Como escolhes os teus amigos? ou sobre a Confiança e o Respeito 2018-05-12T08:27:31+00:00

Project Description

Quem me conhece sabe que nunca usei fotos dos meus filhos em nenhuma rede social, mesmo quando havia alguma garantia de privacidade e segurança de que as fotos não sairiam de um círculo restrito de pessoas.

A segurança deles foi para mim motivo suficiente para não o fazer. Agora, que são crescidos, não o faço porque não tenho as suas permissões. Em momento nenhum me ocorreu usar a sua imagem contra a sua vontade ou sem os consultar. De igual modo, tenho muitos textos escritos que relatam episódios em que eles são os protagonistas ou, pelo menos, personagens secundárias, que não foram nunca partilhados porque deles não tenho autorização. Quando escrevo sobre os meus filhos, sobre algum episódio que connosco se tenha passado, entrego-lhes para lerem antes de os usar e, se nem mesmo recorrendo a um nome falso ou a algum fantasioso esquema que os distanciasse de serem identificados não tenho autorização, não partilho.

Igual comportamento tenho em relação a segredos e confidências em que respeito totalmente os seus pedidos de discrição. Sei que não será por falta de confiança em mim que não partilham comigo os seus problemas ou que não entregam as suas confidências à minha guarda, se não o fizerem será porque, simplesmente, em determinado caso escolhem não o fazer.

Os meus filhos, para mim, nunca foram, nem são, só os meus filhos; foram e são pessoas que merecem o meu respeito e, por os respeitar, tal como respeito as outras pessoas, escolho não quebrar esta relação de respeito e confiança.

A confiança e o respeito são bens valiosíssimos, intransaccionáveis, e que se conquistam pela experiência. Podemos levar muito tempo a confiar em alguém e perder a confiança nessa pessoa num segundo.

Os valores transmitem-se pela sua prática e pelo exemplo. O respeito e a confiança são mesmo muito importantes para mim e por isso os pratico com os outros, tratando-os como me trato a mim.