Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
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Já Cuidaste de ti hoje?
Para algumas pessoas, a designação “Parentalidade Consciente” pode ser desafiante porque lhes pode colocar a questão: “Ah! Pois… eu não sou consciente e este pessoal da Parentalidade Consciente é que agora me vem ensinar a ser consciente?” ou ainda “Então agora vêm-me ensinar a ser mãe ou pai, tio(a) ou avô(ó), então eu não sei desempenhar esse papel?”
Claro que sabem! Claro que já são mães, pais, tios(as), avôs(ós)!
Esta designação que inclui uma referência à consciência pode-nos fazer imaginar que é um modelo que assenta no pensamento, na formalidade de procedimentos, e comportamentos ou acções específicas quando na realidade a Parentalidade Consciente nos orienta principalmente para a ligação, para a conexão, para o porto seguro, para a saúde da autoestima, que queremos construir com e para os nossos filhos.
A Parentalidade Consciente quando me foi apresentada, foi um encantamento porque eu sentia mesmo que necessitava de trazer mais consciência à minha missão e, só o nome me agradava porque na altura me sentia pouco consciente em relação à forma como educava sendo que a principal falta de consciência que existia era em relação aos meus limites, às minhas necessidades e ao que eu sentia.
O facto de ser facilitadora de parentalidade consciente não faz de mim melhor mãe que as outras mães, faz de mim apenas esta mãe, que é o que é, como é, e que sente a missão de partilhar aquilo em que acredita com quem me procurar.
Já cuidaste de ti hoje?
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Tu consegues!
Explorar é bom, saudável, estimulante e satisfaz uma necessidade, a necessidade de experiência, de aventura e também de superação.
É nesse treino exploratório que as crianças aprendem algumas das competências que lhes farão falta na vida. Aprendem que o desconhecido pode ser conhecido, que explorar pode ser divertido, que treinando conseguem mais e melhor, que a persistência é necessária para atingir alguns objectivos, que conseguem ativar a coragem quando dela necessitam, que às vezes o corpo se magoa, que é necessário proteger o corpo e acima de tudo aprendem a tomar decisões, a garantir a sua integridade e que são capazes.
Há muitos, muitos anos trabalhei com uma pessoa, excelente executante de tarefas, exímia na arte de descrever perigos e falhas previsíveis e, no entanto, com uma quase total incapacidade de tomar decisões, de escolher caminhos ou de assumir posições que não fossem de cautela. O nosso Director, que tinha uma abordagem aos colaboradores de confiança, o que permitia crescermos, experimentarmos, acreditava, muitas vezes, mais em nós do que nós próprios, que éramos capazes, e provocava nesse colaborador uma sensação de quase pânico. Soube que, neste caso, com este colaborador, não existiu em criança a possibilidade de treinar e validar as suas capacidades a si próprio, pois tal como o próprio referiu, tudo era perigoso e proibido.
Cabe aos pais serem responsáveis pela segurança dos seus filhos encontrando espaços onde se possam mover em liberdade, onde possam experienciar, experimentar e desenvolver as suas capacidades. É neste equilíbrio entre a segurança e vigilância dos pais e a entrega de liberdade e experiência que o crescimento e desenvolvimento também acontecem.
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O maior dos desafios…
O que será preciso para que, com tantos desafios de tantas origens diferentes, com tantos acontecimentos na vida consigamos seguir em frente com discernimento, tranquilidade e gozando a paisagem?
Há momentos em que os desafios são inúmeros e não queremos deixar nada para trás. Nesses momentos , nessas fases, é importante a disciplina, a disciplina mental de nos focarmos num tema de cada vez colocando os que estão em espera numa espécie de nuvem que pode ficar ali mesmo à mão de semear, sabendo que a seguir a um assunto te ocuparás com outro e que nenhum dos outros está perdido ou esquecido, está apenas na nuvem a aguardar a tua atenção. Pode ajudar mantê-los escritos e organizados num papel que transportes. Pode ajudar imaginar a nuvem perto de ti, onde a quiseres colocar, até podes imaginar que um fio a prende ao teu pulso como se faz com os balões das crianças, até podes imaginar que eles, os teus desafios, ficam guardados numa música que escolhas.
Depois de te ocupares com um dos temas, podes guardá-lo e ocupares-te de outro. A mim parece-me interessante que um dos temas seja tempo para ti, para te centrares. Pode ser pouco, é importante que exista, porque tu mereces!
