Loading...
Recursos 2018-09-24T06:08:55+00:00

Sessão Estratégica

A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.

Marcar Sessão Estratégica

Quase Sempre, Diariamente…

2018-09-20T07:02:35+00:00

Siga… Siga…. Siga…

Definir objectivos não é o mais importante, nem é essencial. Criámos a ideia, que se tem vindo a reforçar, de que todos temos de ter objectivos bem definidos, missões grandiosas e um contributo hercúleo para o mundo.

Às vezes tenho a sensação, com esta questão dos objectivos, que nós adultos andamos a brincar, como as crianças, com algumas coisas como se fossem obrigatórias e essenciais para a vida. Chego quase a ter a sensação de ouvir “quem não tem objectivos é um ovo podre”.

Esquecemo-nos que o objectivo da autopreservação e da preservação da família, só por si, já são trabalhos hercúleos e grandiosos contributos para a humanidade.

Quantos de nós assumem claramente a responsabilidade pela sua felicidade, pelo seu bem estar? Quantos de nós assumem com energia e alegria contribuir para a felicidade e bem estar da sua família ou de quem os rodeia, mesmo que isso não implique definir um objectivo?

Quando sentires o stress do “tenho que ter um objectivo” ou “só eu é que não tenho objectivos”, questiona-te antes: Sinto-me bem assim? O que posso fazer para me sentir melhor? E, só se a resposta a esta última pergunta for: “Ter um objectivo”, é que te deves focar nessa busca e nessa altura um coach pode ser uma ajuda excelente.

Caso contrário… só aqui para nós que ninguém nos ouve: Tu és human@! Nunca serás um ovo, muito menos podre! 😉

#coaching
#pnl
#saberviver
#serfeliz
#serfelizemfamilia
#mariajosepita
#lifeseeds

2018-09-19T06:40:53+00:00

Medo!

Acho que foi a primeira vez que senti realmente medo.

No passado, mesmo com grandes, gigantes desafios sempre tive a convicção: “eu resolvo, só ainda não sei como!”, “eu encontro o caminho!” e, mesmo no que não podia intervir ou controlar, alterava-me a mim, alterava o meu estado, flexibilizava-me.
Desta vez foi diferente. Uma sensação avassaladora de medo, de não ter chão nem paredes, nem tecto para me agarrar ou servir de referência.

Achava eu que me tinha especializado em desafios. E agora com este… zás! Caíra por terra o habitual optimismo, a confiança do costume e mesmo a alegria se tinha ido. Foi como, estando habituada à cidade, onde tudo está previsto e obedece a alguma regra, me tivessem despejado no meio da selva, rodeada de animais perigosos, sem ter a mínima ideia de como fazer, de como me proteger, onde focar a atenção. De repente fiquei paralisada e apetecia-me fugir ou lutar com o que me assustava sem, no entanto, saber como o poderia fazer.

Lembrei-me do que costumava dizer: um problema demora, quase sempre, poucos minutos, tudo o resto somos nós a aprender a lidar com ele e depois a lidar com ele, a seguir em frente.

Comecei a tratar as restantes partes da vida como pude, não as contaminando com este medo que me bloqueava as articulações dos braços e das pernas e me dava dores quase permanentes. Percebi que não havia nada que eu pudesse fazer que ainda não tivesse sido feito.

Senti-me sem escola, sem mestre, sem túnel nem proverbial luz no seu final. Até que, num momento em que apenas respirava, me sentia e tentava sentir que emoções estavam por cá a passear, percebi que não precisava de nada mais. De mais nenhuma aprendizagem, conceito ou inspiração. Apenas precisava de aceitar que as novas circunstâncias eram como um tapete novo. Cobriam o chão e seria agora em cima deste novo chão que andaria. Assim, sem mais nada, por cima do novo chão tudo é igual: o azul do céu, o som do mar, o calor da brisa morna, o brilho do sol, só o chão é uma novidade, tudo o resto, é a vida a acontecer, como de costume.

Nos momentos de grandes desafios e, neste em particular, pratico a gratidão pelo que sou, pelo que tenho, e por toda a aprendizagem que a vida me oferece e que eu escolho aceitar.

Se preferia não ter alguns desafios? Verdade, preferia!

