Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
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A tua vida dava um filme?
Tens a sensação que a tua vida dava um filme?
Então tens vários caminhos que podes seguir.
O primeiro é entregares-te à dor, vestires-te de sofrimento, alimentares-te dele, alimentá-lo, deixá-lo crescer. Uma espécie de chafurdar na lama até que não haja nenhum ponto que não fique coberto e onde possam até nascer fungos.
Outra opção é fingir que está tudo bem. Adoptar uma postura de grande energia e alegria, deixares-te inebriar por ambas, fazer coisas e mais coisas, ocupar a mente e o corpo com outras actividades e fingir que nem estás a dar por nada e que és um espécie de super-ser que tudo aguenta sem mossa. Como se tivesses um quisto maligno que crescesse por dentro, nos momentos em que consegues manter essa aparência intocada pela dor, por não estares a tratar dela, contribuis para que ela se agigante por dentro. A cada dia que passa precisas de mais energia para conseguires o mesmo efeito exterior.
Podes ainda achar que és muito infeliz, que a ti tudo te acontece. Como se tivesses sido contemplado pelo universo com uma grande lista de desgraças e problemas. Que não és merecedor. Ora o merecimento não fazem parte do critério de distribuição dos acontecimentos da vida pelos humanos. A vida acontece como acontece, as coisas são o que são e esta sucessão de acontecimentos é apenas isso, uma sucessão de acontecimentos que, claro, preferíamos que não estivessem a acontecer.
A opção que prefiro é uma outra. Sim, é dor o que sinto, reconheço. Reconheço também que por ser humana, tenho desafios com que tenho que lidar. Reconheço que são muitas as emoções que tenho e que preferia não ter e que aprendo a aceitar, a acolher, sabendo que são necessárias para viver e ultrapassar cada desafio.
Depois, olhando para o que é, posso construir o que ainda não existe e encontrar novas formas, novos caminhos e novas emoções.
É importante a aprendizagem. O que aprendi com esta experiência, como posso acolher e integrar esta experiência de forma positiva para que contribua para o meu bem?
SIGA!
Já estás a ver a magia?
Sábado vou ter de me levantar ainda mais cedo para ir a um torneio de Judo de um dos meus filhos. Conversando sobre isso disseram-me: “Pois, mas para ti levantares-te cedo não é problema…” E de facto, adoro as manhãs, adoro a sensação de dia por preencher, adoro a cor do céu das manhãs mesmo quando está cinzentão, as manhãs são espectaculares. Depois fiquei a pensar, na realidade adoro também as tardes e as noites, cada parte do dia tem a sua magia e consigo ficar entusiasmada com cada uma delas. Partilhei isto e disseram-me que não se pode adorar tudo, senão não se adora nada. Não é verdade. Podemos associar magia a tudo o que quisermos e podemos achar tudo mágico, ou não. A beleza de ser humano é também esta liberdade de gostar de algo e do contrário e do complementar e do que não tem nada a ver e mesmo assim, ser tudo verdade.
Indo mais longe, ser humano é de tal maneira maravilhoso que somos tudo e o seu contrário. Todas as emoções e as que estão nos antípodas existem dentro de nós. É como se ser humano fosse ser um caleidoscópio em que todo o universo se reinventa a cada instante.
E tu onde encontras hoje magia?
Como se chama o que estás a sentir?
Todas as emoções nos fazem falta. Tal como nos faz falta sabermos lidar com elas.
Quando temos uma ferida, sabemos o que fazer. Limpamos, desinfectamos, tratamos, eventualmente, precisamos de pontos e, por fim, colocamos um penso ou deixamos ao ar. Todos sabemos o que fazer porque desde sempre vimos como se faz.
Com as emoções é igual. Lidamos melhor com elas se já vimos fazer, se já tivemos orientação para praticar. Por isso é tão importante aprender a lidar com as nossas emoções, para que possamos ser o exemplo para os nossos filhos e para quem nos rodeia e, obviamente, para termos uma maior qualidade de vida.
Uma boa dica, pelo menos para mim, foi e continua a ser investigar, concretamente, o que estou a sentir. É um grande desafio. A maioria de nós não foi treinada para atribuir nomes ao que sente. No entanto, tal como quem vai ao ginásio, hoje pode ser um bom dia de treino.
