normal senão, era necessário que Deus para além de ter inspirado os livros sagrados nas diferentes religiões tivesse feito uma espécie de Borda-D’água sagrado com indicação do que é um Junho normal e do que é um Junho anormal. Seria como se os Junhos não normais fossem uma espécie de castigo ou de bênção.
É interessante observar que por exemplo na medicina temos o mesmo fenómeno. Os médicos teimam em profetizar, no caso de doenças graves, em relação às quais existem estatísticas longas, como é o caso do cancro a extensão da vida dos seus pacientes.
Há médicos que indicam que este ou aquele paciente tem X meses de vida esquecendo-se que, através da estatística, apenas sabemos o que aconteceu à maioria das pessoas que tiveram a doença e, nesta análise, é desprezada a parte da amostra que sobreviveu, que teve uma evolução diferente. Que bola de cristal têm alguns médicos que lhes permite profetizar em relação a um indivíduo em particular quando as estatísticas apenas são válidas para populações?
Os médicos esquecem-se de duas dimensões quando profetizam a duração da vida de alguém. Em primeiro lugar indivíduos não são populações e, em segundo lugar os humanos são seres que têm um corpo e uma mente e que estas duas dimensões estão juntas e, juntas são poderosas tendo mesmo o poder de fazer cumprir profecias.
Eu escolho viver cada dia da forma mais confortável para mim, tendo em conta os meus valores e necessidades e o que se me apresenta porque há coisas que são o que são e as bolas de cristal, as que funcionam, ainda não foram inventadas.
Responsabilidade Pessoal
Ontem cuidei de mim. Estava cansada, exausta e decidi que tudo o que faria seriam actividades que me dariam tranquilidade, prazer e a sensação de carregar baterias. Esta atitude, de se estou exausta e tenho milhares de tarefas que “precisam” de ser feitas e escolho não as fazer, não é simples para todas as pessoas.
Respondemos com muita facilidade à necessidade de sermos socialmente responsáveis, de sermos responsáveis e colaborativos nas acções que envolvem o bem estar dos outros e, esquecemo-nos da responsabilidade pessoal.
Quando activamos a responsabilidade pessoal assumimos o volante e os pedais da condução da nossa vida, assumindo a responsabilidade pelas nossas escolhas, nomeadamente, aquelas que nos levam a repor o nosso nível de energia. Repondo a energia em falta podemos continuar a tomar boas decisões e escolher de forma mais capaz contribuir também para o bem estar dos outros.
Responsabilidade Pessoal!
Aqui podes comentar os textos diários, fazer partilhas, pedir informações ou dizer, simplesmente, olá
Perguntas que te podem dar boas pistas sobre por onde começar a tua mudança
1- Gostas dos cenários e dos palcos onde acontecem os vários actos da tua vida ou gostavas de mudar algum deles? todos?
2- O que sentes em relação à forma como representas os vários papéis nos vários palcos e cenários, da tua vida? Fazes o que queres fazer, como queres fazer?
3- Estás satisfeito com o conhecimento que tens, com o que sabes fazer? Sentes que estás a conseguir activar os recursos necessários para lidar com os desafios?
4- Sentes que os teus valores estão presentes na tua vida?
5- És quem queres ser? estás a representar um papel que parece não ser talhado para ti? Não sabes qual o teu papel?
6- Sentes que tens uma missão, uma intenção que engloba toda a tua vida? Estás a vivê-la?
Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
Para começares, começa.
A escuridão não consegue expulsar a escuridão; apenas a luz pode. O ódio não consegue eliminar o ódio; apenas o amor o consegue.
A maneira mais eficaz de fazer algo é fazê-lo.
Faz algo maravilhoso, as pessoas podem imitá-lo.
Se o consegues sonhar, consegues fazê-lo.
Na nossa vida, tal como na paleta de um artista, existe apenas uma cor que dá sentido à vida e à arte. É a cor do amor.

Diáriamente – Textos publicados no passado
Durante muito tempo, com 30, 35 ou mesmo 40 anos não me sentia uma mulher madura. Não sentia o que achava que sentiria uma mulher madura, uma mulher construída, acabada, pronta. Achava eu que existiria um estado de graça conferido pela maturidade que em algum momento do tempo surgiria e que me faria sentir e dizer: Cheguei!
Desde muito cedo, desde a adolescência tenho ideias bastante claras sobre alguns temas, algumas das minhas convicções vêm dessa altura tendo passado no crivo da utilidade e ecologia nos anos mais recentes. E mesmo assim, sendo tão pensante, sentia que tinha o “5º andar em construção” (como dizia uma querida professora minha). Sentia que ainda não tinha chegado e queria tanto chegar!
Não percebia que energia ou gás rico era aquele que me movia e me fazia procurar o local onde encontraria a minha maturidade, onde por fim descansaria e a partir dali seria: uma mulher madura.
Sabia que a maturidade havia de ser encontrada cá dentro, só não sabia o que devia fazer acontecer para que essa sensação, esse apaziguamento surgisse.
Por um lado queria permanecer alerta para o mundo, entusiasmada com todas as coisas, apaixonada e comovida por coisas simples e por outro queria ser madura, estável, tranquila, segura. Conciliar ambas as partes parecia-me uma tarefa impossível.