Estes são os meus desafios, a minha vida é com eles, integro-os e neste processo cresço e aprendo que, ao mesmo tempo que o que sei, comparado com as infinitas possibilidades da vida, é nada, o meu coração sabe tudo o que é preciso saber.

2018-09-18T07:30:11+00:00

Descansar não é estar parado!

Há quanto tempo não descansas? Descansar mesmo, sentires-te relaxada como se não tivesses problemas?

Durante muito tempo tinha um pensamento recorrente que muitas vezes verbalizava: “Estou tão cansada!” e de cada vez que o tinha, e ainda mais quando o verbalizava, sentia um enorme cansaço, todo o corpo parecia querer ceder a um peso imenso. Às vezes não estava a acontecer nada de especial, nada de diferente. Não tinha feito nenhum esforço físico e emocionalmente não havia nada de novo com que lidar. Era como um tique, ao mínimo desconforto, lá vinha o pensamento.

Foi num desses momentos de sensação de cansaço extremo que tomei consciência de que o que estava a sentir era apenas uma sensação que vinha de algum lugar nas profundezas de mim e que tinha o poder de me fazer sentir ainda mais cansada.
Na realidade, estava cansada do tipo de vida que tinha, de muitas pessoas que me rodeavam que nada tinham a ver comigo e, viver dia após dia uma realidade que não seria uma escolha consciente minha era um grande cansaço.

O primeiro passo, depois da tomada de consciência de que esta frase me aparecia na cabeça, foi explorar o que estava na realidade a acontecer. Que esferas da minha vida mereciam estudo, inspecção?

A primeira grande aventura consistiu em mudar o interior, em mudar a forma como reagia ao exterior, a forma como me via a mim, como via os outros e como me relacionava com as circunstâncias.

A segunda grande aventura que integrou a primeira foi, de forma definitiva, assumir o comando consciente da minha vida. Gerir o gerível, fazer escolhas onde era possível e queria fazê-las e aceitar tudo o resto, o que não dependia de mim.
A terceira grande aventura foi aprender a não criar expectativas, aprender a integrar com curiosidade e entusiasmo a vida como ela acontece.

A quarta grande aventura foi integrar tudo e aprender a deixar fluir. Tal qual como quando aprendemos a conduzir e estamos sempre a pensar nas mudanças que vamos meter, consoante o tipo de inclinação e a velocidade a que nos queremos deslocar, e por força de praticar a condução chega um dia em que o fazemos sem consciência das mudanças e da técnica, activando o conhecimento necessário para conduzir.

Nada disto teria sido possível sem coaching, sem pnl, sem mindfulness e principalmente sem eu ter dado o primeiro passo. Vamos? Contacta-me!

2018-09-17T07:52:24+00:00

Curvas e rectas fazem parte do caminho…

Hoje reposto um texto longo, mais antigo, porque me lembrei dele e porque o que aprendi naquela fase é fundamental, ainda hoje, para me ajudar a “ver” melhor, aqui vai:

Há uns anos, num determinado dia, antes de uma das muitas viagens que fazia em trabalho acordei e via “diferente”. Via de forma “esquisita” e por mais que eu esfregasse os olhos, que eu me visse ao espelho, não conseguia perceber o que se estava a passar. Mesmo com a sensação estranha de não estar a ver bem (embora não conseguisse descrever o que se passava com a visão) lá me meti à estrada.

Na estrada percebi que tinha deixado de ver traços rectos, agora tinham sempre uma barriga no local onde pousava a atenção e as placas da autoestrada eram completamente ilegíveis. Guiava-me pelo senhor do GPS que diligentemente me dava instruções: “saída à direita à frente”, “saia na 3ª saída”, e lá continuei essa primeira viagem depois de ter começado a ver “esquisito”.

No dia seguinte fui a um oftalmologista que, numa primeira análise, ainda sem diagnóstico confirmado me referiu que se fosse o que ele estava a pensar que era, eu iria ficar sem ver. Fiz vários exames e o diagnóstico chegou: degeneração da mácula, confirmava-se um dos diagnósticos maus possíveis a que o médico se referiu na primeira consulta.

