Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
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Queres mesmo mudar?
“-Se eu soubesse o que sei hoje…”
“-Se eu tivesse feito diferente…”
“-Se eu pudesse corrigir os erros que cometi…”
Esquecemo-nos que não teria sido possível fazer melhor com os dados que tínhamos, com a pessoa que éramos, senão tê-lo-íamos feito. Se depois questionarmos de seguida: “-O que terias feito então? Porque não o fizeste?” As respostas vêm invariavelmente no sentido de apontar uma impossibilidade, ou porque eram demasiado novos, demasiado inexperientes, porque não tinham autonomia, porque não conseguiram antecipar as consequências e todo um conjunto de respostas que confirmam: Com a informação da altura, sendo a pessoa que eram, o que foi feito foi o que foi possível, foi o que pareceu melhor.
Hoje, o que interessa é o que queres fazer e o que estás disposto a fazer para saíres do sítio onde aparentemente não queres estar. É que mudar tem um custo, requer força, coragem, persistência, flexibilidade, resiliência, audácia e às vezes o emaranhado é tão grande que é necessária ajuda para ganhar alguma clareza.
A questão não é tanto se queres mudar. A questão principal é: O que estás dispost@ a fazer para mudar, sabendo que a única garantia é que existirá mudança?
Força, coragem, persistência, flexibilidade, resiliência, audácia e acção!
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Feliz Natal!
Hoje gostava de escrever uns Votos de Feliz Natal diferentes.
Gostava de poder chegar a quem não se sente feliz e a quem os desejos de Feliz Natal pareçam um conjunto de vãs palavras.
Sei como é não encontrar sentido no Natal que os outros estão a viver, como é achar que o sentido do Natal nunca mais voltaria a estar presente em mim. Hoje, acima de tudo, sei que, procurando, mesmo que lá no fundo, mesmo que escondido, todos nós transportamos o Natal. A possibilidade de nos transformarmos e de, a cada Natal passado encontrarmos esse pedaço de nós com mais facilidade, maior, mais forte, com uma existência real e não porque a vida fora mude, porque a vida é o que é. E sim porque existe um potencial de transformação em todos nós, no nosso código que permite que assim seja.
Que aprendas a encontrar o Natal dentro de ti, que o possas encontrar todos os dias e que eu nunca me esqueça da estradinha, cá dentro, que me leva lá.
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Hoje é dia de encontrar o lado positivo!
Mesmo quando não estamos a ter ideia de qual possa ser, é consensual, que todas as coisas têm algum aspecto positivo. Em última instância, quando não encontramos nenhum efeito positivo podemos dizer que foi uma aprendizagem, que nos desperta para evitar que volte a acontecer.
Assumindo que tudo tem um lado positivo, o desafio é transformar este exercício numa prática corrente, no paradigma habitual de funcionamento.
Há dias, num telefonema com uma pessoa que não conhecia pessoalmente, de acordo com o que é hábito iniciei a conversa com um “Bom dia, como está?” e, para grande espanto meu, pois existe uma espécie de “regra” que nos ensinam que respondemos da mesma forma, eventualmente, acrescentando um “Obrigada” e repetindo “Bom dia, como está?”, a pessoa me contou todos os seus achaques físicos e como a instabilidade meteorológica contribuía para o seu estado. Esta pessoa terá, com certeza, aspectos positivos na sua vida e mesmo assim, o que partilhou comigo foi o que lhe doía.
Como seriam os nossos dias se todos nos influenciássemos uns aos outros a olhar para o que há de positivo nas circunstâncias?
Imaginem que a senhora acima me tinha respondido:
“Bom dia, este ano estou satisfeita porque como o tempo não está seco as couves para o Natal estão maravilhosas e no Verão não teremos falta de água!”
Provavelmente, mesmo com os achaques sentir-se-ia melhor e para quem a rodeia seria, certamente, mais positivo.
Bom dia, como estão?
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Quais as tuas intenções para 2019?
Quais são as tuas intenções para 2019?
À Mia (Mikaela Övén) devo o foco que coloco na definição das intenções e que valorizo ainda mais do que os objectivos. Este é um conceito que exploramos muito na Parentalidade Consciente. Talvez até aquele em que em mais contextos e em mais situação invocamos para começarmos a trabalhar e a criar uma orientação.
Quando vulgarmente falamos de intenções referimo-nos a algo que queremos atingir sem obrigatoriedade, quase como se fosse um compromisso “leve”. Aqui, neste contexto, a intenção é um conceito poderoso e merecedor de atenção.
Uma intenção é algo que nos orienta. Costumo dizer que definir intenções é como engolir um manual para a vida, sem que regras sejam definidas.
Para definir uma intenção que se integre em algo apelidado de “Manual para a minha Vida” alguns critérios devem ser cumpridos:
1- A(s) acção(ões) a levar a cabo para que seja atingida a intenção deve(m) depender de ti. Por exemplo, se a minha intenção é ser feliz isso não é uma tarefa nem dos meus filhos, nem do meu companheiro ou dos meus amigos, é minha.
