Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
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Onde está a solução?
É útil, divertido e interessante pensar em tudo o que existe no mundo como uma unidade em si e, ao mesmo tempo, como parte de algo maior.
Por exemplo, cada um de nós faz parte de uma família, de um grupo de amigos, de um clube e, ao mesmo tempo, somos uma unidade, somos um ser humano com uma identidade própria.
Indo a um nível de detalhe maior, cada um dos nossos órgãos é um conjunto de células de diferentes tipos, organizadas de modo a darem forma e corpo a cada um deles. Cada célula é composta por um conjunto de moléculas, cada molécula por átomos e cada átomo contém em si electrões, protões e neutrões… e o meu conhecimento científico não chega para continuar este caminho em direcção à parte mais pequena.
É como se o mundo estivesse organizado em matrioskas. Cada matrioska é um todo em si e, em simultâneo, com todas as matrioskas mais pequenas, que estão dentro, faz parte da que é maior a si própria, e assim sucessivamente. Tudo é uma parte de algo ou de várias outras coisas (como o caso de pertença a uma família, a um clube, a um partido político, etc.) e tem uma expressão e identidade próprias.
Imaginem uma pessoa com um esgar de dor no rosto e com a mão colocada sobre a barriga. Sabemos que está com dor, o seu problema é a dor, e sabemos também que para a solucionarmos temos de investigar dentro do corpo, ao nível dos órgãos. O problema manifesta-se no corpo e a solução encontra-se numa parte do corpo.
Imaginem agora um clube desportivo, por exemplo, o seu departamento do futebol. Observamos que os resultados nos jogos não estão a ser bons. Sabemos que a solução se encontra, não ao nível do clube como todo, mas a um nível abaixo. Temos de investigar o que se passa com as partes que compõem o clube: treinador, direcção, jogadores, etc.
Com os nossos problemas é exactamente igual. A solução encontra-se dentro do todo em que ele nos surge, num nível abaixo.
Às vezes estamos tão envolvidos pela nossa realidade, pelos nossos desafios, que não conseguimos ver com clareza como os vamos solucionar. Ajuda-me muito pensar que cada desafio, cada situação, tem dentro de si um sub-nível mais pequeno, mais específico, onde posso promover a sua solução.
O quadro está torto!
Há pessoas que, mal entram numa sala onde há um quadro torto, de imediato, todo o seu foco vai para o quadro, quase como se internamente tivessem uma sirene que disparasse de cada vez que algo não está “no sítio”.
Quem já fez coaching comigo sabe que eu tomo notas em cada sessão, que no final são fotografadas pelos clientes. E não é que um dos meus clientes, na primeira sessão que fizemos, em que eu ia colocando folhas escritas numa mesa ao lado da minha cadeira, me perguntou “não se importa que eu arrume as folhas?” e, com a minha anuência, alinhou-as e fê-las coincidir, meticulosamente, parecendo que de apenas uma se tratava?
Por outro lado, há pessoas que, entrando em salas desarrumadas, com quadros tortos, com tapetes fora da esquadria, entram, sentam-se, fazem o que têm a fazer e integram toda a informação com igual valor, não se prendendo ao que é diferente, ao que está “fora do sítio”.
Há pessoas que umas vezes dão pelos “quadros tortos” e outras vezes não. Qualquer que seja o teu caso, está tudo bem, obviamente.
O que é interessante, tendo em conta esta informação, é que, existindo autoconhecimento sobre esta e outras nossas características, podemos tomar decisões incorporando toda a informação nas escolhas. Por exemplo, se eu tenho de decidir uma profissão e sou “alertada” por tudo o que está “fora do sítio”, se calhar posso ser cirurgião ou contabilista, pois esta é uma característica que dá muito jeito em ambos os casos.
Digamos que o autoconhecimento é uma espécie de acelerador de tomada de decisões, não lhes conferindo mais, nem menos qualidade (na minha opinião) no sentido em que, na imprevisibilidade da vida, nunca poderemos saber se cada decisão é melhor que uma outra que não foi, nem será, tomada. Sabemos apenas que cada decisão que tomamos é a melhor possível com os dados que temos.
Muitas relações profissionais, entre casais, ou noutra forma qualquer de associação entre humanos, são postas em risco porque, para um, os quadros estão sempre tortos e para o outro, está tudo bem. Este tipo de diferença é, muitas vezes, encarada como embirração, falta de boa vontade, gerando conflitos e minando relações. Há muitas características que, pela sua diferença e falta de consciência, podem levar a este mesmo resultado.
O autoconhecimento e o conhecimento que temos das características do outro podem ser a chave para o podermos aceitar e ter relações mais significativas e duradouras.
Presença, Amor e Silêncio
Para os nossos filhos, nós, que somos os adultos, temos a capacidade suprema de compreender e salvá-los das suas emoções, dos seus desafios. E essa capacidade vem do simples facto de que somos os adultos, somos os pais. Esta sua assunção é verdadeira e também é falsa.