Parecia-me possível que o médico se tivesse enganado e que encontraria um oftalmologista que me diria: -fazemos o procedimento “x” e isso trata-se… Nesta altura, 6 pessoas cegaram no Hospital de Santa Maria por lhes ter sido administrada uma injecção desadequada aos casos que pretendiam tratar e o oftalmologista que me acompanhava disse-me que a única coisa que me poderia eventualmente ajudar a voltar a ver linhas rectas seria levar injecções no globo ocular. Não eram as que tinham sido administradas no Hospital de Santa Maria, não havia garantia de melhorar, havia sim a garantia de a degeneração continuar o seu caminho embora pudesse eventualmente travar a visão curva das rectas.
A minha visão piorava de dia para dia. Continuava a conduzir de dia, de noite não via. Houve umas 2 ou 3 vezes em que me atrasei a regressar a casa com os meus filhos e já ao escurecer foram eles que me orientaram, “cuidado, olha o passeio”, “abranda, vamos virar à direita”, até chegar a casa e estacionar alagada em suor do medo que tinha sentido. Na altura, nem pensei no perigo em que estava a colocar os meus filhos de tão focada que estava em lhes transmitir calma e segurança.

Consultei mais de 10 oftalmologistas, fiz dezenas de exames, uns iguais, outros diferentes, uns invasivos e dolorosos, outros nem por isso. Neste percurso cheguei a ter trinta por cento de visão num dos olhos e continuei a viver e a não conduzir à noite ou a ver filmes em 3D pois a única coisa que via era uma tela preta com umas zonas menos escuras.

Experimentei muitas, mesmo muitas abordagens alternativas. Aprofundei muito o meu conhecimento sobre mim própria. Procurei a mensagem escondida nos sintomas, aceitei quase todas as propostas de tratamento que me iam aparecendo, excepto as injecções apesar de por três vezes as ter marcado. Da primeira vez, o médico esqueceu-se e não apareceu. Da segunda, vez o seguro não autorizou a tempo o pagamento (cada injecção custava mais de dois mil euros e o protocolo mínimo era de 4 injecções espaçadas de poucas semanas, já não me lembro quantas). Da terceira vez… bem, da terceira vez entrei na clínica e voltei para trás convicta de que ia melhorar e recuperar a visão, embora não soubesse bem como isso iria acontecer.

Foram três anos em que via cada vez pior e à medida que isso acontecia, focava-me mais em aceitar, em procurar alternativas para resolver os meus desafios, em perceber o que se estava a passar e o que significaria…

Um dia, deitada na cama, percebi que o cabo que suspendia o candeeiro no tecto do quarto já não tinha uma barriga. O rebordo do espelho voltara a ser recto, os traços contínuos e os traços descontínuos eram todos rectos. Os pauzinhos dos gelados, rectos. As janelas, rectas. O rectrovisor, recto. Nunca antes gostei tanto de rectas. Nesse dia celebrei as rectas, feliz por terem regressado, sem no entanto sentir surpresa. Depois comecei a melhorar, a ver melhor e melhor, a conduzir de noite (embora às vezes ainda evite, não sei se por ter ficado essa marca, se por de facto ainda ver a noite um pouco mais escura) e regressei ao médico inicial que ao me observar os olhos, leu e releu a minha ficha (já não se lembrava de mim) e disse-me: “que engraçado… esta ficha tem o seu nome mas não é sua. É de algum paciente meu com degeneração da mácula. Vamos fazer uma ficha nova, pode ser que a sua apareça…” Não comentei, não me surpreendi, não disse ao médico que um dos tratamentos que tinha feito consistia em andar com um íman colado com fita adesiva na testa, nem que me estudei, nem que procurei o significado para além do significado do que tinha acontecido… Não fiz nada disto porque aconteceu o que tinha que acontecer e porque as coisas são o que são, nada mais.

Agora, à distância questiono-me sobre que aprendizagem retiro do que aconteceu e confirmo: “As coisas são o que são, os meus desafios são os meus desafios e eu tenho todos os recursos de que necessito (seja qual for o significado que escolho dar a “ultrapassar desafios”).

#aceitar
#crescer
#aprenderaviver
#serfeliz
#coaching
#pnl
#mariajosepita
#lifeseeds
#havidanasretasenascurvas

Aqui podes comentar os textos diários, fazer partilhas, pedir informações ou dizer, simplesmente, olá

Perguntas que te podem dar boas pistas sobre por onde começar a tua mudança

1- Gostas dos cenários e dos palcos onde acontecem os vários actos da tua vida ou gostavas de mudar algum deles? todos?