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O que é importante vem de dentro…
A necessidade de mudar de vida, de mudar algo, de ter uma vida diferente, de sair, de ir, é muitas vezes sentida como uma necessidade de fuga física, de eliminação do que provoca desconforto. E esta é uma mudança que em alguns casos pode resultar, noutros resultará durante algum tempo. No entanto, para que a mudança de vida, a saída, a ida, seja real ela tem de acontecer dentro de nós. Só quando dentro existe espaço para aceitar que o interior tem que ser cuidado e nutrido e nele encontrado o amor por nós próprios, existem condições reais, sólidas para que o que se passa cá fora possa ser sentido e vivido de forma diferente.
O desenvolvimento pessoal é uma aventura que acontece cá dentro e que, por mudar o interior, nos oferece a possibilidade de, de forma nova, ver, ouvir e sentir e, por isso acontecer, e por ganharmos também luz podemos, eventualmente, contribuir para a iluminação do mundo e de quem anda por perto.
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Perguntas que te podem dar boas pistas sobre por onde começar a tua mudança
1- Gostas dos cenários e dos palcos onde acontecem os vários actos da tua vida ou gostavas de mudar algum deles? todos?
2- O que sentes em relação à forma como representas os vários papéis nos vários palcos e cenários, da tua vida? Fazes o que queres fazer, como queres fazer?
3- Estás satisfeito com o conhecimento que tens, com o que sabes fazer? Sentes que estás a conseguir activar os recursos necessários para lidar com os desafios?
4- Sentes que os teus valores estão presentes na tua vida?
5- És quem queres ser? estás a representar um papel que parece não ser talhado para ti? Não sabes qual o teu papel?
6- Sentes que tens uma missão, uma intenção que engloba toda a tua vida? Estás a vivê-la?
Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
Para começares, começa.
A escuridão não consegue expulsar a escuridão; apenas a luz pode. O ódio não consegue eliminar o ódio; apenas o amor o consegue.
A maneira mais eficaz de fazer algo é fazê-lo.
Faz algo maravilhoso, as pessoas podem imitá-lo.
Se o consegues sonhar, consegues fazê-lo.
Na nossa vida, tal como na paleta de um artista, existe apenas uma cor que dá sentido à vida e à arte. É a cor do amor.

Diáriamente – Textos publicados no passado
Durante muito tempo, com 30, 35 ou mesmo 40 anos não me sentia uma mulher madura. Não sentia o que achava que sentiria uma mulher madura, uma mulher construída, acabada, pronta. Achava eu que existiria um estado de graça conferido pela maturidade que em algum momento do tempo surgiria e que me faria sentir e dizer: Cheguei!
Desde muito cedo, desde a adolescência tenho ideias bastante claras sobre alguns temas, algumas das minhas convicções vêm dessa altura tendo passado no crivo da utilidade e ecologia nos anos mais recentes. E mesmo assim, sendo tão pensante, sentia que tinha o “5º andar em construção” (como dizia uma querida professora minha). Sentia que ainda não tinha chegado e queria tanto chegar!
Não percebia que energia ou gás rico era aquele que me movia e me fazia procurar o local onde encontraria a minha maturidade, onde por fim descansaria e a partir dali seria: uma mulher madura.
Sabia que a maturidade havia de ser encontrada cá dentro, só não sabia o que devia fazer acontecer para que essa sensação, esse apaziguamento surgisse.
Por um lado queria permanecer alerta para o mundo, entusiasmada com todas as coisas, apaixonada e comovida por coisas simples e por outro queria ser madura, estável, tranquila, segura. Conciliar ambas as partes parecia-me uma tarefa impossível.
Imaginei nos primeiros anos da adolescência que aos 20 anos seria uma mulher sofisticada e madura. Jovem e sofisticada. Chegaram, os 20, os 30 e os 40 e sofisticação nem vê-la, pelo menos a mulher sofisticada que eu imaginava que seria nunca saiu (por enquanto) de dentro de mim. Imaginava que a estrofe da canção: “Ela não anda, ela desliza” seria uma espécie de epiteto à minha maturidade e que isso seria visível em algum momento no tempo.
No meu trabalho como coach encontro com alguma regularidade outras mulheres que questionam esta mesma sensação, que procuram encontrar a mulher madura que existe dentro de si sem quererem abrir mão da rebeldia, da ousadia, da comoção, do enamoramento que vive nas suas almas. Sentem-se ambivalentes entre o: se sou apaixonada por tudo e por nada não posso ser madura e o: Se sou uma mulher madura tenho que abdicar deste estado de enamoramento. Há mulheres, como eu já fui que querem ser Ricardo Reis ou Alberto Caeiro pensando que, por serem um, têm que abdicar do outro, esquecendo que onde estes existiam, viviam muitos outros seres conhecidos e outros que certamente terão ficado por conhecer.