É falsa porque muitas vezes não sabemos o que dizer, o que fazer para os apaziguar, às vezes parece que nem prestamos muita atenção porque nos magoa vê-los sofrer e não temos ideia de como apaziguar a dor, o desconforto ou a inquietação que sentem.
É verdadeira porque de tudo, o mais valioso que podemos entregar aos nossos filhos, mesmo quando não sabemos como fazer ou o que dizer para diminuir a sua dor ou o seu desconforto, é o nosso amor incondicional, a nossa presença e a partilha sincera da dificuldade que também nós estamos a sentir.
Sobre mapas, galáxias e universos
Os mapas do mundo dos outros são muito desafiantes!
Então não se está mesmo a ver que o meu é o certo, o bom? Não se está mesmo a ver que, se eu sou tão bem intencionada, o meu mapa do mundo é “o certo”?
A resposta é, obviamente (?), NÃO!!!
Cada um de nós tem a sua história, as suas vivências, a sua forma específica de as arrumar, desarrumar, baralhar, relacionar e construir o seu mapa.
Um grande passo no desenvolvimento pessoal acontece (no meu mapa do mundo 😉 ) quando aceito que as opções dos outros, as crenças dos outros são tão válidas como as minhas desde que obedeçam a um critério simples de potenciação da pegada de humanidade:
-é bom para mim?
-é bom para os outros?
-é bom agora e num horizonte temporal relevante?
Então, siga!
De cada vez que fazemos escolhas, sabendo que vão contra o mapa do mundo do outro (no meu mapa do mundo), estamos a não agir de acordo com as premissas por que pauto o meu comportamento e que permitem colocar em causa o respeito pelo outro e por mim.
Tem sido um forte pilar de crescimento não julgar a qualidade dos mapas do mundo dos outros. Olhar para eles apenas por aquilo que eles são: os mapas dos mundos dos outros. Sem os adjectivar, nem qualificar, podendo contudo decidir que não quero que este ou aquele mapa faça parte da minha galáxia, embora exista no mesmo universo. E aí, a escolha, não sendo boa, nem má, é apenas isso: a minha escolha.
Aqui podes comentar os textos diários, fazer partilhas, pedir informações ou dizer, simplesmente, olá
Perguntas que te podem dar boas pistas sobre por onde começar a tua mudança
1- Gostas dos cenários e dos palcos onde acontecem os vários actos da tua vida ou gostavas de mudar algum deles? todos?
2- O que sentes em relação à forma como representas os vários papéis nos vários palcos e cenários, da tua vida? Fazes o que queres fazer, como queres fazer?
3- Estás satisfeito com o conhecimento que tens, com o que sabes fazer? Sentes que estás a conseguir activar os recursos necessários para lidar com os desafios?
4- Sentes que os teus valores estão presentes na tua vida?
5- És quem queres ser? estás a representar um papel que parece não ser talhado para ti? Não sabes qual o teu papel?
6- Sentes que tens uma missão, uma intenção que engloba toda a tua vida? Estás a vivê-la?
Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
Para começares, começa.
A escuridão não consegue expulsar a escuridão; apenas a luz pode. O ódio não consegue eliminar o ódio; apenas o amor o consegue.
A maneira mais eficaz de fazer algo é fazê-lo.
Faz algo maravilhoso, as pessoas podem imitá-lo.
Se o consegues sonhar, consegues fazê-lo.
Na nossa vida, tal como na paleta de um artista, existe apenas uma cor que dá sentido à vida e à arte. É a cor do amor.

Diáriamente – Textos publicados no passado
Durante muito tempo, com 30, 35 ou mesmo 40 anos não me sentia uma mulher madura. Não sentia o que achava que sentiria uma mulher madura, uma mulher construída, acabada, pronta. Achava eu que existiria um estado de graça conferido pela maturidade que em algum momento do tempo surgiria e que me faria sentir e dizer: Cheguei!
Desde muito cedo, desde a adolescência tenho ideias bastante claras sobre alguns temas, algumas das minhas convicções vêm dessa altura tendo passado no crivo da utilidade e ecologia nos anos mais recentes. E mesmo assim, sendo tão pensante, sentia que tinha o “5º andar em construção” (como dizia uma querida professora minha). Sentia que ainda não tinha chegado e queria tanto chegar!
Não percebia que energia ou gás rico era aquele que me movia e me fazia procurar o local onde encontraria a minha maturidade, onde por fim descansaria e a partir dali seria: uma mulher madura.
Sabia que a maturidade havia de ser encontrada cá dentro, só não sabia o que devia fazer acontecer para que essa sensação, esse apaziguamento surgisse.
Por um lado queria permanecer alerta para o mundo, entusiasmada com todas as coisas, apaixonada e comovida por coisas simples e por outro queria ser madura, estável, tranquila, segura. Conciliar ambas as partes parecia-me uma tarefa impossível.
Imaginei nos primeiros anos da adolescência que aos 20 anos seria uma mulher sofisticada e madura. Jovem e sofisticada. Chegaram, os 20, os 30 e os 40 e sofisticação nem vê-la, pelo menos a mulher sofisticada que eu imaginava que seria nunca saiu (por enquanto) de dentro de mim. Imaginava que a estrofe da canção: “Ela não anda, ela desliza” seria uma espécie de epiteto à minha maturidade e que isso seria visível em algum momento no tempo.