Imaginei nos primeiros anos da adolescência que aos 20 anos seria uma mulher sofisticada e madura. Jovem e sofisticada. Chegaram, os 20, os 30 e os 40 e sofisticação nem vê-la, pelo menos a mulher sofisticada que eu imaginava que seria nunca saiu (por enquanto) de dentro de mim. Imaginava que a estrofe da canção: “Ela não anda, ela desliza” seria uma espécie de epiteto à minha maturidade e que isso seria visível em algum momento no tempo.
No meu trabalho como coach encontro com alguma regularidade outras mulheres que questionam esta mesma sensação, que procuram encontrar a mulher madura que existe dentro de si sem quererem abrir mão da rebeldia, da ousadia, da comoção, do enamoramento que vive nas suas almas. Sentem-se ambivalentes entre o: se sou apaixonada por tudo e por nada não posso ser madura e o: Se sou uma mulher madura tenho que abdicar deste estado de enamoramento. Há mulheres, como eu já fui que querem ser Ricardo Reis ou Alberto Caeiro pensando que, por serem um, têm que abdicar do outro, esquecendo que onde estes existiam, viviam muitos outros seres conhecidos e outros que certamente terão ficado por conhecer.
Cheguei!
Sei hoje que cheguei não há muito tempo. Havia uma espécie de time lag entre a consciência e o que já existia dentro de mim. Cheguei provavelmente pouco tempo depois dos 40 anos. Claro que esta minha percepção actual é apenas isso: a minha percepção actual e, de facto, pouco importa…
Dentro de mim cohabitam uma hippie, uma yoggini, uma atleta, uma apaixonada pela natureza e pelas coisas simples, uma amante do conforto e da sofisticação, uma palestrante uma amante do silêncio, uma eterna aluna e uma facilitadora, e mais umas quantas personagens que ainda não conheço e que me proporcionam sensações ora intensas, ora subtis e que me permitem em cada momento ser quem eu quiser ser de forma livre pelo simples facto de que: Eu cheguei!
Como soube que já tinha chegado? Soube quando a consciência cresceu e meu deu a possibilidade de sentir que conduzo a minha vida.
Questiono-me sobre o que será a maturidade? – o que existe dentro de nós, o tipo de decisões que tomamos, a forma como conduzimos as nossas vidas, aquilo que conhecemos, a tranquilidade, a consciência?
A verdade é que não sei! Sei porém que para mim esta sensação chegou com a noção real de que apenas eu conduzo a minha vida e que disso tenho consciência, que as coisas são o que são, que há coisas que não posso mudar, que eu posso, se quiser, mudar, que a minha vida é a minha vida e por último… que, na realidade, está tudo bem!
21Abril2018
Ter aprendido a conversar comigo foi talvez a maior das aprendizagens.
Aprendemos a comunicar com os outros, até aprendemos qual a melhor forma para transmitir as nossas mensagens consoante a pessoa a quem nos dirigimos ou como comunicar com grupos, raramente falamos sobre como “conversar” com a pessoa com quem mais falamos de todas e com quem passamos 24 horas por dia, todos os dias da nossa vida, nós próprios.
Sabemos que o efeito nos outros ou em nós quando se nos dirigem de forma agressiva, antipática, diminuidora das nossas qualidades, competências ou de quem somos, nos pode deixar tristes, revoltados, com raiva, então, porque havemos nós de nos maltratar quando conversamos connosco se o resultado é conhecido?
Depois de termos consciência de que a forma como falamos connosco determina de forma muito forte a qualidade da nossa vida, podemos escolher ser mais amorosos, simpáticos e gentis connosco.
Se queremos que os outros tenham energia e força para avançar, como o fazemos? Incentivamos e somos afirmativos em relação ao seu potencial, certo? Connosco é igual!
Podes começar por treinar mesmo que, por não estares habituado a fazê-lo, isso te provoque alguma sensação estranha. Quando começamos a ir ao ginásio temos dores nos músculos e sabemos que isso trará bons resultados, aqui é igual.
Conversem convosco de forma incentivadora, positiva, confiante. Treinem durante algum tempo e depois partilhem os resultados com outras pessoas para que sejamos mais a avançar.
SIGA!
24Abril2018
A quantidade de “ses” e de “mas” que existem na tua vida determinam a forma e as cores da tua liberdade.
Os “ses” remetem-nos para algo que seria a condição que se se verificasse nos permitiria fazer diferente, ser diferente e, em última análise andar em frente. Se eu fosse…, se eu tivesse…, se eu soubesse… e por ai fora.
Os “mas” são as barreiras em que acreditamos e que, por acreditarmos nelas, nos impedem de avançar. Eu gostava de… mas…; eu quero… mas…; eu tenho vontade de… mas…
A conjugação de ambos, “ses” e “mas” é ultra poderosa. É como uma bola de ferro agrilhoada ao tornozelo, que garante que nos mantemos na nossa zona habitual, sem avançar.
Como sabes que os teus “ses” e “mas” são reais, são verdade?
Podemos sempre encontrar no mundo alguém que, com “ses” e “mas” como os teus, avançou como se não existissem ou como se não fossem uma prisão. Então como fazer?
Podes pensar “e se eu acreditasse que este “se” e/ou este “mas” não existissem ou não fossem verdade o que faria? Como faria?
Podemos, nas respostas às questões acima, encontrar pistas para entrar num novo patamar de liberdade.
SIGA!
25Abril2018
