Alegria e Foco podem (e devem) fazer parte da mesma equação 2018-05-09T07:27:39+00:00

Project Description

Em muitas empresas, em muitas famílias, em muitas pessoas existe a crença de que se é divertido, se é bem humorado,se é alegre, se as pessoas se divertem, não é sério, não é gerador de resultados, não existe responsabilidade, nem foco. Tenho encontrado esta crença de que o pai, a mãe, o líder, o professor têm que ser pessoas sérias para serem credíveis, para que acreditem nelas e para não correrem o risco de que os outros se distraiam com a diversão e lhes faltem ao respeito.

Uma das minhas intenções é contribuir para o bom ambiente e para a alegria, em particular, com a família e amigos, e de forma mais geral e alargada, em todos os momentos e contextos em que me encontre, a trabalhar, no café, a conduzir, no metro… Esta intenção tem sido transversal a toda a minha vida.

Esta atitude representa uma grande poupança de energia. É ser como a água que em todos os momentos contorna os obstáculos, e segue o seu rumo, adaptando-se naturalmente ao que o caminho lhe oferece.

Quando tinha uma equipa alargada, em contexto clássico de trabalho em escritório, o critério de avaliação de desempenho, e portanto de auto-avaliação, mais valorizado era o contributo de cada um para o bom ambiente na equipa. O que era mais valorizado, acima de todos os restantes critérios, era a forma como cada um contribuía para que todos e cada um estivesse bem no seu local de trabalho. Este critério aparentemente “simplório” garantia a colaboração, o trabalho em equipa, o contributo para o bem comum, o acesso alargado a toda a informação e a sua partilha.

Esta intenção, este foco no contributo para o todo, na realidade, é “apenas” o colocar do foco no amor, na felicidade, no caminho, deixando ao resto, leia-se a chegada a um destino, a um objectivo, o papel de consequência natural de um caminho escolhido.

Quando fazemos esta escolha de contribuir estamos a assumir um compromisso para connosco, o compromisso de em cada momento estarmos a construir a melhor versão de nós mesmos e por a ela acedermos garantimos que a entregarmos também aos outros.

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