Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
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Janelas de “Sim”
É importante que aprendam a ouvir “Não”!
Espera lá… mas é importante para quem?
É importante que aprenda a não reagir, que aceite o “Não” como se a sua vontade estivesse errada e os seus desejos fossem proibidos, como se de cada vez que pensasse em querer alguma coisa já soubesse à partida qual seria a resposta? Ou é importante aprender a ouvir “Não” para não ser uma maçada para os adultos que lá vão ter de lidar com mais uma birra ou com reclamações ou argumentações?
Afinal o que significa aprender a ou vir “Não!”?
Devo dizer, à partida, que eu aprendi a ouvir “Não!”. Aprendi de tal maneira a aceitar que o normal para os meus pedidos e desejos fosse “Não!” que aquilo de que eu precisava mesmo muito era de aprender a saber lidar com o “Sim!”.
Já estou a ouvir umas vozes a dizerem: “Pois, agora vamos deixar as crianças fazerem o que querem e serem uns mimados porque lhes fazemos todas as vontadinhas?!!!!”
Não se trata de fazer vontadinhas, nem de ultrapassar os nossos limites, trata-se simplesmente de reconhecer que todos temos direito a ter os nossos desejos, vontades e quereres, e que não acedermos em determinado momento ao que a criança pretende é apenas uma das duas possibilidades – “Sim” e “Não” – e que podemos reconhecer a importância da sua intenção e validá-la, o que é muito diferente de a tratar como se estivesse avariada por ter semelhante vontade.
Uma criança que aprende a ouvir “Não”, que aprende a anestesiar-se para sofrer menos, para esconder a dor, pode bem vir a ser um adulto que não sabe sonhar, que não conhece como se lida com “Sim”, com “Sim” aos seus desejos, às suas vontades.
Saber lidar com um “Sim” é mais interessante porque oferece responsabilidade ao próprio, oferece-lhe a possibilidade de, sabendo que é “Sim”, ainda assim poder voltar atrás e decidir “Não”.
Cabe aos pais conhecerem os seus limites e aprenderem a lidar com eles para que possam aprender a validar os desejos e vontades dos seus filhos, mesmo que naquele momento não seja possível satisfazê-lo porque colocaria a sua vida em risco, seria prejudicial para si ou para outros, ou porque é mesmo impossível por vários outros motivos.
Se soubessem a quantidade de adultos com quem já trabalhei que estão familiarizados com o “Não”, que é tu cá tu lá com o “Não”; e que ficam em pânico quando a resposta é “Sim”, se soubessem a quantidade de pessoas que não se conseguem divertir porque conhecem mais a proibição do que a validação, se soubessem que, se calhar, ainda não têm sonhos ou não foram atrás deles porque não sabem lidar com o “Sim”…
Aprender a lidar com a possibilidade, com a diversão, com a oportunidade, com a responsabilidade, com a alegria pode bem ser o maior presente que podemos oferecer, Sim?
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Faças o que fizeres… És sempre tu!
Tenho a certeza de que o que me move é trabalhar com pessoas, para pessoas. Move-me contribuir para melhorar o seu estado, a forma como escolhem viver e a arte e magia que escolhem usar nas suas escolhas.
Acredito que todas as nossas paixões vêm das zonas críticas do nosso ser, daquelas zonas que um dia foram e são muito importantes para nós e, por isso acontecer, o nosso foco ai é colocado.
Um dia fiz escolhas aparentemente pouco interessantes e que, aparentemente também, me desligaram dos meus sonhos, mal sabia eu que me estava a especializar em escolhas, em alinhamento, em trabalhar o estado, conhecendo todos os lados da moeda, vivendo o outro lado das escolhas alinhadas connosco, das que nos fazem bem, das que podendo ser desafiantes nos constroem, das que nos fazem fortes, das que nos permitem assumir as nossas fragilidades.
Quando me agradecem por contribuir para que vivam vidas mais saborosas, mais vivas, mais melodiosas e bonitas, não fazem ideia da gratidão que sinto por contribuírem para que eu seja quem gosto mesmo de ser e que afinal é quem sou!
