Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
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Perdido nos outros?
Fico desconcertada quando as pessoas pensam e esperam que, por ser coach, trainer de PNL, continuar a fazer um caminho de desenvolvimento pessoal e facilitar formação nesta área, gosto de todas as pessoas, quero ser amiga de todas as pessoas. Ora, isto não é verdade! A verdade é que de facto amo a humanidade, a sério, amo mesmo! Amo toda a humanidade! Isto é completamente diferente de querer ter no meu círculo de amigos, e de pessoas com quem directamente me relaciono, toda a humanidade.
No caminho do desenvolvimento pessoal aprendi que as escolhas sobre mim, sobre a minha vida, são, por inerência, minhas. Os amigos, as pessoas que quero ter por perto, que escolho para partilhar a minha vida são uma escolha minha, e dessas pessoas.
Há uns anos, com um monge, que me entregou novas perspectivas sobre mim e sobre os outros, aprendi um conceito que para mim era novo, o de “goodie-goodie”. Um “goodie-goodie” é uma pessoa que tenta agradar a todos, a todos diz que sim, com todos colabora e alinha. Ora ninguém consegue concordar com tudo e com todos sem se perder de si. O “goodie-goodie” perde-se de si, perdendo-se nos outros.
No desenvolvimento pessoal procuramos encontrarmo-nos e encontrar o que sentimos ser o nosso lugar no mundo que, embora possa parecer uma contradição, esse lugar cá fora, encontra-se cá dentro e, por o transportarmos connosco, é como um tapete que desliza e nos acompanha sob os nossos pés.
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Feliz dia do Pai!
Tantos pais sentem não ter aprendido a ser pais. Filhos de uma geração mais conservadora, machista, sentem-se perdidos no seu papel. Durante algum tempo as mães dos seus filhos ou os seus pais foram a referência ou o porto seguro para a educação dos filhos. Estava garantido que a mãe se encarregava de todas as tarefas para que não sentissem ter jeito ou que acreditassem mesmo não ser tarefa sua. Podiam também seguir o modelo dos pais.
Os tempos mudaram e, para muitos, estes são tempos confusos. Por um lado querem ser presentes, companheiros, envolvidos, dialogantes e por outro, os modelos que tiveram, as velhas crenças do que é o seu papel, do que deve ser a sua relação com os filhos e de como, na prática, conseguem gerir isto tudo, faz com que tudo seja confuso e desafiante.
Quando fiz o meu curso de parentalidade consciente perguntaram-me o que gostaria que me tivessem ensinado antes de ser mãe e a resposta que dei na altura é a mesma que dou agora. Teria feito muita diferença se eu tivesse verdadeiramente consciente qual era a minha intenção. Qual a minha intenção, para mim, como mãe.
Hoje, queridos pais, que fazem o melhor que podem com os desafios que sentem entrego-vos a pergunta que para mim é preciosa:
“Qual é a tua intenção, o que esperas de ti como pai, o que e como queres fazer para que sejas o pai que queres ser?”
Feliz Dia do Pai!
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O Medo é uma benção!
Medo de não ser aceite.
Medo de não ser capaz.
Medo de não ter reconhecimento.
Medo da insegurança.
Medo de escolher.
Medo de ficar sozinho.
Medo de ser diferente.
Medo de ter medo.
Medo de…
A possibilidade de olhar para o medo de forma consciente é um upgrade evolutivo e algo que nos distingue dos outros animais. Aos outros animais, o medo, evita que sejam comidos por os fazer fugir, lutar ou simplesmente fingir que estão mortos. Para nós é um alarme que dispara para nos dar a possibilidade de investigar a razoabilidade do medo, o nível de perigo e para podermos escolher com essa consciência.
O medo é uma bênção, a forma como lidas com ele uma escolha.
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Sobre ser congruente
A congruência é um dos xaropes preventivos de úlceras, dores de cabeça e achaques vários.
Sou congruente quando o que digo, o que faço e o que penso coincidem.
Este xarope nem sempre é de toma fácil e às vezes geram-se dilemas cá dentro pelo simples motivo de que nos queremos manter alinhados e, claro, livres dos tais achaques que, só por si, podiam ser uma boa motivação para a dita congruência.
Na sexta-feira passada houve uma manifestação e greve, dos estudantes, pelo ambiente. No final, hora de almoço, alguns jovens, ainda no princípio da tomada de consciência da causa ambiental, sugeriram almoçar no MacDonald’s. “Então vocês vêm para uma manifestação destas e acabam no Mac Donalds a comer hamburguers?”.
