Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
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Afinal o que é ser Boa Pessoa?
Afinal o que é ser boa pessoa?
Em PNL (Programação Neurolinguística) chamamos nominalismos a substantivos abstratos cuja interpretação varia de pessoa para pessoa e que podem ser usados com interpretações diferentes. Por exemplo, se eu digo que uma pessoa é bondosa e alguém concorda comigo sobre essa mesma pessoa e característica, isso não significa que nos referimos exatamente à mesma característica, significa que ambos encontramos, eventualmente da mesma forma, a existência dessa característica em algum aspecto da pessoa e que para nós é significativo.
Ser boa pessoa depende mais da percepção de quem está perante o outro do que, intrinsecamente, do próprio. Para algumas pessoas a definição do que é ser “Boa Pessoa” depende da forma como cada um contribui para o bem estar da sua comunidade, da sua empresa, da sua família, do seu grupo, para outras bastará que seja simpático e afável ao trato, para outras será um conjunto de características. Existe um espectro muito alargado, usado para classificar uma pessoa de “Boa” e que depende de quem observa e do contexto.
Recentemente, tenho observado insultos e mais insultos e ataques a pessoas que conheço e que para mim são Boas Pessoas. Pessoas que conjugam a intenção de contribuir positivamente para o bem da humanidade, estão disponíveis para ativamente, por elas e pelos outros, se exporem partilhando a sua opinião e informação validada e que, por terem uma opinião diferente da dos outros são apedrejadas com todo o tipo de palavras e agressões verbais.
O engraçado da humanidade é que me imagino, conhecendo essas mesmas pessoas que se dedicam a insultar os outros, a achar que são boas pessoas, que, eventualmente, a sua intenção é exactamente igual à de quem está a sofrer o ataque e que há-de ser algo parecido com: “O melhor para mim e para os outros”.
Habituarmo-nos, treinarmo-nos a vermos os outros com os olhos humanos do “Todos diferentes, todos iguais” pode levar-nos, curiosamente, à conclusão de que afinal todos somos Pessoas, uns com mais jeito para o ser, outros mais desajeitados, lá no fundo, todos pessoas, todos humanos, Todos!
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Está tudo bem 😉
Nem todas as pessoas se entusiasmam com o desenvolvimento pessoal. Há quem esteja viciado em cursos, workshops e palestras e há quem não queira ouvir falar do pessoal esquisito que acha que “está tudo bem!”.
O mundo está cheio de pessoas a viverem grandes crises e, obviamente, quem acha que “está tudo bem” também tem desafios e crises, então que loucura é esta de andarem irritantemente a insistir no “está tudo bem”?
Desafios existirão sempre. A única condição para que tal aconteça é a existência de humanos. No entanto, se observarmos com atenção, podemos constatar que nas maiores crises há pessoas que colapsam, que se queixam, pessoas que ficam imóveis, sem reação, há as que lutam constantemente e ainda as que iniciam um processo de fuga constante. Por outro lado há pessoas que, apesar dos desafios, das condições de vida, da inevitabilidade do que acontece, encontram formas de seguir dançando com a realidade.
O mundo é o mesmo, a realidade é aparentemente a mesma, então qual a diferença?
A diferença é apenas a forma como arrumamos dentro de nós a realidade e como nos relacionamos com a arrumação.
Claro que o desenvolvimento pessoal não trata dos outros, do interior dos outros, do desenvolvimento dos outros, nem corrige injustiças, críses, desgraças, traições ou desonestidades. Aqui neste reduto apenas tratamos de nós, de cada um que decide encontrar a melhor versão de si mesmo onde ela sempre se encontrou, no interior e, por isso acontecer, aumenta a probabilidade de ter um impacto positivo na vida de outras pessoas.
Às vezes imagino como seria se todas as pessoas se entregassem a descobrir mais do que existe dentro delas, a arrumar as suas gavetas, que recursos encontrariam para melhor lidarem com os seus desafios, com o que não podem mudar, e, que impacto teriam no mundo de uma forma global?