OBRIGADA!
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Pre-ocupas-te ou Ocupas-te?
-Mãe, estou farto de estudar!
-Mas hoje ainda não estudaste…
-Sim, mas estou farto, só penso nisso e vou ter imensos testes!
-Talvez seja mais interessante quando não estás a estudar ocupares-te com o que estás a fazer em vez de te pre-ocupares com o que não estás a fazer… senão só estás a desperdiçar tempo.
-Está tudo a correr mal! A minha vida está caótica!
-Então não andavas a dizer que estavas farta da tua vida? Será que não é esta uma oportunidade de lhe dares novo rumo?
-Sim, mas o que tenho é caótico!
-E o que gostavas de ter? O que podes fazer para te aproximares disso?
-A crise ameaça esta organização estamos condenados ao fracasso.
-Há alguma organização que esteja a sobreviver, como estão a fazer?
-Pois não sei… o que sei é que vamos fracassar!
-Talvez seja útil encontrar alternativas em vez de ficarmos só a pensar no que pode acontecer.
Focamo-nos tanto no que não queremos e damos-lhe uma expressão tão grande que nos esquecemos de dar corpo ao que queremos fazer acontecer.
Colocar o foco no que queremos em vez de no que não queremos é útil, permite-nos avançar. Depois de observado o que está a acontecer a única forma de avançar é… avançando.
Como se faz?
Neste momento estás focado no que te preocupa, certo? Então pensa agora num elefante vestido de bailarina.
Conseguiste, não foi?
Pronto, é assim que se faz. Para pensar noutra coisa, pensa-se noutra coisa.
Agora experimenta com coisas mais úteis do que elefantes mascarados 😉
Boa semana!
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Como te fazem sentir as “tuas” pessoas?
Estás com quem te faz sentir bem?
De vez em quando encontro-me com os meus amigos da faculdade.
Não somos todos do mesmo ano, não temos todos a mesma profissão, apesar de todos termos passado pela mesma faculdade, não votamos todos no mesmo partido politico, temos formas de estar na vida muito diferentes, fazemos claque por diferentes clubes, temos preferências estéticas diferentes, hobbies diferentes. São tantas as diferenças entre nós e, no entanto, há algo misterioso que nos aproximou desde que nos conhecemos e que faz com que, de cada vez que nos encontramos, seja como se no dia anterior tivéssemos estado numa aula, no bar da faculdade, numa pandega ou simplesmente a conversar.
De vez em quando encontro-me com as minhas amigas do liceu. De novo, é como se tivéssemos tido um intervalo ou um furo e estivéssemos a tomar um café ou a almoçar nas Amoreiras. A mesma vontade de conversar, de estar só a ouvir ou simplesmente de estarmos umas com as outras.
Outros grupos tenho com quem mantenho uma relação intima. Intima no sentido de que estão todos cá dentro comigo, todos os dias, mesmo que não os encontre com frequencia.
Nestes grupos sentimo-nos bem, acolhidos, queridos, apoiados, respeitados.
Acho que é o nosso positivismo, a nossa alegria, a forma como estamos uns com os outros, como aceitamos as diferenças e as acolhemos, como nos fazemos sentir bem uns aos outros, que nos aproxima e nos mantém juntos, mesmo que seja com intervalos temporais longos.
Para além da alegria contagiante que enche os nossos encontros acho que há algo mais poderoso que nos une. Como disse uma das minhas amigas da faculdade: só pode ser amor.
Obrigada por me escolherem e por me deixarem escolher-vos! Caramba, gosto mesmo de vocês! É mesmo provável que seja amor
E tu, como fazes para estares com quem te faz sentir bem?
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Aqui podes comentar os textos diários, fazer partilhas, pedir informações ou dizer, simplesmente, olá
Perguntas que te podem dar boas pistas sobre por onde começar a tua mudança
1- Gostas dos cenários e dos palcos onde acontecem os vários actos da tua vida ou gostavas de mudar algum deles? todos?