No meu trabalho como coach encontro com alguma regularidade outras mulheres que questionam esta mesma sensação, que procuram encontrar a mulher madura que existe dentro de si sem quererem abrir mão da rebeldia, da ousadia, da comoção, do enamoramento que vive nas suas almas. Sentem-se ambivalentes entre o: se sou apaixonada por tudo e por nada não posso ser madura e o: Se sou uma mulher madura tenho que abdicar deste estado de enamoramento. Há mulheres, como eu já fui que querem ser Ricardo Reis ou Alberto Caeiro pensando que, por serem um, têm que abdicar do outro, esquecendo que onde estes existiam, viviam muitos outros seres conhecidos e outros que certamente terão ficado por conhecer.
Cheguei!
Sei hoje que cheguei não há muito tempo. Havia uma espécie de time lag entre a consciência e o que já existia dentro de mim. Cheguei provavelmente pouco tempo depois dos 40 anos. Claro que esta minha percepção actual é apenas isso: a minha percepção actual e, de facto, pouco importa…
Dentro de mim cohabitam uma hippie, uma yoggini, uma atleta, uma apaixonada pela natureza e pelas coisas simples, uma amante do conforto e da sofisticação, uma palestrante uma amante do silêncio, uma eterna aluna e uma facilitadora, e mais umas quantas personagens que ainda não conheço e que me proporcionam sensações ora intensas, ora subtis e que me permitem em cada momento ser quem eu quiser ser de forma livre pelo simples facto de que: Eu cheguei!
Como soube que já tinha chegado? Soube quando a consciência cresceu e meu deu a possibilidade de sentir que conduzo a minha vida.
Questiono-me sobre o que será a maturidade? – o que existe dentro de nós, o tipo de decisões que tomamos, a forma como conduzimos as nossas vidas, aquilo que conhecemos, a tranquilidade, a consciência?
A verdade é que não sei! Sei porém que para mim esta sensação chegou com a noção real de que apenas eu conduzo a minha vida e que disso tenho consciência, que as coisas são o que são, que há coisas que não posso mudar, que eu posso, se quiser, mudar, que a minha vida é a minha vida e por último… que, na realidade, está tudo bem!
21Abril2018
Ter aprendido a conversar comigo foi talvez a maior das aprendizagens.
Aprendemos a comunicar com os outros, até aprendemos qual a melhor forma para transmitir as nossas mensagens consoante a pessoa a quem nos dirigimos ou como comunicar com grupos, raramente falamos sobre como “conversar” com a pessoa com quem mais falamos de todas e com quem passamos 24 horas por dia, todos os dias da nossa vida, nós próprios.
Sabemos que o efeito nos outros ou em nós quando se nos dirigem de forma agressiva, antipática, diminuidora das nossas qualidades, competências ou de quem somos, nos pode deixar tristes, revoltados, com raiva, então, porque havemos nós de nos maltratar quando conversamos connosco se o resultado é conhecido?
Depois de termos consciência de que a forma como falamos connosco determina de forma muito forte a qualidade da nossa vida, podemos escolher ser mais amorosos, simpáticos e gentis connosco.
Se queremos que os outros tenham energia e força para avançar, como o fazemos? Incentivamos e somos afirmativos em relação ao seu potencial, certo? Connosco é igual!
Podes começar por treinar mesmo que, por não estares habituado a fazê-lo, isso te provoque alguma sensação estranha. Quando começamos a ir ao ginásio temos dores nos músculos e sabemos que isso trará bons resultados, aqui é igual.
Conversem convosco de forma incentivadora, positiva, confiante. Treinem durante algum tempo e depois partilhem os resultados com outras pessoas para que sejamos mais a avançar.
SIGA!
24Abril2018
A quantidade de “ses” e de “mas” que existem na tua vida determinam a forma e as cores da tua liberdade.
Os “ses” remetem-nos para algo que seria a condição que se se verificasse nos permitiria fazer diferente, ser diferente e, em última análise andar em frente. Se eu fosse…, se eu tivesse…, se eu soubesse… e por ai fora.
Os “mas” são as barreiras em que acreditamos e que, por acreditarmos nelas, nos impedem de avançar. Eu gostava de… mas…; eu quero… mas…; eu tenho vontade de… mas…
A conjugação de ambos, “ses” e “mas” é ultra poderosa. É como uma bola de ferro agrilhoada ao tornozelo, que garante que nos mantemos na nossa zona habitual, sem avançar.
Como sabes que os teus “ses” e “mas” são reais, são verdade?
Podemos sempre encontrar no mundo alguém que, com “ses” e “mas” como os teus, avançou como se não existissem ou como se não fossem uma prisão. Então como fazer?
Podes pensar “e se eu acreditasse que este “se” e/ou este “mas” não existissem ou não fossem verdade o que faria? Como faria?
Podemos, nas respostas às questões acima, encontrar pistas para entrar num novo patamar de liberdade.
SIGA!
25Abril2018