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A memória também tem eclipses
Já vos aconteceu planearem um discurso inteiro, inteirinho, e depois na hora de o reproduzirem não saiu nada ou o que saiu não teve nada a ver com a eloquência imaginária que tiveram no ensaio?
Já vos aconteceu estudarem, estudarem saberem bem a matéria, ao ponto de os colegas esclarecerem dúvidas convosco e depois no momento do exame os vossos colegas terem notas altas e vocês uma nota desinteressante porque ficaram em branco?
Já vos aconteceu prepararem-se para uma reunião, dominarem bem o tema e no momento da discussão todos os argumentos, toda a demonstração, todos os exemplos ou teoria planeados estão apagados ou desfocados e sentem-se como um míope a ver ao longe?
Como sabem, se a informação, o conhecimento, a opinião, o fundamento já existia dentro, antes de se eclipsar, durante o eclipse também lá estava. O que aconteceu, foi que, tal como num eclipse, algo se sobrepôs e ocultou a informação de tal modo que foi como se ela tivesse desaparecido.
O primeiro passo para alterar esta situação é identificar o que nos altera o estado. Qual é o planeta que se interpõe entre nós e a clareza. Pode ser só o desconforto de um sítio físico diferente, pode ser o foco ansioso no resultado que nos desvia do processo, pode ser o medo de falhar ou de fazer má figura ou tantas outras possibilidades. A consciência sobre o gatilho que despoleta o estado é o que permitirá aceder a estados mais interessantes por transformarmos o disparo em algo que funcionará a nosso favor em vez de ser um tiro no próprio pé.
Este é um processo que frequentemente se trabalha em Programação Neurolinguística.
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A (Im)perfeição Perfeita
Com frequência recebo clientes cujo principal desafio é lidar com a ansiedade e com mais alguns sintomas satélite que variam de pessoa para pessoa. Na maioria são pessoas perfeccionistas que se especializaram em procurar a perfeição e, sem ter consciência clara de que essa não existe ou que para a sua alta fasquia nunca poderá ser atingida (até porque a fasquia é continuamente içada ou avançada), gastam imensa energia colocando o foco num resultado ideal que acontece nas suas mentes e que continuamente é fabricado. À medida que avançam no processo em direcção ao resultado vão colocando a meta sempre mais à frente, como naquela imagem da cenoura suspensa à frente, garantindo por inerência que nunca lá chegarão.
Tenho também constatado dois tipos de resultados que advêm daqui, de acordo com os próprios clientes depois de um processo de coaching de tomada de consciência sobre o que se está a passar nas suas vidas.
Por um lado há pessoas que, mantendo o foco na suposta perfeição, acabaram com os seus sonhos, com projectos pessoais, quase como se a lâmpada que se acende quando temos um sonho estivesse fundida, sem capacidade de se acender e isto mantém-nas afastadas da frustração – não sonham, não tentam, não há possibilidade de frustração.
Por outro lado, encontro clientes cujos níveis de ansiedade avançam a galope transformando-se em sintomas que se intrometem de forma ainda mais determinante nas suas vidas porque se comparam com outras pessoas, até com personagens de filmes ou ideias de perfeição que apenas existem na sua mente e que têm resultados que gostariam fossem os seus, sem perceberem que o gasto de energia na comparação e no processo de criação de expectativas e conseguinte frustração lhes rouba a possibilidade de exercitarem de forma mais poderosa os seus recursos e de acederem à sua melhor versão, alimentando a ansiedade.
Tenho verificado que quando a ansiedade em relação ao futuro diminui a qualidade de vida aumenta exponencialmente. O foco no processo, em viver o presente, com o foco no processo em cada momento, sem perder de vista, obviamente, o local para onde nos estamos a deslocar, é um treino e uma escolha que valem um tesouro.
Foco no presente, no processo, não criação de expectativas em relação a um resultado específico são grande parte da receita de uma vida com mais qualidade e, paradoxalmente, com resultados que trazem mais satisfação e felicidade a quem os produz.
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Aqui podes comentar os textos diários, fazer partilhas, pedir informações ou dizer, simplesmente, olá
Perguntas que te podem dar boas pistas sobre por onde começar a tua mudança
1- Gostas dos cenários e dos palcos onde acontecem os vários actos da tua vida ou gostavas de mudar algum deles? todos?