2- Deve ser formulada pela positiva. Deve referir o que quero e não o que não quero.
3- Apenas posso decidir para mim, as escolhas dos outros a eles pertencem. Por exemplo, se eu quero que os meus filhos sejam honestos, a formulação não pode nunca ser: “Tenho a intenção de que os meus filhos sejam honestos” pois essa decisão não é minha e sim deles. O que eu posso ter como intenção é ser um modelo de honestidade que possam copiar, que aproveite todas as oportunidades para conversar com eles sobre como faço e porquê, mostrar como tomo decisões tendo essa intenção presente e por ai fora.
4- Cada intenção pode dizer respeito a apenas uma área da vida ou ser transversal a todas elas. Posso ter intenções como mãe, como profissional, para mim mas em relação a apenas um dos meus filhos, como mulher, como ser humano, etc.
5- Ser ecológica, ou seja ser boa para mim, não prejudicar ninguém e que isto se verifique num horizonte temporal relevante.
Como exercício, imaginem que a uma das minhas intenções é que as minhas escolhas e decisões contribuam para me fazer sentir bem em todos os contextos. Com esta intenção simplifico bastante as minhas escolhas e decisões. Tendo no horizonte o contributo das escolhas e decisões para me fazerem sentir bem, esse é o critério (pelo menos um dos) que vou seguir. Mesmo em momentos de indecisão, esta intenção já me dá pistas sobre como decidir.
Quando decidi escrever este texto, imaginando que pode ajudar como me ajuda a mim dominar este conceito e usá-lo, senti-me entusiasmada por poder, eventualmente, contribuir para o bem de outros e isso faz-me sentir bem e por isso está alinhado com as minhas intenções. 😉
Quando vais formular as tuas intenções para 2019?
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Perguntas que te podem dar boas pistas sobre por onde começar a tua mudança
1- Gostas dos cenários e dos palcos onde acontecem os vários actos da tua vida ou gostavas de mudar algum deles? todos?
2- O que sentes em relação à forma como representas os vários papéis nos vários palcos e cenários, da tua vida? Fazes o que queres fazer, como queres fazer?
3- Estás satisfeito com o conhecimento que tens, com o que sabes fazer? Sentes que estás a conseguir activar os recursos necessários para lidar com os desafios?
4- Sentes que os teus valores estão presentes na tua vida?
5- És quem queres ser? estás a representar um papel que parece não ser talhado para ti? Não sabes qual o teu papel?
6- Sentes que tens uma missão, uma intenção que engloba toda a tua vida? Estás a vivê-la?
Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
Para começares, começa.
A escuridão não consegue expulsar a escuridão; apenas a luz pode. O ódio não consegue eliminar o ódio; apenas o amor o consegue.
A maneira mais eficaz de fazer algo é fazê-lo.
Faz algo maravilhoso, as pessoas podem imitá-lo.
Se o consegues sonhar, consegues fazê-lo.
Na nossa vida, tal como na paleta de um artista, existe apenas uma cor que dá sentido à vida e à arte. É a cor do amor.

Diáriamente – Textos publicados no passado
Durante muito tempo, com 30, 35 ou mesmo 40 anos não me sentia uma mulher madura. Não sentia o que achava que sentiria uma mulher madura, uma mulher construída, acabada, pronta. Achava eu que existiria um estado de graça conferido pela maturidade que em algum momento do tempo surgiria e que me faria sentir e dizer: Cheguei!
Desde muito cedo, desde a adolescência tenho ideias bastante claras sobre alguns temas, algumas das minhas convicções vêm dessa altura tendo passado no crivo da utilidade e ecologia nos anos mais recentes. E mesmo assim, sendo tão pensante, sentia que tinha o “5º andar em construção” (como dizia uma querida professora minha). Sentia que ainda não tinha chegado e queria tanto chegar!
Não percebia que energia ou gás rico era aquele que me movia e me fazia procurar o local onde encontraria a minha maturidade, onde por fim descansaria e a partir dali seria: uma mulher madura.
Sabia que a maturidade havia de ser encontrada cá dentro, só não sabia o que devia fazer acontecer para que essa sensação, esse apaziguamento surgisse.
Por um lado queria permanecer alerta para o mundo, entusiasmada com todas as coisas, apaixonada e comovida por coisas simples e por outro queria ser madura, estável, tranquila, segura. Conciliar ambas as partes parecia-me uma tarefa impossível.
Imaginei nos primeiros anos da adolescência que aos 20 anos seria uma mulher sofisticada e madura. Jovem e sofisticada. Chegaram, os 20, os 30 e os 40 e sofisticação nem vê-la, pelo menos a mulher sofisticada que eu imaginava que seria nunca saiu (por enquanto) de dentro de mim. Imaginava que a estrofe da canção: “Ela não anda, ela desliza” seria uma espécie de epiteto à minha maturidade e que isso seria visível em algum momento no tempo.