Como se chama o que estás a sentir?
Aqui podes comentar os textos diários, fazer partilhas, pedir informações ou dizer, simplesmente, olá
Perguntas que te podem dar boas pistas sobre por onde começar a tua mudança
1- Gostas dos cenários e dos palcos onde acontecem os vários actos da tua vida ou gostavas de mudar algum deles? todos?
2- O que sentes em relação à forma como representas os vários papéis nos vários palcos e cenários, da tua vida? Fazes o que queres fazer, como queres fazer?
3- Estás satisfeito com o conhecimento que tens, com o que sabes fazer? Sentes que estás a conseguir activar os recursos necessários para lidar com os desafios?
4- Sentes que os teus valores estão presentes na tua vida?
5- És quem queres ser? estás a representar um papel que parece não ser talhado para ti? Não sabes qual o teu papel?
6- Sentes que tens uma missão, uma intenção que engloba toda a tua vida? Estás a vivê-la?
Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
Para começares, começa.
A escuridão não consegue expulsar a escuridão; apenas a luz pode. O ódio não consegue eliminar o ódio; apenas o amor o consegue.
A maneira mais eficaz de fazer algo é fazê-lo.
Faz algo maravilhoso, as pessoas podem imitá-lo.
Se o consegues sonhar, consegues fazê-lo.
Na nossa vida, tal como na paleta de um artista, existe apenas uma cor que dá sentido à vida e à arte. É a cor do amor.

Diáriamente – Textos publicados no passado
Durante muito tempo, com 30, 35 ou mesmo 40 anos não me sentia uma mulher madura. Não sentia o que achava que sentiria uma mulher madura, uma mulher construída, acabada, pronta. Achava eu que existiria um estado de graça conferido pela maturidade que em algum momento do tempo surgiria e que me faria sentir e dizer: Cheguei!
Desde muito cedo, desde a adolescência tenho ideias bastante claras sobre alguns temas, algumas das minhas convicções vêm dessa altura tendo passado no crivo da utilidade e ecologia nos anos mais recentes. E mesmo assim, sendo tão pensante, sentia que tinha o “5º andar em construção” (como dizia uma querida professora minha). Sentia que ainda não tinha chegado e queria tanto chegar!
Não percebia que energia ou gás rico era aquele que me movia e me fazia procurar o local onde encontraria a minha maturidade, onde por fim descansaria e a partir dali seria: uma mulher madura.
Sabia que a maturidade havia de ser encontrada cá dentro, só não sabia o que devia fazer acontecer para que essa sensação, esse apaziguamento surgisse.
Por um lado queria permanecer alerta para o mundo, entusiasmada com todas as coisas, apaixonada e comovida por coisas simples e por outro queria ser madura, estável, tranquila, segura. Conciliar ambas as partes parecia-me uma tarefa impossível.
Imaginei nos primeiros anos da adolescência que aos 20 anos seria uma mulher sofisticada e madura. Jovem e sofisticada. Chegaram, os 20, os 30 e os 40 e sofisticação nem vê-la, pelo menos a mulher sofisticada que eu imaginava que seria nunca saiu (por enquanto) de dentro de mim. Imaginava que a estrofe da canção: “Ela não anda, ela desliza” seria uma espécie de epiteto à minha maturidade e que isso seria visível em algum momento no tempo.
No meu trabalho como coach encontro com alguma regularidade outras mulheres que questionam esta mesma sensação, que procuram encontrar a mulher madura que existe dentro de si sem quererem abrir mão da rebeldia, da ousadia, da comoção, do enamoramento que vive nas suas almas. Sentem-se ambivalentes entre o: se sou apaixonada por tudo e por nada não posso ser madura e o: Se sou uma mulher madura tenho que abdicar deste estado de enamoramento. Há mulheres, como eu já fui que querem ser Ricardo Reis ou Alberto Caeiro pensando que, por serem um, têm que abdicar do outro, esquecendo que onde estes existiam, viviam muitos outros seres conhecidos e outros que certamente terão ficado por conhecer.
Cheguei!