2- O que sentes em relação à forma como representas os vários papéis nos vários palcos e cenários, da tua vida? Fazes o que queres fazer, como queres fazer?
3- Estás satisfeito com o conhecimento que tens, com o que sabes fazer? Sentes que estás a conseguir activar os recursos necessários para lidar com os desafios?
4- Sentes que os teus valores estão presentes na tua vida?
5- És quem queres ser? estás a representar um papel que parece não ser talhado para ti? Não sabes qual o teu papel?
6- Sentes que tens uma missão, uma intenção que engloba toda a tua vida? Estás a vivê-la?
Sessão Estratégica
A Sessão Estratégica é uma sessão preliminar em que coach e coachee se conhecem e definem o âmbito do projecto de coaching. É uma sessão gratuita.
Para começares, começa.
A escuridão não consegue expulsar a escuridão; apenas a luz pode. O ódio não consegue eliminar o ódio; apenas o amor o consegue.
A maneira mais eficaz de fazer algo é fazê-lo.
Faz algo maravilhoso, as pessoas podem imitá-lo.
Se o consegues sonhar, consegues fazê-lo.
Na nossa vida, tal como na paleta de um artista, existe apenas uma cor que dá sentido à vida e à arte. É a cor do amor.

Diáriamente – Textos publicados no passado
Durante muito tempo, com 30, 35 ou mesmo 40 anos não me sentia uma mulher madura. Não sentia o que achava que sentiria uma mulher madura, uma mulher construída, acabada, pronta. Achava eu que existiria um estado de graça conferido pela maturidade que em algum momento do tempo surgiria e que me faria sentir e dizer: Cheguei!
Desde muito cedo, desde a adolescência tenho ideias bastante claras sobre alguns temas, algumas das minhas convicções vêm dessa altura tendo passado no crivo da utilidade e ecologia nos anos mais recentes. E mesmo assim, sendo tão pensante, sentia que tinha o “5º andar em construção” (como dizia uma querida professora minha). Sentia que ainda não tinha chegado e queria tanto chegar!
Não percebia que energia ou gás rico era aquele que me movia e me fazia procurar o local onde encontraria a minha maturidade, onde por fim descansaria e a partir dali seria: uma mulher madura.
Sabia que a maturidade havia de ser encontrada cá dentro, só não sabia o que devia fazer acontecer para que essa sensação, esse apaziguamento surgisse.
Por um lado queria permanecer alerta para o mundo, entusiasmada com todas as coisas, apaixonada e comovida por coisas simples e por outro queria ser madura, estável, tranquila, segura. Conciliar ambas as partes parecia-me uma tarefa impossível.
Imaginei nos primeiros anos da adolescência que aos 20 anos seria uma mulher sofisticada e madura. Jovem e sofisticada. Chegaram, os 20, os 30 e os 40 e sofisticação nem vê-la, pelo menos a mulher sofisticada que eu imaginava que seria nunca saiu (por enquanto) de dentro de mim. Imaginava que a estrofe da canção: “Ela não anda, ela desliza” seria uma espécie de epiteto à minha maturidade e que isso seria visível em algum momento no tempo.
No meu trabalho como coach encontro com alguma regularidade outras mulheres que questionam esta mesma sensação, que procuram encontrar a mulher madura que existe dentro de si sem quererem abrir mão da rebeldia, da ousadia, da comoção, do enamoramento que vive nas suas almas. Sentem-se ambivalentes entre o: se sou apaixonada por tudo e por nada não posso ser madura e o: Se sou uma mulher madura tenho que abdicar deste estado de enamoramento. Há mulheres, como eu já fui que querem ser Ricardo Reis ou Alberto Caeiro pensando que, por serem um, têm que abdicar do outro, esquecendo que onde estes existiam, viviam muitos outros seres conhecidos e outros que certamente terão ficado por conhecer.
Cheguei!