No meu trabalho como coach encontro com alguma regularidade outras mulheres que questionam esta mesma sensação, que procuram encontrar a mulher madura que existe dentro de si sem quererem abrir mão da rebeldia, da ousadia, da comoção, do enamoramento que vive nas suas almas. Sentem-se ambivalentes entre o: se sou apaixonada por tudo e por nada não posso ser madura e o: Se sou uma mulher madura tenho que abdicar deste estado de enamoramento. Há mulheres, como eu já fui que querem ser Ricardo Reis ou Alberto Caeiro pensando que, por serem um, têm que abdicar do outro, esquecendo que onde estes existiam, viviam muitos outros seres conhecidos e outros que certamente terão ficado por conhecer.
Cheguei!
Sei hoje que cheguei não há muito tempo. Havia uma espécie de time lag entre a consciência e o que já existia dentro de mim. Cheguei provavelmente pouco tempo depois dos 40 anos. Claro que esta minha percepção actual é apenas isso: a minha percepção actual e, de facto, pouco importa…
Dentro de mim cohabitam uma hippie, uma yoggini, uma atleta, uma apaixonada pela natureza e pelas coisas simples, uma amante do conforto e da sofisticação, uma palestrante uma amante do silêncio, uma eterna aluna e uma facilitadora, e mais umas quantas personagens que ainda não conheço e que me proporcionam sensações ora intensas, ora subtis e que me permitem em cada momento ser quem eu quiser ser de forma livre pelo simples facto de que: Eu cheguei!
Como soube que já tinha chegado? Soube quando a consciência cresceu e meu deu a possibilidade de sentir que conduzo a minha vida.
Questiono-me sobre o que será a maturidade? – o que existe dentro de nós, o tipo de decisões que tomamos, a forma como conduzimos as nossas vidas, aquilo que conhecemos, a tranquilidade, a consciência?
A verdade é que não sei! Sei porém que para mim esta sensação chegou com a noção real de que apenas eu conduzo a minha vida e que disso tenho consciência, que as coisas são o que são, que há coisas que não posso mudar, que eu posso, se quiser, mudar, que a minha vida é a minha vida e por último… que, na realidade, está tudo bem!
21Abril2018
Ter aprendido a conversar comigo foi talvez a maior das aprendizagens.
Aprendemos a comunicar com os outros, até aprendemos qual a melhor forma para transmitir as nossas mensagens consoante a pessoa a quem nos dirigimos ou como comunicar com grupos, raramente falamos sobre como “conversar” com a pessoa com quem mais falamos de todas e com quem passamos 24 horas por dia, todos os dias da nossa vida, nós próprios.
Sabemos que o efeito nos outros ou em nós quando se nos dirigem de forma agressiva, antipática, diminuidora das nossas qualidades, competências ou de quem somos, nos pode deixar tristes, revoltados, com raiva, então, porque havemos nós de nos maltratar quando conversamos connosco se o resultado é conhecido?
Depois de termos consciência de que a forma como falamos connosco determina de forma muito forte a qualidade da nossa vida, podemos escolher ser mais amorosos, simpáticos e gentis connosco.
Se queremos que os outros tenham energia e força para avançar, como o fazemos? Incentivamos e somos afirmativos em relação ao seu potencial, certo? Connosco é igual!
Podes começar por treinar mesmo que, por não estares habituado a fazê-lo, isso te provoque alguma sensação estranha. Quando começamos a ir ao ginásio temos dores nos músculos e sabemos que isso trará bons resultados, aqui é igual.
Conversem convosco de forma incentivadora, positiva, confiante. Treinem durante algum tempo e depois partilhem os resultados com outras pessoas para que sejamos mais a avançar.
SIGA!
24Abril2018
A quantidade de “ses” e de “mas” que existem na tua vida determinam a forma e as cores da tua liberdade.
Os “ses” remetem-nos para algo que seria a condição que se se verificasse nos permitiria fazer diferente, ser diferente e, em última análise andar em frente. Se eu fosse…, se eu tivesse…, se eu soubesse… e por ai fora.
Os “mas” são as barreiras em que acreditamos e que, por acreditarmos nelas, nos impedem de avançar. Eu gostava de… mas…; eu quero… mas…; eu tenho vontade de… mas…
A conjugação de ambos, “ses” e “mas” é ultra poderosa. É como uma bola de ferro agrilhoada ao tornozelo, que garante que nos mantemos na nossa zona habitual, sem avançar.
Como sabes que os teus “ses” e “mas” são reais, são verdade?
Podemos sempre encontrar no mundo alguém que, com “ses” e “mas” como os teus, avançou como se não existissem ou como se não fossem uma prisão. Então como fazer?
Podes pensar “e se eu acreditasse que este “se” e/ou este “mas” não existissem ou não fossem verdade o que faria? Como faria?
Podemos, nas respostas às questões acima, encontrar pistas para entrar num novo patamar de liberdade.
SIGA!
25Abril2018
