Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
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Onde colocas o foco?
É, normalmente, mais fácil relacionarmo-nos com o que conhecemos, com quem é como nós, com quem tem comportamentos semelhantes aos nossos.
Noto reações diversas nas pessoas quando confrontadas com comportamentos, formas de estar ou de pensar diferentes das suas. Quem se pauta por uma bitola diferente do mainstream é às vezes apelidado de radical, maluco, doido, “tem a mania de ser diferente”, “tem a mania que sabe mais do que os outros”, “tem a mania que é melhor que os outros” e muitos outros epitáfios.
O que sinto é que, às vezes, a diferença causa irritação, desconforto, perturbação, provocação.
O que observo é que fora da caixa, fora da zona de conforto, fora do mainstream há um manancial de soluções e caminhos por explorar que proporcionam por inerência crescimento.
Na adolescência temos dores nos joelhos a que chamamos dores de crescimento. Estas dores, embora de outra forma também o são.
Hoje proponho que olhem para a diferença sem julgamento, sem crítica e com curiosidade, o que vêm? O que ouvem? O que sentem? Serão dores de crescimento?
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Nomes da liberdade
Neste meu caminho do desenvolvimento pessoal houve alguns conceitos muito desafiantes e em relação aos quais, quando os conheci, nem sequer queria praticá-los porque não me faziam sentido. (Fico curiosa sobre o que ainda não sei, o que ainda posso aprender.)
Um dos conceitos que mais me desafiou foi a não criação de expectativas. Que utilidade teria não criar expectativas e porque seria importante praticá-lo? Então agora não ia esperar nada dos outros?
É engraçado que é preciso sentirmos dentro de nós os conceitos para que os possamos aceitar e, eventualmente, escolher praticar.
Foi quando fiz a certificação como facilitadora de parentalidade consciente que percebi a importância da liberdade para nós e para os outros que a prática da não criação de expectativas representa.
A única pessoa que posso controlar sou eu mesma, posso fazer as minhas escolhas, não posso fazê-las pelos outros. Posso escolher que, à minha maneira, serei um modelo disto ou daquilo, não quero é ter expectativas sobre o que isso representará no comportamento dos outros.
Quando não tenho expectativas ligo-me e faço escolhas em relação ao que está a acontecer, sem ficar presa no que esperava que acontecesse.
Quando não crio expectativas, o foco está em mim, na minha conduta, no meu comportamento, nas minhas escolhas, devolvo dentro de mim, ao outro, o que sempre foi dele: as suas escolhas, sem me emaranhar nas teias do julgamento.
Quando escolhi praticar a não criação de expectativas percebi que para mim também é muito importante definir claramente os meus limites, a fronteira entre mim e os outros, entre o espaço que é só meu e o espaço em que permito que outros entrem.
As práticas, da não criação de expectativas e da definição dos meus limites, entregam-me a possibilidade de viver o presente, no presente, devolvendo-me a liberdade de, no meu espaço, ser apenas eu e, nesse espaço, encontrar o outro, se o quiser deixar entrar, tal qual se me apresenta.
Faz-vos sentido?
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Nerk-Nerk?
Nerk-Nerk é um ET. Chegou à programação neurolinguística pela mão do Sr. Todd Epstein com o objectivo de proporcionar a experiência de entrar no estado “not knowing” que pode, eventualmente, ser traduzido pelo termo que se usa também em mindfulness: mente de principiante.
O Nerk-Nerk é um ser extraterrestre que tem o mesmo sistema nervoso central e as mesmas características físicas que nós humanos. Não conhece a nossa cultura, nem os nossos preconceitos ou assunções. Conhece todas as línguas humanas, que usa de forma pura sem generalizar, omitir ou distorcer a informação.
Este ser apenas compreende e responde de forma específica aos estímulos que o nosso mundo lhe proporciona, ou não tivesse acabado de chegar.
Proposta: Vamos hoje ser Nerk-Nerk no trabalho, no trânsito, nos transportes, no café, com os filhos… Acabadinhos de chegar de outro planeta, não fazemos julgamento. Observamos e respondemos especificamente ao que os nossos sentidos acedem.
Quem alinha?
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Liberdade e aceitação
Talvez por ter sido educada com muitas regras rígidas elas se tenham transformado para mim num alvo a abater. Tenho sido, e sou, uma “seguidora” da colaboração, da cooperação, do voluntarismo, da entrega ao bem maior.
Com uma família já considerada numerosa e com distribuição de tarefas domésticas, constato a necessidade de organização. Não de uma organização rígida, mas de uma organização orgânica, viva, em que o sistema colabora para essa organização, em vez de cumprir regras.