Cheguei!
Sei hoje que cheguei não há muito tempo. Havia uma espécie de time lag entre a consciência e o que já existia dentro de mim. Cheguei provavelmente pouco tempo depois dos 40 anos. Claro que esta minha percepção actual é apenas isso: a minha percepção actual e, de facto, pouco importa…
Dentro de mim cohabitam uma hippie, uma yoggini, uma atleta, uma apaixonada pela natureza e pelas coisas simples, uma amante do conforto e da sofisticação, uma palestrante uma amante do silêncio, uma eterna aluna e uma facilitadora, e mais umas quantas personagens que ainda não conheço e que me proporcionam sensações ora intensas, ora subtis e que me permitem em cada momento ser quem eu quiser ser de forma livre pelo simples facto de que: Eu cheguei!
Como soube que já tinha chegado? Soube quando a consciência cresceu e meu deu a possibilidade de sentir que conduzo a minha vida.
Questiono-me sobre o que será a maturidade? – o que existe dentro de nós, o tipo de decisões que tomamos, a forma como conduzimos as nossas vidas, aquilo que conhecemos, a tranquilidade, a consciência?
A verdade é que não sei! Sei porém que para mim esta sensação chegou com a noção real de que apenas eu conduzo a minha vida e que disso tenho consciência, que as coisas são o que são, que há coisas que não posso mudar, que eu posso, se quiser, mudar, que a minha vida é a minha vida e por último… que, na realidade, está tudo bem!
21Abril2018
Ter aprendido a conversar comigo foi talvez a maior das aprendizagens.
Aprendemos a comunicar com os outros, até aprendemos qual a melhor forma para transmitir as nossas mensagens consoante a pessoa a quem nos dirigimos ou como comunicar com grupos, raramente falamos sobre como “conversar” com a pessoa com quem mais falamos de todas e com quem passamos 24 horas por dia, todos os dias da nossa vida, nós próprios.
Sabemos que o efeito nos outros ou em nós quando se nos dirigem de forma agressiva, antipática, diminuidora das nossas qualidades, competências ou de quem somos, nos pode deixar tristes, revoltados, com raiva, então, porque havemos nós de nos maltratar quando conversamos connosco se o resultado é conhecido?
Depois de termos consciência de que a forma como falamos connosco determina de forma muito forte a qualidade da nossa vida, podemos escolher ser mais amorosos, simpáticos e gentis connosco.
Se queremos que os outros tenham energia e força para avançar, como o fazemos? Incentivamos e somos afirmativos em relação ao seu potencial, certo? Connosco é igual!
Podes começar por treinar mesmo que, por não estares habituado a fazê-lo, isso te provoque alguma sensação estranha. Quando começamos a ir ao ginásio temos dores nos músculos e sabemos que isso trará bons resultados, aqui é igual.
Conversem convosco de forma incentivadora, positiva, confiante. Treinem durante algum tempo e depois partilhem os resultados com outras pessoas para que sejamos mais a avançar.
SIGA!
24Abril2018
A quantidade de “ses” e de “mas” que existem na tua vida determinam a forma e as cores da tua liberdade.
Os “ses” remetem-nos para algo que seria a condição que se se verificasse nos permitiria fazer diferente, ser diferente e, em última análise andar em frente. Se eu fosse…, se eu tivesse…, se eu soubesse… e por ai fora.
Os “mas” são as barreiras em que acreditamos e que, por acreditarmos nelas, nos impedem de avançar. Eu gostava de… mas…; eu quero… mas…; eu tenho vontade de… mas…
A conjugação de ambos, “ses” e “mas” é ultra poderosa. É como uma bola de ferro agrilhoada ao tornozelo, que garante que nos mantemos na nossa zona habitual, sem avançar.
Como sabes que os teus “ses” e “mas” são reais, são verdade?
Podemos sempre encontrar no mundo alguém que, com “ses” e “mas” como os teus, avançou como se não existissem ou como se não fossem uma prisão. Então como fazer?
Podes pensar “e se eu acreditasse que este “se” e/ou este “mas” não existissem ou não fossem verdade o que faria? Como faria?
Podemos, nas respostas às questões acima, encontrar pistas para entrar num novo patamar de liberdade.
SIGA!
25Abril2018