2- O que sentes em relação à forma como representas os vários papéis nos vários palcos e cenários, da tua vida? Fazes o que queres fazer, como queres fazer?

3- Estás satisfeito com o conhecimento que tens, com o que sabes fazer? Sentes que estás a conseguir activar os recursos necessários para lidar com os desafios?

4- Sentes que os teus valores estão presentes na tua vida?

5- És quem queres ser? estás a representar um papel que parece não ser talhado para ti? Não sabes qual o teu papel?

6- Sentes que tens uma missão, uma intenção que engloba toda a tua vida? Estás a vivê-la?

Sessão Estratégica

A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.

Marcar Sessão Estratégica

Textos publicados no Blog da Academia de Parentalidade Consciente

Cuidar dos cuidadores, a primeira regra em estados de emergência!
O primeiro dia da adolescência
“Palmada certa, na hora certa”
Já não há bombeiros, nem astronautas…

Dúvidas, questões, temas que gostasse de ver abordados podem ser sugeridos aqui

Para começares, começa.

William Wordsworth

A escuridão não consegue expulsar a escuridão; apenas a luz pode. O ódio não consegue eliminar o ódio; apenas o amor o consegue.

Martin Luther King, Jr.

A maneira mais eficaz de fazer algo é fazê-lo.

Amelia Earhart

Faz algo maravilhoso, as pessoas podem imitá-lo.

Albert Schweitzer

Se o consegues sonhar, consegues fazê-lo.

Walt Disney

Na nossa vida, tal como na paleta de um artista, existe apenas uma cor que dá sentido à vida e à arte. É a cor do amor.

Marc Chagall

Diáriamente – Textos publicados no passado

Quando usava lentes de contacto, às vezes, deixava-as cair no chão da casa de banho. Cada gota de água me parceria uma lente de contacto caso tivesse os óculos à mão, caso contrário mal via o chão.
 
Sempre que uma lente me caia no chão da casa de banho tinha uma estratégia para a encontrar que era impossível falhar. Estava disposta a varrer com a minha mão todo o chão, que dividia em quadrados imaginários e depois assegurava que dentro de cada quadrado não falhava um milímetro sequer.
 
Encontrei uma estratégia que me permitia garantir que o resultado que eu queria que acontecesse, acontecia, mesmo que fosse apenas na última quadrícula. Na vida é igual, quando queremos muito algo e fazemos tudo, mesmo tudo para atingir determinado resultado, é provável (para não dizer certo) que o atinjamos, excepto se desistirmos antes de passar por todos os quadrados.
 
Há alguns anos fui operada e a miopia desapareceu. A minha realidade mudou, nunca mais usei lentes de contacto, uso no entanto a mesma estratégia quando quero muito que determinado resultado aconteça e garanto que levo o processo até ao fim, a menos que eu ou a realidade mudemos de objectivo ao longo do processo, aí coloco a quadrícula num novo chão… e, está tudo bem!
 
SIGA! 😉
30Abril2018
O nosso corpo e a nossa mente conversam. Mesmo sem darmos por isso eles conversam. Se estivermos muito atentos, conseguimos observar longas conversas.
Quando temos sono, o corpo começa a portar-se de acordo com essa sensação. Os olhos ficam pesados, parecem querer fechar-se, o corpo começa a querer encontrar um sítio onde possa encostar-se e repousar – foi-lhe comunicado que são horas de dormir, por exemplo. Por outro lado, quando o corpo está cansado comunica à mente que encontre um sítio onde se sentar para repousar ou uma cama para dormir e o nosso foco passa a ser esse até descansarmos.
 
Se nós sabemos que estas conversas existem e que são frutuosas, embora delas não tenhamos consciência, podemos, de forma consciente, organizar uma espécie de tertúlias temáticas, entre corpo e mente, em momentos em que queremos mesmo ter determinado resultado, aceder a determinado recurso ou acomodar uma emoção.
Se quero produzir calma posso colocar o corpo numa posição calma, respirar calma e observar como a mente entra na conversa. De igual modo, se eu preciso de energia, de foco, de paciência, posso promover uma tertúlia em que corpo e mente conversam e partilham a intenção, depois é observar como estas conversas são cada vez mais interessantes.
27Abril2018

Durante muito tempo, com 30, 35 ou mesmo 40 anos não me sentia uma mulher madura. Não sentia o que achava que sentiria uma mulher madura, uma mulher construída, acabada, pronta. Achava eu que existiria um estado de graça conferido pela maturidade que em algum momento do tempo surgiria e que me faria sentir e dizer: Cheguei!