2- O que sentes em relação à forma como representas os vários papéis nos vários palcos e cenários, da tua vida? Fazes o que queres fazer, como queres fazer?
3- Estás satisfeito com o conhecimento que tens, com o que sabes fazer? Sentes que estás a conseguir activar os recursos necessários para lidar com os desafios?
4- Sentes que os teus valores estão presentes na tua vida?
5- És quem queres ser? estás a representar um papel que parece não ser talhado para ti? Não sabes qual o teu papel?
6- Sentes que tens uma missão, uma intenção que engloba toda a tua vida? Estás a vivê-la?
Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
Para começares, começa.
A escuridão não consegue expulsar a escuridão; apenas a luz pode. O ódio não consegue eliminar o ódio; apenas o amor o consegue.
A maneira mais eficaz de fazer algo é fazê-lo.
Faz algo maravilhoso, as pessoas podem imitá-lo.
Se o consegues sonhar, consegues fazê-lo.
Na nossa vida, tal como na paleta de um artista, existe apenas uma cor que dá sentido à vida e à arte. É a cor do amor.

Diáriamente – Textos publicados no passado
Durante muito tempo, com 30, 35 ou mesmo 40 anos não me sentia uma mulher madura. Não sentia o que achava que sentiria uma mulher madura, uma mulher construída, acabada, pronta. Achava eu que existiria um estado de graça conferido pela maturidade que em algum momento do tempo surgiria e que me faria sentir e dizer: Cheguei!
Desde muito cedo, desde a adolescência tenho ideias bastante claras sobre alguns temas, algumas das minhas convicções vêm dessa altura tendo passado no crivo da utilidade e ecologia nos anos mais recentes. E mesmo assim, sendo tão pensante, sentia que tinha o “5º andar em construção” (como dizia uma querida professora minha). Sentia que ainda não tinha chegado e queria tanto chegar!
Não percebia que energia ou gás rico era aquele que me movia e me fazia procurar o local onde encontraria a minha maturidade, onde por fim descansaria e a partir dali seria: uma mulher madura.
Sabia que a maturidade havia de ser encontrada cá dentro, só não sabia o que devia fazer acontecer para que essa sensação, esse apaziguamento surgisse.
Por um lado queria permanecer alerta para o mundo, entusiasmada com todas as coisas, apaixonada e comovida por coisas simples e por outro queria ser madura, estável, tranquila, segura. Conciliar ambas as partes parecia-me uma tarefa impossível.
Imaginei nos primeiros anos da adolescência que aos 20 anos seria uma mulher sofisticada e madura. Jovem e sofisticada. Chegaram, os 20, os 30 e os 40 e sofisticação nem vê-la, pelo menos a mulher sofisticada que eu imaginava que seria nunca saiu (por enquanto) de dentro de mim. Imaginava que a estrofe da canção: “Ela não anda, ela desliza” seria uma espécie de epiteto à minha maturidade e que isso seria visível em algum momento no tempo.
No meu trabalho como coach encontro com alguma regularidade outras mulheres que questionam esta mesma sensação, que procuram encontrar a mulher madura que existe dentro de si sem quererem abrir mão da rebeldia, da ousadia, da comoção, do enamoramento que vive nas suas almas. Sentem-se ambivalentes entre o: se sou apaixonada por tudo e por nada não posso ser madura e o: Se sou uma mulher madura tenho que abdicar deste estado de enamoramento. Há mulheres, como eu já fui que querem ser Ricardo Reis ou Alberto Caeiro pensando que, por serem um, têm que abdicar do outro, esquecendo que onde estes existiam, viviam muitos outros seres conhecidos e outros que certamente terão ficado por conhecer.
Cheguei!