Sei hoje que cheguei não há muito tempo. Havia uma espécie de time lag entre a consciência e o que já existia dentro de mim. Cheguei provavelmente pouco tempo depois dos 40 anos. Claro que esta minha percepção actual é apenas isso: a minha percepção actual e, de facto, pouco importa…
Dentro de mim cohabitam uma hippie, uma yoggini, uma atleta, uma apaixonada pela natureza e pelas coisas simples, uma amante do conforto e da sofisticação, uma palestrante uma amante do silêncio, uma eterna aluna e uma facilitadora, e mais umas quantas personagens que ainda não conheço e que me proporcionam sensações ora intensas, ora subtis e que me permitem em cada momento ser quem eu quiser ser de forma livre pelo simples facto de que: Eu cheguei!
Como soube que já tinha chegado? Soube quando a consciência cresceu e meu deu a possibilidade de sentir que conduzo a minha vida.
Questiono-me sobre o que será a maturidade? – o que existe dentro de nós, o tipo de decisões que tomamos, a forma como conduzimos as nossas vidas, aquilo que conhecemos, a tranquilidade, a consciência?
A verdade é que não sei! Sei porém que para mim esta sensação chegou com a noção real de que apenas eu conduzo a minha vida e que disso tenho consciência, que as coisas são o que são, que há coisas que não posso mudar, que eu posso, se quiser, mudar, que a minha vida é a minha vida e por último… que, na realidade, está tudo bem!
21Abril2018
Ter aprendido a conversar comigo foi talvez a maior das aprendizagens.
Aprendemos a comunicar com os outros, até aprendemos qual a melhor forma para transmitir as nossas mensagens consoante a pessoa a quem nos dirigimos ou como comunicar com grupos, raramente falamos sobre como “conversar” com a pessoa com quem mais falamos de todas e com quem passamos 24 horas por dia, todos os dias da nossa vida, nós próprios.
Sabemos que o efeito nos outros ou em nós quando se nos dirigem de forma agressiva, antipática, diminuidora das nossas qualidades, competências ou de quem somos, nos pode deixar tristes, revoltados, com raiva, então, porque havemos nós de nos maltratar quando conversamos connosco se o resultado é conhecido?
Depois de termos consciência de que a forma como falamos connosco determina de forma muito forte a qualidade da nossa vida, podemos escolher ser mais amorosos, simpáticos e gentis connosco.
Se queremos que os outros tenham energia e força para avançar, como o fazemos? Incentivamos e somos afirmativos em relação ao seu potencial, certo? Connosco é igual!
Podes começar por treinar mesmo que, por não estares habituado a fazê-lo, isso te provoque alguma sensação estranha. Quando começamos a ir ao ginásio temos dores nos músculos e sabemos que isso trará bons resultados, aqui é igual.
Conversem convosco de forma incentivadora, positiva, confiante. Treinem durante algum tempo e depois partilhem os resultados com outras pessoas para que sejamos mais a avançar.
SIGA!
24Abril2018
A quantidade de “ses” e de “mas” que existem na tua vida determinam a forma e as cores da tua liberdade.
Os “ses” remetem-nos para algo que seria a condição que se se verificasse nos permitiria fazer diferente, ser diferente e, em última análise andar em frente. Se eu fosse…, se eu tivesse…, se eu soubesse… e por ai fora.
Os “mas” são as barreiras em que acreditamos e que, por acreditarmos nelas, nos impedem de avançar. Eu gostava de… mas…; eu quero… mas…; eu tenho vontade de… mas…
A conjugação de ambos, “ses” e “mas” é ultra poderosa. É como uma bola de ferro agrilhoada ao tornozelo, que garante que nos mantemos na nossa zona habitual, sem avançar.
Como sabes que os teus “ses” e “mas” são reais, são verdade?
Podemos sempre encontrar no mundo alguém que, com “ses” e “mas” como os teus, avançou como se não existissem ou como se não fossem uma prisão. Então como fazer?
Podes pensar “e se eu acreditasse que este “se” e/ou este “mas” não existissem ou não fossem verdade o que faria? Como faria?
Podemos, nas respostas às questões acima, encontrar pistas para entrar num novo patamar de liberdade.
SIGA!
25Abril2018
