Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
Quase Sempre, Diariamente…
- All
- Aceitação
- Atingir objectivos
- Avançar
- Coaching
- comunicação
- confiança
- crescer
- cuidardetieresponsabilidadetua
- desafio em ambiente escolar
- desenvolvimentopessoal
- eobrigatoriosonhar
- Escolas
- escolhas
- escolher o amor
- escolheroamor
- esperança
- estarpresente
- estratégia
- gozaropasseio
- Gratidão
- I'm Only Human
- igual valor
- lifeseeds
- linguagemdoamor
- mariajosepita
- meditacao
- mente de principiante
- Mindfulness
- Mudança
- naocriarexpectativas
- naojulgamento
- passearnavida
- perdoar
- perfeitaimperfeiçaohumana
- PNL
- que emoção é esta
- quem és
- Recursos
- relacaodeamor
- respeito
- respeito por ti
- respirar
- saber viver
- saberviver
- segentil
- Ser mãe
- serfeliz
- tu mereces
- vidamagica
Todos iguais, todos diferentes!
Eu preciso, eu quero! A bem da minha existência equilibrada: eu preciso, eu quero!
Pelo bem do equilíbrio entre a forma como me dou a mim e como me dou aos outros há necessidades que eu tenho de satisfazer. Como eu, todas as pessoas. O que varia são as necessidades, não a sua existência.
Se até um carro (vamos imaginar um carro que funciona a baterias recarregáveis, ecológicas) precisa de encostar para carregar as baterias e é um ser inanimado que não sente cansaço, nem saturação apenas fica sem energia, obviamente, nós humanos também precisamos de ir à “box” recarregar baterias à la Humano.
As nossas sensações são complexas juntam corpo e mente e por isso o que representa descanso para uns está muito longe de o ser para outros. Corpos diferentes, mentes diferentes…
Há quem precise de agitação e movimento, há quem precise de estar parado, há quem precise de silêncio e há quem precise de conversar e ainda temos pessoas que gostam de entremear silêncio com conversa, há quem goste de campo e quem goste de cidade ou montanha ou praia, há quem goste de ficar em casa, enfim, todos diferentes, todos iguais: Todos temos necessidades, todos gostamos de as satisfazer à nossa maneira.
Em tempo de férias a questão que muitas vezes se coloca é a da satisfação das necessidades da família fazendo um casamento perfeito entre o que cada elemento prefere. Quanto maior a família, maior o desafio…
Conhecer e reconhecer (aceitar que existe) diferentes preferências é o ponto de partida para encontrar o equilíbrio e a todos satisfazer. Assumir que todos, incluindo a mãe, que é quem mais abdica de si, habitualmente, temos necessidades e que as férias podem e devem ser usadas para da melhor forma possível o fazer.
É possível satisfazer necessidades à vez combinando entre todos como o vamos fazer. É uma boa forma de conhecer verdadeiramente cada elemento da família focarmo-nos nas necessidades de cada um e encontrarmos maneiras de as satisfazer. Todas estas acções focadas em conhecer cada um, aceitar cada um, aceitarmo-nos a nós próprios são uma espécie de cola para a família que permite aproximarmo-nos uns dos outros, validar que todos contribuímos para o bem de todos e ensinar os mais novos, na prática, a fazê-lo.
Desejo a todos boas investigações das necessidades de cada elemento da família e boas operações de satisfação das mesmas. Divirtam-se! Boas férias!
Agora! Já!
É hoje! Não passa nem mais um dia e é agora! Já!
É um pequeno passo e é de pequenos passos que se faz o caminho. Sabem que mais? Quero que seja dado agora!
Huuuummmmm! Já sei! Já sei qual o passo mais pequeno que posso dar agora e vou fazê-lo já para aproveitar esta motivação. Sei que depois me vou sentir bem. Vou ter a sensação fantástica de ter começado algo que quero muito há muito. Tenho sempre uma sensação engraçada de ver diferente e de os sons me parecerem diferentes de cada vez que faço algo com entusiasmo.