Sei hoje que cheguei não há muito tempo. Havia uma espécie de time lag entre a consciência e o que já existia dentro de mim. Cheguei provavelmente pouco tempo depois dos 40 anos. Claro que esta minha percepção actual é apenas isso: a minha percepção actual e, de facto, pouco importa…
Dentro de mim cohabitam uma hippie, uma yoggini, uma atleta, uma apaixonada pela natureza e pelas coisas simples, uma amante do conforto e da sofisticação, uma palestrante uma amante do silêncio, uma eterna aluna e uma facilitadora, e mais umas quantas personagens que ainda não conheço e que me proporcionam sensações ora intensas, ora subtis e que me permitem em cada momento ser quem eu quiser ser de forma livre pelo simples facto de que: Eu cheguei!
Como soube que já tinha chegado? Soube quando a consciência cresceu e meu deu a possibilidade de sentir que conduzo a minha vida.
Questiono-me sobre o que será a maturidade? – o que existe dentro de nós, o tipo de decisões que tomamos, a forma como conduzimos as nossas vidas, aquilo que conhecemos, a tranquilidade, a consciência?
A verdade é que não sei! Sei porém que para mim esta sensação chegou com a noção real de que apenas eu conduzo a minha vida e que disso tenho consciência, que as coisas são o que são, que há coisas que não posso mudar, que eu posso, se quiser, mudar, que a minha vida é a minha vida e por último… que, na realidade, está tudo bem!
21Abril2018
Ter aprendido a conversar comigo foi talvez a maior das aprendizagens.
Aprendemos a comunicar com os outros, até aprendemos qual a melhor forma para transmitir as nossas mensagens consoante a pessoa a quem nos dirigimos ou como comunicar com grupos, raramente falamos sobre como “conversar” com a pessoa com quem mais falamos de todas e com quem passamos 24 horas por dia, todos os dias da nossa vida, nós próprios.
Sabemos que o efeito nos outros ou em nós quando se nos dirigem de forma agressiva, antipática, diminuidora das nossas qualidades, competências ou de quem somos, nos pode deixar tristes, revoltados, com raiva, então, porque havemos nós de nos maltratar quando conversamos connosco se o resultado é conhecido?
Depois de termos consciência de que a forma como falamos connosco determina de forma muito forte a qualidade da nossa vida, podemos escolher ser mais amorosos, simpáticos e gentis connosco.
Se queremos que os outros tenham energia e força para avançar, como o fazemos? Incentivamos e somos afirmativos em relação ao seu potencial, certo? Connosco é igual!
Podes começar por treinar mesmo que, por não estares habituado a fazê-lo, isso te provoque alguma sensação estranha. Quando começamos a ir ao ginásio temos dores nos músculos e sabemos que isso trará bons resultados, aqui é igual.
Conversem convosco de forma incentivadora, positiva, confiante. Treinem durante algum tempo e depois partilhem os resultados com outras pessoas para que sejamos mais a avançar.
SIGA!
24Abril2018
A quantidade de “ses” e de “mas” que existem na tua vida determinam a forma e as cores da tua liberdade.
Os “ses” remetem-nos para algo que seria a condição que se se verificasse nos permitiria fazer diferente, ser diferente e, em última análise andar em frente. Se eu fosse…, se eu tivesse…, se eu soubesse… e por ai fora.
Os “mas” são as barreiras em que acreditamos e que, por acreditarmos nelas, nos impedem de avançar. Eu gostava de… mas…; eu quero… mas…; eu tenho vontade de… mas…
A conjugação de ambos, “ses” e “mas” é ultra poderosa. É como uma bola de ferro agrilhoada ao tornozelo, que garante que nos mantemos na nossa zona habitual, sem avançar.
Como sabes que os teus “ses” e “mas” são reais, são verdade?
Podemos sempre encontrar no mundo alguém que, com “ses” e “mas” como os teus, avançou como se não existissem ou como se não fossem uma prisão. Então como fazer?
Podes pensar “e se eu acreditasse que este “se” e/ou este “mas” não existissem ou não fossem verdade o que faria? Como faria?
Podemos, nas respostas às questões acima, encontrar pistas para entrar num novo patamar de liberdade.
SIGA!
25Abril2018