Num sistema familiar, neste sistema familiar, é interessante observar que as necessidades dos seus elementos são muito diferentes, e, os significados que atribuem à forma como nos organizamos é completamente diferente.
O número de pessoas que vive cá em casa e as suas características entregam-me a possibilidade de ter uma espécie de laboratório humano. Temos necessidades, escolhas, visões e interpretações para vários gostos:
-Há quem precise de ordem, de sentir que existe ordem e necessite mesmo de ter regras para sentir que percebe o que se está a passar.
-Há quem considere que para si está tudo bem desde que façamos tudo juntos ou pelo menos com a interação de algum dos outros.
-Há quem não sinta nenhuma necessidade de regras, nem de organização. Há tantas coisas a acontecer…
-Há quem saiba que as regras foram acordadas entre todos e, mesmo assim, queira decidir para além do grupo, por achar que a sua escolha é a melhor.
Encontrar equilíbrio num sistema tão diverso é um desafio com que aprendi a viver. A forma como cada um activa a sua liberdade tem relação directa com a forma como interfere ou não com as escolhas dos outros. Eu aprendi que palavras, aparentemente simples, como: regras, liberdade, organização, reunião de família e mesmo família têm significados diferentes, que cada um tem necessidades diferentes e que só quando vemos e aceitamos, verdadeiramente, o outro podemos sentir a nossa própria liberdade.
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Perguntas que te podem dar boas pistas sobre por onde começar a tua mudança
1- Gostas dos cenários e dos palcos onde acontecem os vários actos da tua vida ou gostavas de mudar algum deles? todos?
2- O que sentes em relação à forma como representas os vários papéis nos vários palcos e cenários, da tua vida? Fazes o que queres fazer, como queres fazer?
3- Estás satisfeito com o conhecimento que tens, com o que sabes fazer? Sentes que estás a conseguir activar os recursos necessários para lidar com os desafios?
4- Sentes que os teus valores estão presentes na tua vida?
5- És quem queres ser? estás a representar um papel que parece não ser talhado para ti? Não sabes qual o teu papel?
6- Sentes que tens uma missão, uma intenção que engloba toda a tua vida? Estás a vivê-la?
Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
Para começares, começa.
A escuridão não consegue expulsar a escuridão; apenas a luz pode. O ódio não consegue eliminar o ódio; apenas o amor o consegue.
A maneira mais eficaz de fazer algo é fazê-lo.
Faz algo maravilhoso, as pessoas podem imitá-lo.
Se o consegues sonhar, consegues fazê-lo.
Na nossa vida, tal como na paleta de um artista, existe apenas uma cor que dá sentido à vida e à arte. É a cor do amor.

Diáriamente – Textos publicados no passado
Durante muito tempo, com 30, 35 ou mesmo 40 anos não me sentia uma mulher madura. Não sentia o que achava que sentiria uma mulher madura, uma mulher construída, acabada, pronta. Achava eu que existiria um estado de graça conferido pela maturidade que em algum momento do tempo surgiria e que me faria sentir e dizer: Cheguei!
Desde muito cedo, desde a adolescência tenho ideias bastante claras sobre alguns temas, algumas das minhas convicções vêm dessa altura tendo passado no crivo da utilidade e ecologia nos anos mais recentes. E mesmo assim, sendo tão pensante, sentia que tinha o “5º andar em construção” (como dizia uma querida professora minha). Sentia que ainda não tinha chegado e queria tanto chegar!
Não percebia que energia ou gás rico era aquele que me movia e me fazia procurar o local onde encontraria a minha maturidade, onde por fim descansaria e a partir dali seria: uma mulher madura.
Sabia que a maturidade havia de ser encontrada cá dentro, só não sabia o que devia fazer acontecer para que essa sensação, esse apaziguamento surgisse.
Por um lado queria permanecer alerta para o mundo, entusiasmada com todas as coisas, apaixonada e comovida por coisas simples e por outro queria ser madura, estável, tranquila, segura. Conciliar ambas as partes parecia-me uma tarefa impossível.
Imaginei nos primeiros anos da adolescência que aos 20 anos seria uma mulher sofisticada e madura. Jovem e sofisticada. Chegaram, os 20, os 30 e os 40 e sofisticação nem vê-la, pelo menos a mulher sofisticada que eu imaginava que seria nunca saiu (por enquanto) de dentro de mim. Imaginava que a estrofe da canção: “Ela não anda, ela desliza” seria uma espécie de epiteto à minha maturidade e que isso seria visível em algum momento no tempo.
