Project Description
É interessante tomar consciência sobre o local de onde vêm as nossas decisões. De um sítio de amor ou de um sítio de medo? Nem sempre é claro. A mesma escolha pode em algumas pessoas vir de um sítio de medo e noutras de um sítio de amor, dependendo da intenção, ou seja, do local onde colocam o foco para decidir.
Dou por mim muitas vezes a fazer escolhas e a questionar-me sobre de onde elas vêm. Quero muito escolher com base no amor e pergunto-me com frequência: o que faria o amor nesta situação, ou o que diria?
Nas últimas semanas tive uma experiência que me deixou muito curiosa ao frequentar um curso de formação longo com vários momentos de avaliação exigentes, em que podíamos fazer inicialmente escolhas sobre os alvos da nossa avaliação, sabendo que não seríamos avaliados sobre o mesmo tema duas vezes. Pensei que se fosse avaliada, por escolha minha, sobre o que me parecia mais difícil, teria algum controlo sobre o processo, preparar-me-ia para a avaliação e, preparada, seria avaliada e teria uma experiência, um desafio ainda maior do que se o fizesse de outro modo.
Fiquei na dúvida sobre a minha intenção principal: medo ou amor? Afastamento ou aproximação?
Medo de ser exposta a uma avaliação sem estar preparada ou vontade de passar a dominar mesmo os conteúdos que para mim eram mais desafiantes?
Medo de falhar ou vontade de me superar?
O engraçado é que acabei por ser avaliada, por escolha minha, num dos temas em que mais ninguém o foi. Porque não o escolheu e porque não foi tema de avaliação, tanto quanto sei.
Olhando agora para trás, e por muito que deseje que o meu desenvolvimento pessoal seja tão grande que só escolho por amor e não por medo, acho que o meu principal motor foi o medo de não controlar o processo de avaliação. Claro que o desafio também me interessou, quem me conhece sabe como o desafio é apelativo para mim…
De igual modo, outros colegas, por medo de falharem, de fazerem má figura, tomaram decisões diametralmente opostas, escolhendo, na parte do processo que controlavam, o que para eles era mais fácil, deixando ao critério dos avaliadores a escolha dos restantes temas.
Esta consciência pode-nos levar a ser cada vez melhores humanos, mais alinhados, mais luminosos, agindo na direcção do que queremos em vez de fugirmos do que não queremos. No meu caso, confesso que é provável que escolhesse igual se tivesse que fazer hoje a mesma escolha. O acréscimo de consciência ajuda-me, para já, a fazer escolhas mais alinhadas com as minhas intenções e, só isso, já é um ganho.
Para ajudar nas escolhas desafiantes basta perguntar ao amor: Como farias neste caso?