Agora! Já!
E se tivesses uma bola de cristal?
E se eu tivesse uma bola de cristal? E se eu visse o futuro?
Assim à primeira vista parece bom. Diminuía a ansiedade da incerteza. Bem, diminuía a ansiedade se o que visse me satisfizesse porque se não gostasse do que estavas a ver…
Se a previsão não se encaixasse no que gostaria de ter visto tudo faria para alterar o futuro e ai o futuro voltava a ser uma incerteza, seria de novo necessário ir consultando a bola de cristal e ir validando se com as escolhas intencionais que fosse fazendo me estava a aproximar do resultado pretendido.
E se a previsão se alterasse para um resultado completamente indesejado?
Com uma bola de cristal a ansiedade aumentaria ainda mais, parece-me… passávamos a ter duas incertezas. Agora temos uma incerteza em relação ao futuro, uma incerteza geral, mais ou menos difusa e a certeza de que estamos a fazer o melhor que podemos em cada momento. Com uma bola de cristal passávamos a ter uma incerteza em relação aos nossos actos para alterar o futuro predito e uma incerteza em relação ao próprio futuro pois estávamos a tentar interferir no livre curso da vida.
Se tivéssemos uma bola de cristal ansiaríamos por não a ter para diminuir a ansiedade, para poder ser surpreendidos por algo ainda melhor do que a nossa imaginação estava a conceber, para nos focarmos no aqui e agora e vivê-lo, experiênciá-lo sem perder pitada.
Querem uma boa notícia? Não há bolas de cristal!
Estamos completamente disponíveis para nos focarmos no agora, para usarmos a nossa energia em fazer acontecer e saborear o que agora e aqui se passa. Estamos completamente disponíveis para acreditar que as nossas acções, imbuídas de intenção, produzirão resultados que nos darão boas pistas sobre a forma como estamos a construir o nosso caminho.
Ufa! Não há bolas de cristal!
Existe, no entanto, algo muito mais poderoso e fascinante e que é a intenção, o motivo último pelo qual faço o que faço, pelo qual corro caminhos, subo montanhas e me mantenho entusiasmada e a gozar tudinho até à última gota. A intenção é uma bússola que nos guia nas nossas acções, nos nossos comportamentos e que nos limpa o chão onde andam os nossos pensamentos.
E se eu contribuísse… e se eu contasse?
Que impacto positivo posso ter na vida dos outros?
De que forma me posso relacionar com eles que os ajude ou que pelo menos não os prejudique?
Como posso fazer para perceber o que os outros estão a sentir, mesmo quando a mim me parece uma tontice ou um fanico?
De que modo posso contribuir para um mundo melhor se não for a ser uma melhor pessoa para o mundo?
Como vejo o meu impacto no mundo, como sei que estou a contribuir, como sei que o meu contributo conta?
Não sei responder para vocês, nem por vocês… sei apenas que me sinto melhor quando me trato bem a mim e aos outros, que me faz sentir feliz compreender e aceitar o outro e a mim mesma.
Observo que a falta de compaixão pelo outro é fruto da falta de auto-compaixão. Sei que quando ajo a partir do que quero entregar ao mundo, a partir de um lugar meu em que sei o que quero ver no mundo, o mundo passa a ser mais um pouco o que eu quero ver nele.
Sei que as minhas reações de impaciência, de falta de compaixão, de falta de tolerância, ou de falta de compreensão em relação aos outros falam de mim e não do outro. Falam da minha impaciência, da minha falta de compaixão, da minha falta de tolerância e da minha falta de compreensão.
Sei que quando acredito no mundo e nos outros na realidade estou a acreditar em mim e na capacidade de contribuir para o mundo.
Sei que o contrário também é verdadeiro e isso eu não quero.
E tu, o que queres?
Aqui podes comentar os textos diários, fazer partilhas, pedir informações ou dizer, simplesmente, olá
Perguntas que te podem dar boas pistas sobre por onde começar a tua mudança
1- Gostas dos cenários e dos palcos onde acontecem os vários actos da tua vida ou gostavas de mudar algum deles? todos?