Mudar hábitos, modelos de pensamento, comportamentos demora. Somos resistentes à mudança. É sabido que a diminuição do consumo de carne é benéfica para o planeta, e, fiquei a pensar de que modo poderiam os jovens ter uma influência positiva nos seus pares. Note-se que, para haver influencia, tem de haver visibilidade sobre o que se quer transmitir e que, para que isso aconteça, tem de existir proximidade.
Uma escolha possível, para quem quer influenciar, talvez possa ser acompanhar os colegas e dar o exemplo comendo um burguer de vegetais. Nesse caso está a partilhar duas informações: uma ao MacDonald’s – quanto mais pessoas fizerem uma escolha diferente mais diversidade de escolhas vegetais haverá no futuro – e aos colegas que observam o comportamento.
Outra escolha possível é não acompanhar os colegas e desse modo ser também visível.
Nesta questão do ambiente eu, que acredito no impacto que temos na alteração do clima, acho fundamental que escolhamos a via do bem maior mantendo, cada um à sua maneira, a congruência.
Para cuidar do ambiente não basta pensar ou falar sobre isso, é preciso que haja acção!
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Perguntas que te podem dar boas pistas sobre por onde começar a tua mudança
1- Gostas dos cenários e dos palcos onde acontecem os vários actos da tua vida ou gostavas de mudar algum deles? todos?
2- O que sentes em relação à forma como representas os vários papéis nos vários palcos e cenários, da tua vida? Fazes o que queres fazer, como queres fazer?
3- Estás satisfeito com o conhecimento que tens, com o que sabes fazer? Sentes que estás a conseguir activar os recursos necessários para lidar com os desafios?
4- Sentes que os teus valores estão presentes na tua vida?
5- És quem queres ser? estás a representar um papel que parece não ser talhado para ti? Não sabes qual o teu papel?
6- Sentes que tens uma missão, uma intenção que engloba toda a tua vida? Estás a vivê-la?
Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
Para começares, começa.
A escuridão não consegue expulsar a escuridão; apenas a luz pode. O ódio não consegue eliminar o ódio; apenas o amor o consegue.
A maneira mais eficaz de fazer algo é fazê-lo.
Faz algo maravilhoso, as pessoas podem imitá-lo.
Se o consegues sonhar, consegues fazê-lo.
Na nossa vida, tal como na paleta de um artista, existe apenas uma cor que dá sentido à vida e à arte. É a cor do amor.

Diáriamente – Textos publicados no passado
Durante muito tempo, com 30, 35 ou mesmo 40 anos não me sentia uma mulher madura. Não sentia o que achava que sentiria uma mulher madura, uma mulher construída, acabada, pronta. Achava eu que existiria um estado de graça conferido pela maturidade que em algum momento do tempo surgiria e que me faria sentir e dizer: Cheguei!
Desde muito cedo, desde a adolescência tenho ideias bastante claras sobre alguns temas, algumas das minhas convicções vêm dessa altura tendo passado no crivo da utilidade e ecologia nos anos mais recentes. E mesmo assim, sendo tão pensante, sentia que tinha o “5º andar em construção” (como dizia uma querida professora minha). Sentia que ainda não tinha chegado e queria tanto chegar!
Não percebia que energia ou gás rico era aquele que me movia e me fazia procurar o local onde encontraria a minha maturidade, onde por fim descansaria e a partir dali seria: uma mulher madura.
Sabia que a maturidade havia de ser encontrada cá dentro, só não sabia o que devia fazer acontecer para que essa sensação, esse apaziguamento surgisse.
Por um lado queria permanecer alerta para o mundo, entusiasmada com todas as coisas, apaixonada e comovida por coisas simples e por outro queria ser madura, estável, tranquila, segura. Conciliar ambas as partes parecia-me uma tarefa impossível.
Imaginei nos primeiros anos da adolescência que aos 20 anos seria uma mulher sofisticada e madura. Jovem e sofisticada. Chegaram, os 20, os 30 e os 40 e sofisticação nem vê-la, pelo menos a mulher sofisticada que eu imaginava que seria nunca saiu (por enquanto) de dentro de mim. Imaginava que a estrofe da canção: “Ela não anda, ela desliza” seria uma espécie de epiteto à minha maturidade e que isso seria visível em algum momento no tempo.