Desde muito cedo, desde a adolescência tenho ideias bastante claras sobre alguns temas, algumas das minhas convicções vêm dessa altura tendo passado no crivo da utilidade e ecologia nos anos mais recentes. E mesmo assim, sendo tão pensante, sentia que tinha o “5º andar em construção” (como dizia uma querida professora minha). Sentia que ainda não tinha chegado e queria tanto chegar!
Não percebia que energia ou gás rico era aquele que me movia e me fazia procurar o local onde encontraria a minha maturidade, onde por fim descansaria e a partir dali seria: uma mulher madura.

Sabia que a maturidade havia de ser encontrada cá dentro, só não sabia o que devia fazer acontecer para que essa sensação, esse apaziguamento surgisse.

Por um lado queria permanecer alerta para o mundo, entusiasmada com todas as coisas, apaixonada e comovida por coisas simples e por outro queria ser madura, estável, tranquila, segura. Conciliar ambas as partes parecia-me uma tarefa impossível.

Imaginei nos primeiros anos da adolescência que aos 20 anos seria uma mulher sofisticada e madura. Jovem e sofisticada. Chegaram, os 20, os 30 e os 40 e sofisticação nem vê-la, pelo menos a mulher sofisticada que eu imaginava que seria nunca saiu (por enquanto) de dentro de mim. Imaginava que a estrofe da canção: “Ela não anda, ela desliza” seria uma espécie de epiteto à minha maturidade e que isso seria visível em algum momento no tempo.

No meu trabalho como coach encontro com alguma regularidade outras mulheres que questionam esta mesma sensação, que procuram encontrar a mulher madura que existe dentro de si sem quererem abrir mão da rebeldia, da ousadia, da comoção, do enamoramento que vive nas suas almas. Sentem-se ambivalentes entre o: se sou apaixonada por tudo e por nada não posso ser madura e o: Se sou uma mulher madura tenho que abdicar deste estado de enamoramento. Há mulheres, como eu já fui que querem ser Ricardo Reis ou Alberto Caeiro pensando que, por serem um, têm que abdicar do outro, esquecendo que onde estes existiam, viviam muitos outros seres conhecidos e outros que certamente terão ficado por conhecer.

Cheguei!

Sei hoje que cheguei não há muito tempo. Havia uma espécie de time lag entre a consciência e o que já existia dentro de mim. Cheguei provavelmente pouco tempo depois dos 40 anos. Claro que esta minha percepção actual é apenas isso: a minha percepção actual e, de facto, pouco importa…

Dentro de mim cohabitam uma hippie, uma yoggini, uma atleta, uma apaixonada pela natureza e pelas coisas simples, uma amante do conforto e da sofisticação, uma palestrante uma amante do silêncio, uma eterna aluna e uma facilitadora, e mais umas quantas personagens que ainda não conheço e que me proporcionam sensações ora intensas, ora subtis e que me permitem em cada momento ser quem eu quiser ser de forma livre pelo simples facto de que: Eu cheguei!

Como soube que já tinha chegado? Soube quando a consciência cresceu e meu deu a possibilidade de sentir que conduzo a minha vida.

Questiono-me sobre o que será a maturidade? – o que existe dentro de nós, o tipo de decisões que tomamos, a forma como conduzimos as nossas vidas, aquilo que conhecemos, a tranquilidade, a consciência?

A verdade é que não sei! Sei porém que para mim esta sensação chegou com a noção real de que apenas eu conduzo a minha vida e que disso tenho consciência, que as coisas são o que são, que há coisas que não posso mudar, que eu posso, se quiser, mudar, que a minha vida é a minha vida e por último… que, na realidade, está tudo bem!

21Abril2018

Ter aprendido a conversar comigo foi talvez a maior das aprendizagens.

Aprendemos a comunicar com os outros, até aprendemos qual a melhor forma para transmitir as nossas mensagens consoante a pessoa a quem nos dirigimos ou como comunicar com grupos, raramente falamos sobre como “conversar” com a pessoa com quem mais falamos de todas e com quem passamos 24 horas por dia, todos os dias da nossa vida, nós próprios.