2- O que sentes em relação à forma como representas os vários papéis nos vários palcos e cenários, da tua vida? Fazes o que queres fazer, como queres fazer?
3- Estás satisfeito com o conhecimento que tens, com o que sabes fazer? Sentes que estás a conseguir activar os recursos necessários para lidar com os desafios?
4- Sentes que os teus valores estão presentes na tua vida?
5- És quem queres ser? estás a representar um papel que parece não ser talhado para ti? Não sabes qual o teu papel?
6- Sentes que tens uma missão, uma intenção que engloba toda a tua vida? Estás a vivê-la?
Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
Para começares, começa.
A escuridão não consegue expulsar a escuridão; apenas a luz pode. O ódio não consegue eliminar o ódio; apenas o amor o consegue.
A maneira mais eficaz de fazer algo é fazê-lo.
Faz algo maravilhoso, as pessoas podem imitá-lo.
Se o consegues sonhar, consegues fazê-lo.
Na nossa vida, tal como na paleta de um artista, existe apenas uma cor que dá sentido à vida e à arte. É a cor do amor.

Diáriamente – Textos publicados no passado
Durante muito tempo, com 30, 35 ou mesmo 40 anos não me sentia uma mulher madura. Não sentia o que achava que sentiria uma mulher madura, uma mulher construída, acabada, pronta. Achava eu que existiria um estado de graça conferido pela maturidade que em algum momento do tempo surgiria e que me faria sentir e dizer: Cheguei!
Desde muito cedo, desde a adolescência tenho ideias bastante claras sobre alguns temas, algumas das minhas convicções vêm dessa altura tendo passado no crivo da utilidade e ecologia nos anos mais recentes. E mesmo assim, sendo tão pensante, sentia que tinha o “5º andar em construção” (como dizia uma querida professora minha). Sentia que ainda não tinha chegado e queria tanto chegar!
Não percebia que energia ou gás rico era aquele que me movia e me fazia procurar o local onde encontraria a minha maturidade, onde por fim descansaria e a partir dali seria: uma mulher madura.
Sabia que a maturidade havia de ser encontrada cá dentro, só não sabia o que devia fazer acontecer para que essa sensação, esse apaziguamento surgisse.
Por um lado queria permanecer alerta para o mundo, entusiasmada com todas as coisas, apaixonada e comovida por coisas simples e por outro queria ser madura, estável, tranquila, segura. Conciliar ambas as partes parecia-me uma tarefa impossível.
Imaginei nos primeiros anos da adolescência que aos 20 anos seria uma mulher sofisticada e madura. Jovem e sofisticada. Chegaram, os 20, os 30 e os 40 e sofisticação nem vê-la, pelo menos a mulher sofisticada que eu imaginava que seria nunca saiu (por enquanto) de dentro de mim. Imaginava que a estrofe da canção: “Ela não anda, ela desliza” seria uma espécie de epiteto à minha maturidade e que isso seria visível em algum momento no tempo.
No meu trabalho como coach encontro com alguma regularidade outras mulheres que questionam esta mesma sensação, que procuram encontrar a mulher madura que existe dentro de si sem quererem abrir mão da rebeldia, da ousadia, da comoção, do enamoramento que vive nas suas almas. Sentem-se ambivalentes entre o: se sou apaixonada por tudo e por nada não posso ser madura e o: Se sou uma mulher madura tenho que abdicar deste estado de enamoramento. Há mulheres, como eu já fui que querem ser Ricardo Reis ou Alberto Caeiro pensando que, por serem um, têm que abdicar do outro, esquecendo que onde estes existiam, viviam muitos outros seres conhecidos e outros que certamente terão ficado por conhecer.
Cheguei!