No meu trabalho como coach encontro com alguma regularidade outras mulheres que questionam esta mesma sensação, que procuram encontrar a mulher madura que existe dentro de si sem quererem abrir mão da rebeldia, da ousadia, da comoção, do enamoramento que vive nas suas almas. Sentem-se ambivalentes entre o: se sou apaixonada por tudo e por nada não posso ser madura e o: Se sou uma mulher madura tenho que abdicar deste estado de enamoramento. Há mulheres, como eu já fui que querem ser Ricardo Reis ou Alberto Caeiro pensando que, por serem um, têm que abdicar do outro, esquecendo que onde estes existiam, viviam muitos outros seres conhecidos e outros que certamente terão ficado por conhecer.
Cheguei!
Sei hoje que cheguei não há muito tempo. Havia uma espécie de time lag entre a consciência e o que já existia dentro de mim. Cheguei provavelmente pouco tempo depois dos 40 anos. Claro que esta minha percepção actual é apenas isso: a minha percepção actual e, de facto, pouco importa…
Dentro de mim cohabitam uma hippie, uma yoggini, uma atleta, uma apaixonada pela natureza e pelas coisas simples, uma amante do conforto e da sofisticação, uma palestrante uma amante do silêncio, uma eterna aluna e uma facilitadora, e mais umas quantas personagens que ainda não conheço e que me proporcionam sensações ora intensas, ora subtis e que me permitem em cada momento ser quem eu quiser ser de forma livre pelo simples facto de que: Eu cheguei!
Como soube que já tinha chegado? Soube quando a consciência cresceu e meu deu a possibilidade de sentir que conduzo a minha vida.
Questiono-me sobre o que será a maturidade? – o que existe dentro de nós, o tipo de decisões que tomamos, a forma como conduzimos as nossas vidas, aquilo que conhecemos, a tranquilidade, a consciência?
A verdade é que não sei! Sei porém que para mim esta sensação chegou com a noção real de que apenas eu conduzo a minha vida e que disso tenho consciência, que as coisas são o que são, que há coisas que não posso mudar, que eu posso, se quiser, mudar, que a minha vida é a minha vida e por último… que, na realidade, está tudo bem!
21Abril2018
Ter aprendido a conversar comigo foi talvez a maior das aprendizagens.
Aprendemos a comunicar com os outros, até aprendemos qual a melhor forma para transmitir as nossas mensagens consoante a pessoa a quem nos dirigimos ou como comunicar com grupos, raramente falamos sobre como “conversar” com a pessoa com quem mais falamos de todas e com quem passamos 24 horas por dia, todos os dias da nossa vida, nós próprios.
Sabemos que o efeito nos outros ou em nós quando se nos dirigem de forma agressiva, antipática, diminuidora das nossas qualidades, competências ou de quem somos, nos pode deixar tristes, revoltados, com raiva, então, porque havemos nós de nos maltratar quando conversamos connosco se o resultado é conhecido?
Depois de termos consciência de que a forma como falamos connosco determina de forma muito forte a qualidade da nossa vida, podemos escolher ser mais amorosos, simpáticos e gentis connosco.
Se queremos que os outros tenham energia e força para avançar, como o fazemos? Incentivamos e somos afirmativos em relação ao seu potencial, certo? Connosco é igual!
Podes começar por treinar mesmo que, por não estares habituado a fazê-lo, isso te provoque alguma sensação estranha. Quando começamos a ir ao ginásio temos dores nos músculos e sabemos que isso trará bons resultados, aqui é igual.
Conversem convosco de forma incentivadora, positiva, confiante. Treinem durante algum tempo e depois partilhem os resultados com outras pessoas para que sejamos mais a avançar.
SIGA!
24Abril2018
A quantidade de “ses” e de “mas” que existem na tua vida determinam a forma e as cores da tua liberdade.
Os “ses” remetem-nos para algo que seria a condição que se se verificasse nos permitiria fazer diferente, ser diferente e, em última análise andar em frente. Se eu fosse…, se eu tivesse…, se eu soubesse… e por ai fora.
Os “mas” são as barreiras em que acreditamos e que, por acreditarmos nelas, nos impedem de avançar. Eu gostava de… mas…; eu quero… mas…; eu tenho vontade de… mas…
A conjugação de ambos, “ses” e “mas” é ultra poderosa. É como uma bola de ferro agrilhoada ao tornozelo, que garante que nos mantemos na nossa zona habitual, sem avançar.
Como sabes que os teus “ses” e “mas” são reais, são verdade?
Podemos sempre encontrar no mundo alguém que, com “ses” e “mas” como os teus, avançou como se não existissem ou como se não fossem uma prisão. Então como fazer?
Podes pensar “e se eu acreditasse que este “se” e/ou este “mas” não existissem ou não fossem verdade o que faria? Como faria?
Podemos, nas respostas às questões acima, encontrar pistas para entrar num novo patamar de liberdade.
SIGA!
25Abril2018