No meu trabalho como coach encontro com alguma regularidade outras mulheres que questionam esta mesma sensação, que procuram encontrar a mulher madura que existe dentro de si sem quererem abrir mão da rebeldia, da ousadia, da comoção, do enamoramento que vive nas suas almas. Sentem-se ambivalentes entre o: se sou apaixonada por tudo e por nada não posso ser madura e o: Se sou uma mulher madura tenho que abdicar deste estado de enamoramento. Há mulheres, como eu já fui que querem ser Ricardo Reis ou Alberto Caeiro pensando que, por serem um, têm que abdicar do outro, esquecendo que onde estes existiam, viviam muitos outros seres conhecidos e outros que certamente terão ficado por conhecer.
Cheguei!
Sei hoje que cheguei não há muito tempo. Havia uma espécie de time lag entre a consciência e o que já existia dentro de mim. Cheguei provavelmente pouco tempo depois dos 40 anos. Claro que esta minha percepção actual é apenas isso: a minha percepção actual e, de facto, pouco importa…
Dentro de mim cohabitam uma hippie, uma yoggini, uma atleta, uma apaixonada pela natureza e pelas coisas simples, uma amante do conforto e da sofisticação, uma palestrante uma amante do silêncio, uma eterna aluna e uma facilitadora, e mais umas quantas personagens que ainda não conheço e que me proporcionam sensações ora intensas, ora subtis e que me permitem em cada momento ser quem eu quiser ser de forma livre pelo simples facto de que: Eu cheguei!
Como soube que já tinha chegado? Soube quando a consciência cresceu e meu deu a possibilidade de sentir que conduzo a minha vida.
Questiono-me sobre o que será a maturidade? – o que existe dentro de nós, o tipo de decisões que tomamos, a forma como conduzimos as nossas vidas, aquilo que conhecemos, a tranquilidade, a consciência?
A verdade é que não sei! Sei porém que para mim esta sensação chegou com a noção real de que apenas eu conduzo a minha vida e que disso tenho consciência, que as coisas são o que são, que há coisas que não posso mudar, que eu posso, se quiser, mudar, que a minha vida é a minha vida e por último… que, na realidade, está tudo bem!
21Abril2018
Ter aprendido a conversar comigo foi talvez a maior das aprendizagens.
Aprendemos a comunicar com os outros, até aprendemos qual a melhor forma para transmitir as nossas mensagens consoante a pessoa a quem nos dirigimos ou como comunicar com grupos, raramente falamos sobre como “conversar” com a pessoa com quem mais falamos de todas e com quem passamos 24 horas por dia, todos os dias da nossa vida, nós próprios.
Sabemos que o efeito nos outros ou em nós quando se nos dirigem de forma agressiva, antipática, diminuidora das nossas qualidades, competências ou de quem somos, nos pode deixar tristes, revoltados, com raiva, então, porque havemos nós de nos maltratar quando conversamos connosco se o resultado é conhecido?
Depois de termos consciência de que a forma como falamos connosco determina de forma muito forte a qualidade da nossa vida, podemos escolher ser mais amorosos, simpáticos e gentis connosco.
Se queremos que os outros tenham energia e força para avançar, como o fazemos? Incentivamos e somos afirmativos em relação ao seu potencial, certo? Connosco é igual!
Podes começar por treinar mesmo que, por não estares habituado a fazê-lo, isso te provoque alguma sensação estranha. Quando começamos a ir ao ginásio temos dores nos músculos e sabemos que isso trará bons resultados, aqui é igual.
Conversem convosco de forma incentivadora, positiva, confiante. Treinem durante algum tempo e depois partilhem os resultados com outras pessoas para que sejamos mais a avançar.
SIGA!
24Abril2018
A quantidade de “ses” e de “mas” que existem na tua vida determinam a forma e as cores da tua liberdade.
Os “ses” remetem-nos para algo que seria a condição que se se verificasse nos permitiria fazer diferente, ser diferente e, em última análise andar em frente. Se eu fosse…, se eu tivesse…, se eu soubesse… e por ai fora.
Os “mas” são as barreiras em que acreditamos e que, por acreditarmos nelas, nos impedem de avançar. Eu gostava de… mas…; eu quero… mas…; eu tenho vontade de… mas…
A conjugação de ambos, “ses” e “mas” é ultra poderosa. É como uma bola de ferro agrilhoada ao tornozelo, que garante que nos mantemos na nossa zona habitual, sem avançar.
Como sabes que os teus “ses” e “mas” são reais, são verdade?
Podemos sempre encontrar no mundo alguém que, com “ses” e “mas” como os teus, avançou como se não existissem ou como se não fossem uma prisão. Então como fazer?
Podes pensar “e se eu acreditasse que este “se” e/ou este “mas” não existissem ou não fossem verdade o que faria? Como faria?
Podemos, nas respostas às questões acima, encontrar pistas para entrar num novo patamar de liberdade.
SIGA!
25Abril2018