Sei hoje que cheguei não há muito tempo. Havia uma espécie de time lag entre a consciência e o que já existia dentro de mim. Cheguei provavelmente pouco tempo depois dos 40 anos. Claro que esta minha percepção actual é apenas isso: a minha percepção actual e, de facto, pouco importa…
Dentro de mim cohabitam uma hippie, uma yoggini, uma atleta, uma apaixonada pela natureza e pelas coisas simples, uma amante do conforto e da sofisticação, uma palestrante uma amante do silêncio, uma eterna aluna e uma facilitadora, e mais umas quantas personagens que ainda não conheço e que me proporcionam sensações ora intensas, ora subtis e que me permitem em cada momento ser quem eu quiser ser de forma livre pelo simples facto de que: Eu cheguei!
Como soube que já tinha chegado? Soube quando a consciência cresceu e meu deu a possibilidade de sentir que conduzo a minha vida.
Questiono-me sobre o que será a maturidade? – o que existe dentro de nós, o tipo de decisões que tomamos, a forma como conduzimos as nossas vidas, aquilo que conhecemos, a tranquilidade, a consciência?
A verdade é que não sei! Sei porém que para mim esta sensação chegou com a noção real de que apenas eu conduzo a minha vida e que disso tenho consciência, que as coisas são o que são, que há coisas que não posso mudar, que eu posso, se quiser, mudar, que a minha vida é a minha vida e por último… que, na realidade, está tudo bem!
21Abril2018
Ter aprendido a conversar comigo foi talvez a maior das aprendizagens.
Aprendemos a comunicar com os outros, até aprendemos qual a melhor forma para transmitir as nossas mensagens consoante a pessoa a quem nos dirigimos ou como comunicar com grupos, raramente falamos sobre como “conversar” com a pessoa com quem mais falamos de todas e com quem passamos 24 horas por dia, todos os dias da nossa vida, nós próprios.
Sabemos que o efeito nos outros ou em nós quando se nos dirigem de forma agressiva, antipática, diminuidora das nossas qualidades, competências ou de quem somos, nos pode deixar tristes, revoltados, com raiva, então, porque havemos nós de nos maltratar quando conversamos connosco se o resultado é conhecido?
Depois de termos consciência de que a forma como falamos connosco determina de forma muito forte a qualidade da nossa vida, podemos escolher ser mais amorosos, simpáticos e gentis connosco.
Se queremos que os outros tenham energia e força para avançar, como o fazemos? Incentivamos e somos afirmativos em relação ao seu potencial, certo? Connosco é igual!
Podes começar por treinar mesmo que, por não estares habituado a fazê-lo, isso te provoque alguma sensação estranha. Quando começamos a ir ao ginásio temos dores nos músculos e sabemos que isso trará bons resultados, aqui é igual.
Conversem convosco de forma incentivadora, positiva, confiante. Treinem durante algum tempo e depois partilhem os resultados com outras pessoas para que sejamos mais a avançar.
SIGA!
24Abril2018
A quantidade de “ses” e de “mas” que existem na tua vida determinam a forma e as cores da tua liberdade.
Os “ses” remetem-nos para algo que seria a condição que se se verificasse nos permitiria fazer diferente, ser diferente e, em última análise andar em frente. Se eu fosse…, se eu tivesse…, se eu soubesse… e por ai fora.
Os “mas” são as barreiras em que acreditamos e que, por acreditarmos nelas, nos impedem de avançar. Eu gostava de… mas…; eu quero… mas…; eu tenho vontade de… mas…
A conjugação de ambos, “ses” e “mas” é ultra poderosa. É como uma bola de ferro agrilhoada ao tornozelo, que garante que nos mantemos na nossa zona habitual, sem avançar.
Como sabes que os teus “ses” e “mas” são reais, são verdade?
Podemos sempre encontrar no mundo alguém que, com “ses” e “mas” como os teus, avançou como se não existissem ou como se não fossem uma prisão. Então como fazer?
Podes pensar “e se eu acreditasse que este “se” e/ou este “mas” não existissem ou não fossem verdade o que faria? Como faria?
Podemos, nas respostas às questões acima, encontrar pistas para entrar num novo patamar de liberdade.
SIGA!
25Abril2018