Sei hoje que cheguei não há muito tempo. Havia uma espécie de time lag entre a consciência e o que já existia dentro de mim. Cheguei provavelmente pouco tempo depois dos 40 anos. Claro que esta minha percepção actual é apenas isso: a minha percepção actual e, de facto, pouco importa…
Dentro de mim cohabitam uma hippie, uma yoggini, uma atleta, uma apaixonada pela natureza e pelas coisas simples, uma amante do conforto e da sofisticação, uma palestrante uma amante do silêncio, uma eterna aluna e uma facilitadora, e mais umas quantas personagens que ainda não conheço e que me proporcionam sensações ora intensas, ora subtis e que me permitem em cada momento ser quem eu quiser ser de forma livre pelo simples facto de que: Eu cheguei!
Como soube que já tinha chegado? Soube quando a consciência cresceu e meu deu a possibilidade de sentir que conduzo a minha vida.
Questiono-me sobre o que será a maturidade? – o que existe dentro de nós, o tipo de decisões que tomamos, a forma como conduzimos as nossas vidas, aquilo que conhecemos, a tranquilidade, a consciência?
A verdade é que não sei! Sei porém que para mim esta sensação chegou com a noção real de que apenas eu conduzo a minha vida e que disso tenho consciência, que as coisas são o que são, que há coisas que não posso mudar, que eu posso, se quiser, mudar, que a minha vida é a minha vida e por último… que, na realidade, está tudo bem!
21Abril2018
Ter aprendido a conversar comigo foi talvez a maior das aprendizagens.
Aprendemos a comunicar com os outros, até aprendemos qual a melhor forma para transmitir as nossas mensagens consoante a pessoa a quem nos dirigimos ou como comunicar com grupos, raramente falamos sobre como “conversar” com a pessoa com quem mais falamos de todas e com quem passamos 24 horas por dia, todos os dias da nossa vida, nós próprios.
Sabemos que o efeito nos outros ou em nós quando se nos dirigem de forma agressiva, antipática, diminuidora das nossas qualidades, competências ou de quem somos, nos pode deixar tristes, revoltados, com raiva, então, porque havemos nós de nos maltratar quando conversamos connosco se o resultado é conhecido?
Depois de termos consciência de que a forma como falamos connosco determina de forma muito forte a qualidade da nossa vida, podemos escolher ser mais amorosos, simpáticos e gentis connosco.
Se queremos que os outros tenham energia e força para avançar, como o fazemos? Incentivamos e somos afirmativos em relação ao seu potencial, certo? Connosco é igual!
Podes começar por treinar mesmo que, por não estares habituado a fazê-lo, isso te provoque alguma sensação estranha. Quando começamos a ir ao ginásio temos dores nos músculos e sabemos que isso trará bons resultados, aqui é igual.
Conversem convosco de forma incentivadora, positiva, confiante. Treinem durante algum tempo e depois partilhem os resultados com outras pessoas para que sejamos mais a avançar.
SIGA!
24Abril2018
A quantidade de “ses” e de “mas” que existem na tua vida determinam a forma e as cores da tua liberdade.
Os “ses” remetem-nos para algo que seria a condição que se se verificasse nos permitiria fazer diferente, ser diferente e, em última análise andar em frente. Se eu fosse…, se eu tivesse…, se eu soubesse… e por ai fora.
Os “mas” são as barreiras em que acreditamos e que, por acreditarmos nelas, nos impedem de avançar. Eu gostava de… mas…; eu quero… mas…; eu tenho vontade de… mas…
A conjugação de ambos, “ses” e “mas” é ultra poderosa. É como uma bola de ferro agrilhoada ao tornozelo, que garante que nos mantemos na nossa zona habitual, sem avançar.
Como sabes que os teus “ses” e “mas” são reais, são verdade?
Podemos sempre encontrar no mundo alguém que, com “ses” e “mas” como os teus, avançou como se não existissem ou como se não fossem uma prisão. Então como fazer?
Podes pensar “e se eu acreditasse que este “se” e/ou este “mas” não existissem ou não fossem verdade o que faria? Como faria?
Podemos, nas respostas às questões acima, encontrar pistas para entrar num novo patamar de liberdade.
SIGA!
25Abril2018
