Project Description
Fazemos escolhas constantemente. Não temos noção da quantidade de escolhas que fazemos ao longo de um dia: sento-me ou fico de pé? Sento-me no chão, na almofada, na cadeira ou no sofá? Como isto ou aquilo? Vou ou fico? Bebo água ou sumo? Telefono agora ou mais tarde? Estas escolhas sucedem-se e na maior parte das vezes nem temos consciência de que o fazemos, normalmente, estamos em piloto automático.
Nas decisões mais importantes, nas que requerem mais atenção, e que o piloto automático não é suficiente para fazer uma escolha, podemos andar dias a sopesar prós e contras, a imaginar as consequências que podem acontecer e por ai fora até conseguirmos decidir.
E se as nossas escolhas, os nossos comportamentos tivessem por base a questão:
Estou a escolher por amor ou por medo?
Acredito mesmo que esta pergunta pode mudar uma vida. A consciência de de onde vem a dúvida, de onde vem a dificuldade da escolha, do medo ou do amor, pode dar novo significado às nossas vidas.
É importante percebermos que o medo não existe. O medo tem o tamanho e expressão que lhe atribuímos dentro de nós. Há situações, contextos, escolhas que nos assustam e que para com elas lidarmos é necessário aferirmos se o medo que temos vem de um perigo real ou de um filme que estamos a construir e que apenas existe dentro de nós.
Quando escolhemos por medo afastamo-nos de nós, do nosso caminho, da possibilidade de cumprir o nosso propósito.
Escolher por amor pode ser por amor a nós próprios, por amor aos outros, ao mundo… Quando fazemos escolhas por amor estamos a ir ao nosso encontro e a oferecermo-nos um upgrade instantâneo, a alargarmos o nosso circulo de existência e a entregarmos a nós próprios o poder de nos construirmos e fortalecermos no amor.