Sabemos que o efeito nos outros ou em nós quando se nos dirigem de forma agressiva, antipática, diminuidora das nossas qualidades, competências ou de quem somos, nos pode deixar tristes, revoltados, com raiva, então, porque havemos nós de nos maltratar quando conversamos connosco se o resultado é conhecido?

Depois de termos consciência de que a forma como falamos connosco determina de forma muito forte a qualidade da nossa vida, podemos escolher ser mais amorosos, simpáticos e gentis connosco.

Se queremos que os outros tenham energia e força para avançar, como o fazemos? Incentivamos e somos afirmativos em relação ao seu potencial, certo? Connosco é igual!

Podes começar por treinar mesmo que, por não estares habituado a fazê-lo, isso te provoque alguma sensação estranha. Quando começamos a ir ao ginásio temos dores nos músculos e sabemos que isso trará bons resultados, aqui é igual.

Conversem convosco de forma incentivadora, positiva, confiante. Treinem durante algum tempo e depois partilhem os resultados com outras pessoas para que sejamos mais a avançar.

SIGA!

24Abril2018

A quantidade de “ses” e de “mas” que existem na tua vida determinam a forma e as cores da tua liberdade.

Os “ses” remetem-nos para algo que seria a condição que se se verificasse nos permitiria fazer diferente, ser diferente e, em última análise andar em frente. Se eu fosse…, se eu tivesse…, se eu soubesse… e por ai fora.

Os “mas” são as barreiras em que acreditamos e que, por acreditarmos nelas, nos impedem de avançar. Eu gostava de… mas…; eu quero… mas…; eu tenho vontade de… mas…

A conjugação de ambos, “ses” e “mas” é ultra poderosa. É como uma bola de ferro agrilhoada ao tornozelo, que garante que nos mantemos na nossa zona habitual, sem avançar.

Como sabes que os teus “ses” e “mas” são reais, são verdade?

Podemos sempre encontrar no mundo alguém que, com “ses” e “mas” como os teus, avançou como se não existissem ou como se não fossem uma prisão. Então como fazer?

Podes pensar “e se eu acreditasse que este “se” e/ou este “mas” não existissem ou não fossem verdade o que faria? Como faria?

Podemos, nas respostas às questões acima, encontrar pistas para entrar num novo patamar de liberdade.

SIGA!

25Abril2018

Todos os dias nos é dada a possibilidade de escolher como nos vamos relacionar connosco, com os outros, com o planeta.
 
O desenvolvimento pessoal começa em nós e por isso a autoestima é tão importante. Um sentimento amoroso por nós próprios, pela forma como vivemos e pelas escolhas que fazemos, entrega-nos o apaziguamento necessário para entregarmos compaixão, aceitação, reconhecimento e amor aos outros e, por o fazermos, reforçamos de novo a nossa relação connosco, que de novo nos permite aprofundar a relação com os outros.
 
A autoestima é a grande pedra de toque do sucesso nas relações. Como pode alguém receber aceitação e amor se não o faz por si próprio? Como pode alguém transmitir aos outros que é merecedor de amor se o próprio não acredita nesse merecimento ou no seu próprio valor? Como pode alguém querer não ser invadido se não comunica os seus limites por deles não estar seguro?
 
Então como podemos começar a reconstruir a nossa autoestima? Responder às seguintes questões pode ser um bom início 😉
 
-Onde colocas o teu foco, naquilo de que não gostas em ti ou na pessoa que queres ser?
 
-Como falas contigo? És carinhoso e compassivo ou cruel e violento?
 
-O que fazes com os teus limites? Comunica-los aos outros ou esconde-los?
 
-Cuidas do teu corpo? Cuidas da tua alimentação? Bebes água em quantidade suficiente? Fazes exercício físico?
 
-Colocas-te desafios para que te treines a superá-los e tenhas coragem para te desafiares a ir em busca de sonhos?
 
-Como é o teu sono, dormes o suficiente?
 
Nas respostas a estas questões podes encontrar boas pistas sobre o que fazer para dar mais saúde à tua autoestima que claro, aumentará na dimensão da acção que decidires imprimir à tua vida.
 
SIGA!
22Abril2018